Morreu há dias, de doença num hospital, um conhecido cavaleiro tauromáquico português. Foi quanto bastou para que uma legião de energúmenos munidos de dispositivos electrónicos uivasse exclamações de júbilo nas chamadas “redes sociais”, congratulando-se com o falecimento.
Confesso um imenso asco por esta gente, que se atreve hipocritamente a invocar civismo, tolerância e princípios “humanistas” a propósito seja do que for mas escarra nestas belas proclamações mal vira a primeira curva do caminho. E só não lhes chamo animais porque iriam certamente interpretar este qualitificativo como um elogio. Longe de mim tal intenção.

Só os mortos vivos celebram a morte de alguém.
Umas bestas. E ainda se atrevem a falar em “humanismo”. Pervertendo completamente esta palavra.
… mesmo assim, o tal do PAN devia deitar um olho a estes e obsequia-los com uns quantos, mais, direitos. Eles precisam ; são os nossos “quinteiros”, donde se tira o estrume para as terras…
Muito bem escrito.
Fico deveras assustado quando dizem para aí que o PAN terá uma votação histórica nas próximas eleições.
Portugal, uma espécie de república das bananas (telefonema do PR) está-se a tornar numa aldeia de macacos.
Tendo em conta que os portugueses cada vez mais substituem os filhos que não têm ou não tiveram por animais de companhia, não me parece surprendente que o PAN esteja destinado a crescer. E há também os velhinhos que dão alimento aos pombos e aos gatos vadios nas cidades – também eles gostam muito de animais e não querem que eles morram ou sofram.
Quando cada vez mais gente está convencida de que todos os políticos são uns corruptos horrorosos, não há dúvida de que os deputados do PAN não são corruptos e de que lutam por causas muito nobres – o bem-estar dos gatos e cães vadios e dos pombos.
Deputados do PAN? O PAN só tem um deputado.
O PAN só tem um deputado agora, mas após as eleições deste ano provavelmente irá ter mais que um (creio que nas eleições anteriores, de facto, ficou perto de eleger mais um, pelo Porto). O meu comentário referia-se a esses “potenciais” deputados futuros do PAN.
O Luís Lavoura já está a antecipar as eleições.
(para mal dos nossos pecados)
Leu no ‘Borda d’ Água’. O jornal preferido da lavoura.
Nada de surpreendente.
A canalha sempre foi intolerante e animalesca.
Canalha é a palavra adequada.
Tem inteira razão, Pedro Correia. Essa gente precisa mesmo de levar nas orelhas, para atentarem na estupidez da sua atitude.
Parecem aquele general franquista a dar vivas à morte. Que anormais.
Também sobre o mesmo falecimento, mas numa outra perspectiva:
http://malomil.blogspot.com/2019/01/olha ndo-o-sofrimento-dos-outros.html
Concordo em absoluto com António Araújo. É, de algum modo, outra face da mesma moeda. O mesmo despudor, a mesma desvergonha, a mesma rasquice.
O grande cavaleiro Joaquim Bastinhas merece uma grande homenagem no Campo Pequeno.
A Assembleia da República aprovou, sem unanimidade, um voto de pesar. Valha ao menos isso.
E, curiosamente (!!??!!), o Presidente da República que constantemente faz publicar no “sitio” da Presidência condolências constantes por tanta gente que vai falecendo, certamente por distração da Casa Civil nem uma palavra sobre a morte de Bastinhas.
António Cabral
Bem lembrado.
Muito bem referido
A única “rede social” que frequento é esta (e outras de bom gosto). Nem acredito no que leio.
Faz muito bem, meu caro.
Toda a razão, Pedro; é inqualificável.
Se há coisa que me dá volta ao estômago é ver esta gente capaz de chorar por um vira-lata abatido num canil municipal enquanto urra de alegria e excitação perante a morte de um ser humano.
Sem dúvida. Tempos estranhos, estes.
Esta mentalidade anda a propagar-se a uma velocidade vertiginosa.
O termo “canalha” define , apropriadamente, essa ralé sob forma humana.
JSP
Define, sim.
Lamentável. Nada tenho contra quem protege os animais, muito pelo contrário, desde que não incorram em ideias mentecaptas e nem esqueçam que primeiro está a protecção das pessoas. Os velhos, quase todos, têm nos animais uma companhia constante, os bichos não se importam com cheiros ou que sejam velhos. É preciso não confundir as coisas porque, neste caso como noutros, os animais ajudam-nos a viver. Quem opta por um animal doméstico em vez de um filho…acho que ainda bem; já pensaram o que seria da criança?
Hoje a tendência é para humanizar a bicharada e bestializar os seres humanos. Nunca me adaptarei a isto.
Estou contigo, Pedro. Sintonia total. Um asco.
Uma vez mais em sintonia, amigo Fernando. É mesmo um asco.
Nojo, sim, Pedro. Imbecis disfarçados de gente.
Nojo também.
Caro Pedro Correia:
Tenho o prazer de lhe comunicar que a Associação a que tenho a honra de presidir acaba de aprovar um voto de solidariedade consigo no que respeito à opinião sobre animais. Nesse voto inclui-se a completa rejeição daquelas ideias que pretendem, ou sequer sugerem, que os animais são iguais aos humanos.
Agradeço, muito sensibilizado, o amável voto que me tributam. Convicto, ainda e sempre, de que bicho é bicho e pessoa é pessoa.
Muito bem, Pedro.
Grato, João. Abraço.