Quem ganha com o drama?


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Enquanto a vida no México regressa à normalidade, não se regista qualquer caso na maioria dos países e a epidemia parece não ter passado do alarme, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia que a gripe dos porcos poderá afectar um-terço da população do mundo.

Déjà vu. Parece o drama mais recente de uma conhecida saga: "Gripe das Aves 2 — O Regresso do Gene". Também parece outra coisa: aparentemente e à escala internacional, a OMS estará a ficar como as nossas conhecidas ordens e associações que se movem em torno do sector dos medicamentos? Os produtores e os distribuidores das vacinas contra a Gripe A agradecem a dramatização. E a OMS? Agradece aos novos genes com estirpe?…

Quem se vê na TV (15)


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As porta-microfones de turno

Este é um grupo exclusivamente constituído por mulheres. As porta-microfones de turno são repórteres jovens e o serviço de exterior que fazem, a bem dizer, é mais um serviço de espera.

Acendem o cigarro com o isqueiro do cameraman e nunca largam o microfone. O seu trabalho é andar pelas portas: a porta do Parlamento, a porta do tribunal, a porta do partido, a porta do recinto de exposições e todas as portas onde previamente se sabe que vão estar presentes personalidades.

As porta-microfones de turno falam pouco para as câmaras. O que é óptimo, porque, quando falam, as frases pares são sempre para corrigir as frases ímpares anteriores, intercaladas por uma mão-cheia de hãm’s. Elas não são destacadas para relatar seja o que for, mas apenas para ouvir. Ou antes: para meter o microfone à frente da boca de quem entra ou sai.

Quando possível, são arranjadinhas e andam de calças justas descaídas ou de saia curta. É a receita para que políticos e demais ‘vipalhada’ não se atrevam a passar à pressa, a fingir que não vêem o microfone e a câmara ou a lembrar-se de pegar no telemóvel. Todos param com os olhos a piscar e um sorriso de orelha a orelha e elas cumprem a sua função: encostar-lhes o microfone e deixá-los falar, para ver o que se aproveita.

O mais irritante é quando o entrevistado se arma em esperto e dispara, sorridente: «Então a que é que querem que eu responda?» Elas não fazem a mais pequena ideia, mas também (que coisa!) não há pachorra para um entrevistado que faz perguntas.

Claro que as porta-microfones de turno nunca entram em directo. As declarações recolhidas têm de ser devidamente editadas, recortadas e, muitas vezes, arquivadas no lixo. A trabalheira propriamente dita é nas Redacções: se não puserem no ar alguma coisinha, os que falaram não irão gostar de falar para a próxima. Mas não é muito grave: para a próxima, entra de turno aquela outra repórter que anda sempre de mini-saia e com o decote até ao umbigo, que há-de pô-los todos a falar outra vez…

José Lelo nem lê-lo!


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«Lelo voltou a atacar Manuel Alegre afirmando que o poeta-deputado nada tinha dito em defesa de Vital Moreira quando da agressão no 1º de Maio. E disse-o de uma forma escabrosa e irónica chegando ao ponto de afirmar que, "afinal há uma voz que se cala"…

O senhor Lelo perdeu uma grande oportunidade para estar calado porque Manuel Alegre tinha-se pronunciado muito antes no seu site (www.manuelalegre.com) contra as agressões ao cabeça de lista do PS às eleições europeias.»

Este excerto veio daqui e permite concluir: Lelo nem lê-lo, quanto mais ouvi-lo! Se não há quem lhe cale a voz, haja um machado que lhe corte a língua ao pensamento…

Crimes possíveis: a receita


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Quer traficar droga, branquear dinheiro, fugir ao Fisco? Quer assaltar um banco, roubar a carteira  de uma velhinha, levar um automóvel alheio? Quer insultar um político, adjudicar uma obra pública ao seu amigo, abastecer-se de gasolina sem pagar?  É fácil: cubra a cabeça com um lenço estampado,  tape um olho com uma pala preta e  enfie uma perna de pau. A legislação portuguesa impede a detenção de piratas!

Políticos ocupadíssimos


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A fragata portuguesa Corte Real, que comanda as operações de segurança da NATO ao largo da Somália, voltou a detectar actividade criminosa e acabou por interceptar 19 piratas fortemente armados. Logo a seguir, porém, teve de libertá-los, porque o nosso Código Penal não contempla o crime de pirataria.

É um caso exemplar: Portugal comanda a missão naquela região assolada por piratas, mas a representação portuguesa é inconsequente por lacuna legislativa. O poder político não sabia? O Governo, a Assembleia da República, a maioria socialista, os partidos com assento parlamentar — ninguém sabia nem podia tomar a iniciativa legislativa atempadamente?

Sabiam e podiam, claro. Só que estavam ocupados a legislar sobre o financiamento dos partidos sem documentação de suporte…

«Não compres»


jmmcc,

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defende os jornais

e os jornalistas

consagrados

 

NÃO COMPRES O "i"

empresas de média fazem jornais

construtoras civis fazem obras

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É o que o João Severino alocou aqui, a par de um post onde se lê — sobre «o novo jornal da construtora civil Lena, uma das empresas que mais obras realiza para o Governo de Sócrates» — o seguinte: «O futuro director do jornal com aquele nome "pomposo" de "i", um senhor que deve pensar ser o melhor jornalista do mundo, Martim Figueiredo, dá-se ao luxo de diminuir todos os profissionais dos outros jornais, salientando, entre vários disparates, que os outros periódicos só têm informação a mais que ninguém lê…»