Especial MMS: Encerramento


André Couto,

 

Interrompemos o Especial MMS num intervalo para votações e por falta de vontade não o retomámos. Nem tudo correu bem no Congresso e no Especial. Assisti a pormenores tristes, em especial num partido que dá os primeiros passos, mas isso ficará entre os intervenientes não rezando sobre eles esta crónica final.

O Movimento Mérito e Sociedade é um partido recém-nascido, muito pouco trabalhado pelas agruras do tempo. Há no entanto uma figura que se destaca e sobre a qual devemos lançar dois olhares: o Eduardo Correia.

O Eduardo Correia é o Presidente do MMS. Pareceu-nos uma pessoa acessível e de trato fácil que não teve qualquer prurido em descer ao patamar dos bloggers estando perto de uma hora sentado connosco ao café. Expôs ideias, dirimiu conflitos, desabafou e debateu. Pareceu humano e próximo, perspicaz e inteligente. Tive igualmente oportunidade de assistir a parte da entrevista que deu à Lusa TV. Nessa entrevista demostrou ter a cartilha na ponta da língua, um programa atraente e moderno que procura fazer a diferença não pela maledicência ou pelo extremismo, mas por uma revolução inteligente promovida pacificamente dentro do próprio sistema. Essa atitude política não lhe confere destaque nos media mas oferece-lhe coerência e seriedade de abordagem.

 

Provavelmente o MMS não chegará a lado algum sozinho mas já nos deu a conhecer um político com muito potencial. Coligações e acordos futuros poderão dar uma projecção diferente a um rookie que cremos não ficará por aqui.

Um abraço ao Eduardo Correia agradecendo a simpatia e a atenção com que nos acolheu.

MMS: Patronato Bacano


André Couto,

 

O Camarada Jerónimo de Sousa acabou de ser promovido a Doutor Jerónimo de Sousa, pelo Movimentista Francisco Oliveira!

Das duas uma, ou bem que Jerónimo de Sousa exige um pedido de desculpas formal e categórico, ou então temos coligação pré-eleitoral à vista! Em tempos de competição pelo Bloco vale tudo.

 

MMS: Especial noutras Casas


André Couto,

 

Outros colegas de ofício marcam presença neste evento. Ao meu lado tenho o João Gomes do Risco Contínuo, o Daniel Reis do Divagador (ambos meus amigos) e o Samuel de Paiva Pires do Estado Sentido, que não o é mas com quem já partilhei algumas gargalhadas. Não foram as últimas.

Um abraço e bom trabalho aos três.

 

(Adenda: O Samuel informou-me agora que também o João de Brecht e o Nuno Castelo-Branco marcam presença pelo Estado Sentido. Ainda não os conheci mas deixo-lhes igualmente os meus votos de bom trabalho)

Especial MMS: O Clã Malvado dos Tomates Assassinos


André Couto,

 

Ainda não tinha acabado de escrever o post anterior e já o Movimentista João Santos me transmitia do palanque que o MMS promete ser "um Partido com os tomates no sítio e dizer sempre a verdade!". É disto que o País precisa, de verdade! Resta saber qual.

 

 

(Adenda: Fica no mínimo dúbio o papel das Mulheres neste Movimento. Excesso de leitura de revistas pornográficas durante a infância, oiço do meu lado direito…)

Especial I Congresso do MMS


André Couto,

 

Depois de uma manhã de trabalho eis-nos chegado ao Hotel Altis, desta feita não para qualquer evento do Partido Socialista, mas antes para acompanhar o I Congresso Nacional do Movimento Mérito e Sociedade. Qualquer semelhança é pura coincidência. Espero!

Recebidas as mordomias e tomado o lugar que nos coube, vamos a este especial…

Pelos primeiros minutos, posso dizer-vos que este evento promete!

Esquerda muito à frente!


André Couto,

José Sócrates lançou no Congresso Nacional de Espinho a sua plataforma de candidatura socrates2009.com, com uma dimensão e um cariz inédito em Portugal bebendo muito na experiência de Barack Obama nas últimas eleições americanas.

Hoje foi a vez de o Bloco de Esquerda vir a terreiro constituindo-se como o primeiro Partido em Portugal a debater online e em tempo real o seu programa eleitoral. Pela inovadora experiência que será e pelos nomes envolvidos parece-me merecedora de destaque e atenção.

Enquanto a esquerda galga terreno sendo pioneira nas novas tecnologias adaptadas a campanhas em Portugal, a direita continua a perder-se, mergulhando cada vez mais fundo nas areias movediças de onde não há meio de sair, desta feita pela voz do incontornável Alberto João Jardim.

Nós por cá não precisamos de Dia Internacional da Mulher


André Couto,

Internamente, no Delito de Opinião, apenas nos associamos aos festejos externos na medida em que mundo fora a discriminação em função do género é regra. Dos blogues em língua portuguesa, somos dos poucos em que não se nota este mal.

A Ana Cláudia, a Ana Margarida, a Cristina, a Leonor, a Marta, a Teresa e a Vieira do Mar não necessitaram de quotas para entrar, não têm qualquer tratamento especial e fazem com que, no dia a dia do nosso blogue, não se note qualquer diferença de qualidade ou estatuto.

A elas, pelo contributo diário que nos dão, deixo a minha admiração por serem excepção na triste realidade actual. Concentro-me também numa mensagem ao mundo e aos demais blogues na nossa língua: ponham os olhos em nós, vejam que a escrita em bom português se faz em função da qualidade e que género não é, definitivamente, bom factor de escolha.

A página dez do Expresso (ii)


André Couto,

Na sondagem presente nesta página e que infra analisei, os entrevistados foram convidados a escolher entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite em sete categorias.

A categoria que mais me fez reflectir foi a que diz respeito à arrogância. Previsivelmente Sócrates bateu aos pontos a líder do PSD. O Expresso assume esta categoria como negativa, na análise que faz ao inquérito, o que me suscitou uma interrogação: será que queremos líderes moles, consensuais e sempre sorridentes? Quantos líderes com este perfil ficaram para a história por bons motivos? Não será a arrogância algo inerente a uma liderança de pulso firme, auto-confiante e tendencialmente inabalável, que se quer para um País que precisa como de pão para a boca de um Governo reformista, ainda para mais em tempo de crise? Não será que o principal problema de António Guterres (entre outros) foi o facto de ser excessivamente secular, sendo sabido que isso leva com maior facilidade ao desrespeito?

Creio que também neste ponto, algo polémico, Sócrates brilha nos resultados expressos.

Submeto-me às Vossas críticas!

A página dez do Expresso (i)


André Couto,

A página dez do Expresso, que tem passado em branco neste sábado blogosférico, deve ser alvo de uma profunda reflexão.

Constando de um semanário insuspeito de apoio ao Governo, a sondagem que a preenche é no mínimo arrasadora das perspectivas de sucesso de Manuela Ferreira Leite e do PSD para as próximas legislativas.

O estudo, de pura comparação entre as personalidades, sugere que os entrevistados escolham entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite numa série de sete categorias. A saber: (1) competência para governar, (2) conhecimentos dos problemas do País, (3) conhecimentos dos problemas europeus e mundiais, (4) liderança, (5) determinação, (6) arrogância e (7) honestidade.

Destas sete, seis são categorias positivas, todas à excepção da arrogância. Nessas seis categorias, fazendo a média, Sócrates bate Ferreira Leite com uma média de 42,18% à maior. O cenário ganha contornos dramáticos se tivermos em consideração que uma das categorias é a honestidade e que apenas nessa Manuela Ferreira Leite ganha, ainda com míseros 4,1% de vantagem. Descontando essa categoria, Sócrates cilindra a líder do PSD com uma média de 51,44% de vantagem em média.

Nem com mais de um mês de furacão Freeport o PSD se aproxima de um cenário propício a sorrir e, pior que isso, a diferença no que toca ao barómetro da honestidade é residual.

Urge mudar algo, digo eu. A velha democracia agradece.

Ainda Vital Moreira


André Couto,

Muito se tem escrito na blogosfera sobre a escolha de Vital Moreira para cabeça de lista do Partido Socialista às Europeias.

Ao tempo não pude comentar, uma vez que me encontrava no Congresso. Agora, com quase tudo dito, não vou redizer.

Constato no entanto algo que não li e que, desligado do sentimento de pertença ao Partido que representará, me assalta: Vital Moreira tem algo em comum com todos nós, é blogger, partilha connosco este vício diário de escrita pela escrita, daquela que não é lida por milhares de pessoas, daquela que não é remunerada, que muitas vezes existe apenas para nós próprios e que sobrevive por carolice.

Também por isso Vital Moreira merece palavras bem mais simpáticas do que a maioria deste mundo lhe tem dedicado.

Quanto a mim, como é óbvio, apoio-o e estou pronto para o combate!

Blog da Semana


André Couto,

Escolhi O Divagador.

O Divagante, que em declaração de princípios assumo ser meu amigo, é um blogger que alimenta exclusivamente o seu blog pessoal. Fá-lo no entanto com uma entrega fantástica, pouco se preocupando se tem muita ou pouca audiência, se o lêem amigos ou desconhecidos. É um blogger no seu estado mais puro, aquele que trabalha por prazer, pelo amor a este culto que nos une todos os dias.

É por isso que o destaco, pela entrega, pela qualidade, pela assertividade e forma directa de comunicar com quem o lê.

Sê dúvida um blogger e um blog a acompanhar e a ter a vista em cima.

A Polícia dos bons costumes


André Couto,

Depois de uma noite onde o País pôde ver na rua todo tipo de nus e semi-nus, desde os Carnavais de Torres e Loures, às discotecas e hot spots mais concorridos da noite portuguesa, veio hoje a nossa Polícia apreender um livro pela obscena capa que anunciava.

Numa sociedade onde os costumes se degradam a olhos vistos, em especial nas gerações mais tenras e em cada vez mais precoce idade, é importante definir um ponto de equilíbrio entre a (pouca) moral existente e a forma como se pugna para que seja devolvida alguma dignidade às vivências onde ela é destroçada. A discricionariedade não pode abranger matérias sensíveis como esta, tem de haver uma clara orientação, sob pena de cada um lutar pelo que acha certo e pelo que os seus princípios indicam gerando o caos social.

Pelo bom português


André Couto,

Nos últimos dias o João Carvalho tem denunciado situações onde o nosso português é tratado a pontapé na comunicação social, em especial nas principais televisões.

Esta é uma preocupação constante que tenho. Ainda mais preocupado fico quando percebo que tal acontece no seio daqueles que são os comunicadores mais influentes do dia a dia. Convenhamos que a maioria da população não lê os refinados textos de opinião que vêm nos jornais, mas que o mesmo não acontece com a comunicação em massa que lhes chega dos principais jornalistas portugueses, aos quais amiúde mal conhecemos a cara e o nome.

O jornalismo é cada vez mais feito por estagiários, pessoas com a qualificação mínima exigida e que não foi previamente trabalhada em sedes de inferior impacto. Para além disto os nossos exames nacionais são cada vez mais básicos e elementares e a exigência diminui a olhos vistos. Mesmos nas Universidades é cada vez mais comum encontrar estudantes que não sabem estruturar uma frase ou compor um texto com cabeça, tronco e membros.

Urge intervir neste campo, sob pena de o bom português passar a ser característica de uma elite intelectual…

I’m here to recruit you!


André Couto,

Tudo na noite dos Óscares foi como previ, mas quase nada como gostava.

O meu desejo e a realidade cruzaram-se em Penélope Cruz e em especial em Sean Penn, imortalizando dessa forma Harvey Milk na história do cinema.

Ao tempo Milk abriu caminho a uma tímida mudança de mentalidades. Algumas décadas volvidas, a mudança não é mais tímida, penetrando mesmo nas mentes mais conservadores e fechadas. O sentimento é cada vez mais o da mudança ser uma força indomável. Veja-se a este propósito o exemplo da Igreja. Num instante os Padres voltaram a Pastores e os Crentes a Ovelhas, numa manipulação de opiniões e arregimentação geral  como há muito não via.

Gus van Sant, Sean Penn e a Academia cumpriram a sua quota parte neste trabalho, dando um sinal ao mundo. Não faz mais sentido que seres humanos iguais perante a lei (e perante Deus) continuem a ser tratados de forma díspar em função da sua orientação sexual. Mais que isto é o facto de já não haver vergonha em premiar ao mais alto nível um filme de cariz marcadamente político, retratando uma questão fracturante, ainda por cima do seu lado mais frágil.

"Are you angry?"