Jorge Sampaio acha que as eleições antecipadas não são um cenário mortal. Claro que não. Precisamente porque há muito mais vida para além do défice.
As declarações de Jorge Sampaio.
Luís Menezes Leitão,
Jorge Sampaio acha que as eleições antecipadas não são um cenário mortal. Claro que não. Precisamente porque há muito mais vida para além do défice.
Que o país está a ser presidido por um personagem atrofiado, incapaz de tomar decisões determinantes nas alturas devidas, já todos tinhamos percebido (nem todos, mas pronto, faz de conta que sim).
Agora percebemos que o Presidente também mente ao povo do seu país, ao referir que o motivo da reunião do Conselho de Estado se prendia com a questão “Portugal após a troica”.
Estamos bem arranjados… estamos, estamos.
E é que um 4º resgate vinha mesmo a calhar,tradição socialista.Ou então fecha-se o país e dá-se à manivela,fazem-se notas,muitas notas,muitas,quantas mais notas mais combustíveis importamos,ficamos ricos!
Ele sabe sempre o que não é, e se há ou não para além de…, agora, ver o que se lhe põe à frente dos óculos é que é mais difícil. Não me posso esquecer que é a Jorge Sampaio que devemos o ter tido Sócrates no governo. O além dele é esta desgraça.
Sou completamente parvo!
Imagine que até agora, estava convencido que à excepção de Santana Lopes, todos os 1ºs ministros pós-25 de Abril, tinham sido eleitos através do voto livre.
Sou mesmo tanso…
O voto livre do povo não lava tudo. Não vamos confundir o povo com o SUPER-POP
Nenhum primeiro-ministro foi eleito. Os primeiros-ministros são nomeados pelos presidente da república, tendo em conta os resultados eleitorais.
Bartolomeu,
Você reconhece que é completamente parvo, portanto estamos de acordo.
Agora leia e aprenda: nenhum 1º ministro do pós 25 de Abril foi eleito, pela simples razão de que os 1ºs ministros não são eleitos, são indicados pelos partidos que ganham as eleições e depois nomeados pelo Presidente da Républica; a seguir, os seus programas de governo são aprovados, ou não, no Parlamento. A eleição do 1º ministro como tal não existe no nosso sistema politico.
Mas eu percebo o que na sua ignorância quer dizer. Mesmo aí não tem razão. Vou-lhe dizer quais os 1ºs ministros “não eleitos” depois de Abril de 1974: Adelino da Palma Carlos, Vasco Gonçalves, Pinheiro de Azevedo, Nobre da Costa, Mota Pinto, Maria de Lurdes Pintassilgo, Francisco Pinto Balsemão, e Santana Lopes.
1ºs ministros “eleitos”: Mário Soares, Francisco Sá Carneiro, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, e Passos Coelho.
Como vê, no pós 25 de Abril temos OITO 1ºs ministros “NÃO ELEITOS”, contra SETE 1ºs ministros “ELEITOS”! Percebeu sr tanso?
Meus amigos; além de parvo e tanso, reconheço também a minha incapacidade para dar vista aos cegos.
Resumindo: prossigam na vossa convicção, e que vos faça todo o proveito.
Ah!
Nas próximas legislativas, peçam aos vossos partidos para não mencionar o nome do seu candidato à presidÊncia da lista.
Pode ser que assim, eu compreenda melhor onde está a lógica daquilo que defendem.
Saudades de Santana Lopes….
Já é tempo do PS inaugurar o asilo.
candidatos não faltam!
—>>> Com um MINISTRO DAS FINANÇAS RIGOROSO não teria sido ‘enfiado’ ao contribuinte a nacionalização do BPN, a nacionalização de sistemas piramidais em ruptura acelerada, PPP’s, SWAP’s, etc…
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-> Os lobbys que se consideram os donos da democracia – os ‘cavadores de buracos’ -, com os seus infiltrados em todo o lado (sim, em todo o lado!), isolam e atacam todo e qualquer ministro que queira ser rigoroso, e que não lhes dê abébias para andar a ‘cavar buracos’ sem fim à vista…
– Obs. 1: Manuela Ferreira Leite (quando era ministra das finanças) quis impor algum rigor nas finanças públicas… consequência: os ‘cavadores de buracos’ puseram o país inteiro a cantarolar a cantiga «Há vida para além do deficit».
– Obs 2: ao querer impor um certo rigor… o ministro das finanças Vítor Gaspar foi isolado (e atacado por todos os lados) pelos ‘cavadores de buracos’.
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O CONTRIBUINTE TEM QUE SE DAR AO TRABALHO!!!
-> São raros os ministros que possuem a capacidade de resistência do ministro Vítor Gaspar… leia-se: O CONTRIBUINTE TEM DE AJUDAR NO COMBATE OS LOBBYS QUE SE CONSIDERAM OS DONOS DA DEMOCRACIA!
-> Por um sistema menos permeável a lobbys, os políticos deverão ser obrigados a fazer uma gestão transparente para/perante cidadãos atentos… leia-se, temos de pensar em bons mecanismos de controlo… um exemplo: “O Direito ao Veto de quem paga” (vulgo contribuinte): ver blog ‘fim-da-cidadania-infantil’.
E não são mesmo um cenário mortal. Nunca essa frase que citou fez tanto sentido quanto agora. Precisamente quando agravam a dívida e o défice, elevando-os à potência máxima e destruindo ainda mais as condições económicas que já eram precárias. Tudo isto com o beneplácito de um PR que parece encantado com a situação só para fazer vingar a sua posição paternalista, “evitando” desta forma as fatalidades (os supremos interesses…) que só ocorrem na cabeça de quem assim aje.
Sete horas de reunião para em nada esclarecer este povo só revela que andam a fingir que sabem fazer o que não sabem. Ter um PR que se limita a gerir birras é demasiado despendioso para a nação. Contratem um psiquiatra ou uma educadora, pois farão o serviço bem melhor.
Se há algo que me deixa puto da vida é ter alguém por perto que assume o direito de ser “responsável” pela gestão de minha vida e das minhas escolhas. Deixem o povo decidir!
O que lá está foi o que se arranjou,não é famoso mas veja a alternativa do Seguro:a austeridade e os impostos são para continuar disse ele mas vai bater o pé,ameaçar a Merkel:quero mais dinheiro!E os banqueiros assustados,a Alemanha,os nórdicos despejam logo euros.Veja bem,assustados!É que eles sem nós não sobrevivem!Segundo Soares eles morrerão à fome enquanto nós a fazer notas ficaremos logo ricos.Você acredita nesta história?São estas as alternativas?Depois de TRÊS resgates(1978,1983 e o actual) socialistas,sempre com sofrimentos,o povo merecia melhor!
Eu não vou perder tempo a apontar-lhe as alternativas. Mas não tome esta afirmação como desprezo. Eu explico: não fique preocupado(a) porque agora os nórdicos e os alemães já sabem que não têm remédio nem mercado para os excedentes de sua produção. Por isto mesmo serão os países do sul da Europa (Portugal, Espanha, Grécia, Itália, França e também a Irlanda) a ser os salvadores. A política de Schauble e da Merkel era a de que fazendo paralíticos se resolveria o problema de sua responsabilidade nesta casa comum, evitando chegar-se à frente como tanto tentaram. Agora que eles sabem, todos, que os equílibrios se geram entre aqueles que consomem e os que produzem arranjarão maneira de dizer basta, mas mais ainda: dirão que tudo isto não passou de um equívoco provocado por burocratas em Bruxelas. Todavia, quem é mau aluno, como Sócrates, Passos e Vítor Gaspar, tem direito a ir para a parede de costas voltadas, isto para ser ligeiro e cordato.
Há quatro anos afirmei que o regabofe da estupidez só acabaria quando a Alemanha estivesse de joelhos, assim começa a acontecer.
Gaspar não passa de um aprendiz sobre economia, assim como Schauble, mas eles por saberem fazer umas contitas estão convencidos que a tudo e todos se sobrepõem. Com o devido respeito, eles não passam de funcionários de secretaria que se convencem que uns gráficos bonitos determinam a solidez das políticas. Dos alemães tudo isto é esperado, porque estes só comandados e supervisionados é que fazem alguma coisa, e nunca como comandantes porque semeiam a destruição (refiro-me aos líderes que conhecem a natureza desse povo). E nós, os portugueses, não passamos de putos com a mão estendida à caridade e sempre convencidos que o que vem de lá é que é bom. Mas o mais grave é que somos determinados em manter isto e também de provocar a pobreza, porque estender a mão à caridade é norma dos polícos, empresas (sem olhar à dimensão) e famílias. Por isto mesmo, quem quiser ser adulto neste país tem de estar preparado para carregar uma pesada Cruz, sem nunca desistir. Sim, é possível ser mendigo adulto. Só que esta mendicidade surge por imposição, mas nunca é condição. Porque a condição não é para gente adulta. E mais não digo.
Ou há uma solução global ou caem todos!
Não duvido que haja quedas,o que qualquer pessoa sabe é que nas quedas há sempre uns com mais amortecedores que outros.Infraestruturas agrícolas e industriais,algumas matérias primas,tecnologias de ponta,tudo isto—mesmo em autarcia—permite aos “grandes”uma sobrevivência melhor que a nossa se nos fecharmos(já nem agricultura de subsistência temos como tínhamos em 1978 e 1983 e nesses tempos houve fome,falta de alimentos…).Não esqueça a advertência de Ferreira do Amaral:pelo menos dois anos de pilhagens,banditismo,falta de medicamentos,etc.,que porão em causa a democracia.
Nós não ganhamos nada com o afundamento dos outros.É esta a esperança do Seguro?Continuamos sem alternativa credível.
Meu caro, rnacional/219625212_850215.html
eu não defendo ninguém, mas opino. E se para isto tiver que defender uma mudança, faço-o. É preferível mudar que estagnar. As regras da alternância funcionam precisamente para dar espaço a novas ideias, visões e posturas. A que temos falhou em toda a linha e com o PR a “aplaudir” o falhanço e a proporcionar outro tanto. Convém pegar, historicamente, em algum conteúdo de seu comentário. O problema deste país não se resume ao que aconteceu pós 25 de Abril, mas também no que aconteceu antes. Famílias, meia dúzia, dominavam a economia e também lhes interessava dominar o acesso aos bens coloniais. No fundo tinhamos uma economia parasitária que se limitava a viver de proteccionismos de mercado (excepção para a indústria naval): fornecendo o estado, empresas do estado e com garantia de mercado e mercados coloniais. Para isto também era necessário, tanto quanto possível, cercear a capacidade de desenvolvimento que pudesse ocorrer nas colónias. Mas também procurar impedir investimentos e depósitos, vindos das colónias, na metrópole (lembro-lhe, por exemplo, que para comprar um escudo metropolitano eram necessários dois escudos coloniais). Também vem a propósito o facto gritante, por exemplo, da produção de cortiça ser feita a sul e as fábricas radicarem-se a norte. Tudo isto, em minha análise, era pensado para evitar inflacionar a mão de obra com fugas do campo (Alentejo) para as indústrias, a não ser que fosse do interesse de alguns.
O que ocorre pós 25 de Abril é mau e é um absurdo que não justifica os anteriores absurdos. Por isto mesmo Soares procurou negociar com alguns, de certa forma mal (temos os resultados à vista). Deu-se oportunidade a uma promiscuidade entre sectores económicos e estado com penalização de todos os cidadãos. Em resumo, nesta matéria pouco se evoluiu.
Deixo também aqui uma notícia de arquivo do “El País” de 17 de Dezembro de 1976 (só para recordar a história):
http://elpais.com/diario/1976/12/17/inte
Passemos agora a outra obordagem, eu gostaria de saber porque é que a ponte 25 de Abril, que foi paga com o erário público, está a ser gerida por uma entidade privada. E gostaria de saber se o investimento na ponte Vasco da Gama foi totalmente efectuado por um sindicato financeiro; e por último gostaria de perceber a lógica porque as duas pontes estão nas mãos de um privado (é só para perceber). É mentira o que se afirma sobre o facto dos privados gerirem melhor. Gere-se “bem” quando o tútano é garantido e o investimento também foi garantido por toda a nação, e com garantias de mercado (PT, EDP, GALP etc. etc. etc.). Não me fale em virtudes do empreendedorismo privado porque senão sou obrigado a abrir o livro. Olhe que eu nunca tive qualquer vínculo público para além de ser cidadão nacional. Por isto mesmo eu não defendo uma dama, falo sobre o que observo. A economia portuguesa, em matéria de empreendedorismo, é uma economia fundamentalmente oportunista. E este oportunismo pode ser verificado pelos ciclos de vida das empresas em Portugal. As únicas que se mantêm com solidez são aquelas que estavam tradicionalmente nas mãos do estado, cujos investimentos estavam garantidos anteriormente e o mercado também. Depois que o estado deixou de injectar capital na economia contam-se pelos dedos de uma mão aquelas que se mantêm com ligeira folga. Até o sector financeiro sobreviveu das benesses de um estado, por exemplo, a bonificação de juros, antes da queda destes, aproveitava a construtores e banqueiros. Como vê ou o estado dá uma mão ou ficam todos sem pernas. Por isto mesmo repito, não me fale sobre as virtudes do empreendedorismo privado. Ao apontar-lhe isto eu não defendo a centralização da economia nem a liberalização desta, simplesmente defendo a moralização da mesma. Dou-lhe outro exemplo, até a sobrevivência da sector financeiro que não benefícia de ajudas do estado depende das ajudas que o estado oferece aos que necessitam, para poder manter sua funcionalidade. A nossa entrada na UE determinou que uns produzissem e outros consumissem. Paguem todos agora! Aquilo que hoje não temos beneficiou quem produziu, porque foi esse o acordo firmado. As economias que refere terem amortecedores só poderão oferecer desemprego a partir de agora. Mudem de política!
Ah, pois é. Com o défice e a dívida que temos, eleições autárquicas em Setembro e europeias em Maio de 2014, mais umas eleições é do que precisamos mesmo. Venham elas, que até as comemos.
Por mim tudo bem. Vamos a votos. Mas fica tudo na mesma, não é difícil de perceber porquê.
Faça ou não sentido a frase, vinda de alguém que fez o que fez, é no mínimo coerente.