Tortura e outras formas de maus-tratos. Uso excessivo da força por parte das polícias. Violência de género e um balanço do Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas de pôr os cabelos em pé. Eis em poucas linhas o que diz o Relatório da Amnistia Internacional de 2013 sobre a situação dos direitos humanos em Portugal, com as medidas de austeridade a ajudar à degradação de direitos, liberdades e garantias que o Estado, esse ente estranho, cada vez mais estranho, deveria proteger, para mais quando acaba de ratificar o Protocolo Facultativo do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, que assim aparece como um embuste – como mais um embuste.


Relambórios dessa organização, para mim, valem tanto como as previsões do Gaspar ou os comentários do Sócrates.
Só respondo a comentários minimamente inteligentes.
http://razonesdecuba.cubadebate.cu/notic ias/lo-que-dice-amnistia-internacional-s obre-cuba-y-la-union-europea/
Havana volta a manipular os relatórios da Amnistia. Já não espanta. É um tique. Mas, desta vez, escondendo-se atrás dos atropelos aos direitos humanos cometidos nos países europeus da Posição Comum, aceita implicitamente as denúncias da AI sobre a situação na ilha, que seriam previsivelmente mais completas se autorizasse a entrada aos investigadores da organização.
http://www.independent.co.uk/news/world/p olitics/animosity-international-staff-on-s trike-in-amnesty-offices-across-the-glob e-8317303.html
Poupe-me. Já percebi que não gosta da AI. Está no seu direito. Tente no entanto concentrar-se mais nos princípios e no trabalho da organização, e nos seus resultados, e menos nas suas dores de adaptação a um mundo que mudou para todos. Tente. É um pequeno exercício boa-fé.
Não tenho nada contra a AI, antes pelo contrário. Mas devo dizer que andei à procura no link do negro negrume de que fala e de um balanço de pôr os cabelos em pé. Provavelmente os factos a que se refere estão no tal relatório Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas, que aqui não encontrei nada mais do que a referência a meia dúzia de coisas que seria bem melhor que nunca se tivessem passado mas que, infelizmente são o pão nosso de cada dia de uma qualquer democracia. erior.aspx?content_id=3237238
No melhor pano (neste caso a Suécia) cai a nódoa:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Int
Compreendo-a, Isabel: o relatório não traz de facto unhas arrancadas a alicate nem episódios de genocídio. Porém não posso aceitar a existência de um padrão normal de atropelos aos direitos humanos nas democracias. Portugal só de há uns anos a esta parte passou a ser acusado de tortura e não podemos de modo nenhum habituar-nos a isso. Também não acho que o aumento de mulheres assassinadas pelos maridos possa ser reduzido ao pão nosso de cada dia. A fasquia das democracias é mais alta, daí os cabelos em pé – os meus, claros.