Agora que já passei por diversas greves de metro – há mais de dez anos que o utilizo diariamente -, desde as só até às dez às de 24 horas, de quando havia uma de vez em quando até às regulares, posso dizer com propriedade: façam greves para aí, já contorno de forma relativamente simples a questão.
Já sei que é um direito, que nem sempre se percebe para o que ou para quem são e isso nem importa muito porque, lá está, as pessoas têm direito e podem fazer greve.
Muito bem, mas para quem usa no dia a dia, para quem tem de chegar a algum lado e depende do metro para isso, não é imediata a solidariedade e a compreensão. Somos assim, pronto, não é por mal. Isto também é pouco relevante para os números da greve, deixem-nos ter este amor/ódio por elas e desabafar redes sociais e blogues fora.

Isto também é pouco relevante para os números da greve
Os números da greve são de facto pouco relevantes, e é por isso que há tantas greves no Metro: porque basta um número relativamente reduzido de trabalhadores estar em greve para que o Metro tenha que encerrar, por falta de condições de segurança na circulação. É por isso que há muitas greves no Metro e poucas nos autocarros (ou no Metro do Porto): porque as greves no Metro são especialmente eficientes (do ponto de visa dos grevistas), basta poucos trabalhadores fazerem greve para que o efeito da greve se faça sentir na sua totalidade.
As greves são para os restantes trabalhadores,a maioria que não faz greve,serem forçados a fazer greve.Nunca prejudicam os “exploradores”,lixam sempre a vida aos mais fracos.