Aplausos, muitos aplausos


Sérgio de Almeida Correia,

Para Isabel Alçada e Jaime Gama. A primeira pela volta que pretende dar ao regime das faltas dos alunos, pelo seu empenho em querer restaurar a autoridade onde ela faz mais falta, dentro da escola, e reforçar a intervenção preventiva da escola e dos seus responsáveis nos casos de violência. O segundo porque ao contrário do que alguns pensam não acordou mal disposto e fez aquilo que se espera de um presidente da Assembleia da República. Quem nasceu e foi criado na liberdade, na responsabilidade e no respeito, e não necessariamente por esta ordem, não pode deixar de entender e de aplaudi-los.

15 comentários em “Aplausos, muitos aplausos”

  1. Merecem ser aplaudidos! Haja Deus! Pela primeira vez, há alguém que se preocupa com a violência nas escolas. Ainda esta semana, houve mais um caso de violência na escola. Um miúdo de 15 anos, que sempre foi mal comportado agrediu um outro miúdo de 12 anos. De tal forma foi a agressão que o miúdo agredido perdeu a noção do sitio onde estava, respondendo ao médico “o que era isso de mãos”, quando o médico lhe perguntou qual era a mão direita. O que nesta história tem de mau, é como se permite que um miúdo de 15 anos seja colega de turma de um outro com 12. Claro chumbou. Claro que se sempre foi mal comportado, os pais deveriam ser chamados ao director de turma ou conselho escolar ou que raio se chama isso, e deveriam ter expulso o miúdo “na hora”. Aconteceu no dia seguinte, mesmo antes da ministra tomar qualquer decisão. Sem saudosismos acho que se deveriam manter as casas de correcção para miúdos com este comportamento. Para miúdos assim, que já não são tão miúdos , deveria haver um castigo que os fizesse recuar nos pensamentos. O comentário já vai longo……….fico mesmo por aqui!

    1. Os pais podem até ser chamados ao Director de Turma, zeparafuso, mas isso resolve muito pouco porque alguns nem sequer aparecem ou porque também há Directores de Turma que não querem saber. Não se podem expulsar os alunos assim, a lei não permite. Essa é a medida última. Há um caminho longo e acidentado, a percorrer.

      1. Pois! Eu sei que há pais que não aparecem quando são chamados, que há directores de turma que não ligam nenhuma (não todos), mas também acho errado que não se possa expulsar um aluno “na hora”. Ainda não há muito tempo, penso que foi consigo que trocamos algumas impressões, sobre um assunto parecido. Não foi?

        1. Claro, estamos a generalizar. Há pais que se interessam, professores também e miúdos muito giros que fazem tudo valer a pena, são mesmo o que vale a pena. Trocámos sim, Zeparafuso.

    2. Essas casas, hoje em dia chamam-se casas de acolhimento, a maioria deve funcionar muito mal, pelo que vejo alguns miúdos, que nelas residem, fazer.

      1. É! Casas de acolhimento para não ferir susceptibilidades . Casas de correcção, era como se deveriam chamar, pelo menos criava mais impacto. Casa de correcção, significava logo de inicio, que havia qualquer coisa que precisava de ser corrigido, significava que havia uma anormalidade qualquer…….. desculpe mas eu hoje devo estar em dia não. Reconheço que estou a dizer enormidades, mas é aquilo que me apetece dizer.

  2. Só espero que Isabel Alçada acabe de vez com as Provas de Recuperação, um verdadeiro flagelo implantado para favorecer as estatísticas. Teoricamente os alunos podem andar o ano inteiro a faltar. Se fizerem prova de recuperação e recuperarem ficam sem faltas. Se não recuperarem há que fazer uma plano de acompanhamento e depois mais uma prova de recuperação e assim sucessivamente. Chumbar é que não.

    1. Não se pode chumbar, por causa das estatísticas .</a> Não haverá estatísticas .</a> para a violência nas escolas? Se calhar não! Afinal a violência não é assim tão importante!

      1. Ouvi hoje que vai haver uma linha para denúncia de casos de bullying. Embora não seja adepta de denúncias, neste caso específico não me parece nada mal. Talvez assim haja maior responsabilização. Só quando as estatísticas de violência chegarem a Bruxelas é que vão contar para alguma coisa.

        1. Chegarão a Bruxelas? Se a Ministra da Educação, for de “boa cepa”, como se costuma dizer, talvez chegue. Mas para um pais que quer ser, limpinho, bonzinho, aos olhos de Bruxelas………não sei, não!!!

  3. Surpreendeu-me a falta de nível dos deputados do PS que ovacionaram o secretário de Estado, desautorizando Jaime Gama. Já sem falar daqueles que fecharam violentamente os computadores, que não lhes pertencem, como acentuou o presidente da AR. Uma estranha noção de serviço público, a desses parlamentares, que tiveram hoje uma tarde particularmente infeliz.

    1. Já na legislatura anterior Jaime Gama teve de ensinar o ex-ministro Pinho e um secretário de Estado a não se dirigir aos deputados tratando-os por «vocês». Faltava agora ensinar este a respeitar o Regimento e os outros a cuidar de bens públicos. Isto já desceu muito. Não é exagero, porque estamos a falar de titulares de órgãos de soberania: Parlamento e Governo.

      1. E o pior foi ver-se que não havia maneira de o jovem secretário de estado conseguir dizer correctamente a fórmula regimental, apesar de Jaime Gama lha ter enunciado pelo menos por três vezes – “Senhor Presidente, senhoras deputadas e senhores deputados”. Será que isto é muito difícil, será que o homem é duro de ouvido ou seria apenas duro de roer?
        De José Lelo, (só com 2 LL, que estamos em contenção), como vem sendo habitual, já não se espera nada de bom, nem no conteúdo, nem na forma e muito menos na educação.

  4. Não consigo entender como é que se pode espiolhar o ecran do computador dos deputados. O computador é um bem público, mas está confiado a alguém que passa a utilizá-lo de forma privada. Se deve ter cuidados acrescidos na utilização de um bem público? Claro. Respeitar as funções específicas para que lhe foi confiado? Claro, que sim.
    Independentemente do deputado Lello e dos seus modos, eu não entendo.

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