(foto do Record)
Vai deixar saudades. Pela educação, pela simpatia e, sobretudo, pelo seu desportivismo à prova de bala. O Sporting perdeu um adepto, o País um senhor. Como benfiquista que o ouviu gritar muitos golos do Eusébio, deixo-lhe aqui a minha modesta homenagem, na esperança de que o seu exemplo perdure.


Vi-o há poucas semanas numa entrevista que deu à televisão e parecia em forma, com aquela jovialidade que sempre irradiava e nos inspirava a todos. Foi um prazer conhecê-lo.
Artur Agostinho deixa muitas saudades e pouca escola.
Muitas Saudades porque era excepcional, pouca escola porque, hoje não há relatadores e jornalistas desportivos com a sua integridade.
Que descanse em Paz!
A voz que atravessou gerações, o homem dos sete ofícios, o verdadeiro desportista, competente, da paixão pelo arrebatador Sporting dos “cinco violinos”. A suprema ironia: o comunicador nato incomunicável numa cela de Caxias, preso pelos revolucionários que cuspiram nos ideais de Abril a troco da imposição da sua democracia. Fazendo jus ao nome, o Artur, corajoso e autoconfiante, começou uma nova vida aos 50 anos no país irmão, porque o nosso, maldizente, fechou-lhe as portas. Voltaste, rejuvenescido e aclamado até chegar o descanso, nobre Leão, com a certeza e a consciência de que nunca te arrependeste de nada na tua exemplar vida.