![c57652fe9f4560591d8298c718176ccb[1].jpg c57652fe9f4560591d8298c718176ccb[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21971601_KwTI2.jpeg)
«Se os limites forem injustos, absurdos ou ilegítimos é bom transgredi-los. Convém mesmo transgredi-los sem hesitação»
Atendeu o telefone com prontidão e dispôs-se a retorquir sem gaguejar às perguntas que fui disparando, sem imaginar qual seria a questão seguinte. Hesitou pouco ou nada. Por vezes, antes de responder, soltava uma gargalhada, confirmando que preza o sentido de humor.
Tem medo de quê?
De ter medo.
Gostaria de viver num hotel?
Já vivi vários meses num hotel quando estava na Indonésia antes de ter casa lá. Tive imensa sorte: era um hotel maravilhoso. Claro que prefiro estar em casa do que num hotel, por permitir mais privacidade, mas não tenho nada contra hotéis.
A sua bebida preferida?
Água.
Tem alguma pedra no sapato?
Eu? Não. Procuro usar sempre sapatos confortáveis.
Que número calça?
38.
Que livro anda a ler?
Um livro de Amin Maalouf, Le Dérèglement du Monde.
E que tal?
Estou a gostar muito.
Tem muitos livros à cabeceira?
Costumo ter muitos. E revistas. E papéis. Mas, infelizmente, é quase tudo relacionado com o meu trabalho no Parlamento Europeu [deixou de ser eurodeputada em 2019]. Questões relacionadas com direitos humanos, conflitos, desenvolvimento, a luta contra a corrupção, a resolução da crise financeira internacional. Não tenho conseguido tempo para ler e reflectir sobre mais nada.
A sua personagem de ficção favorita?
Nenhuma em especial.
Rir é o melhor remédio?
Rir faz muito bem, sem dúvida. Não sei se é o melhor remédio. Mas é um remédio essencial.
Lembra-se da última vez em que chorou?
Lembro.
Gosta mais de conduzir ou de ser conduzida?
Depende das circunstâncias. Depende também de quem é o condutor.
É bom transgredir os limites?
Também depende muito de quais são os limites. Se os limites forem injustos, absurdos ou ilegítimos, é bom transgredi-los. Convém mesmo transgredi-los sem hesitação.
Qual é o seu prato favorito?
Empadão de carne.
Qual é o pecado capital que pratica com mais frequência?
Talvez a gula.
A sua cor favorita?
Tem variado ao longo dos anos. Mas cada vez estou a gostar mais do verde. O verde das plantas, o verde das paisagens.
Costuma cantar no duche?
Não. Costumo cantar, mas não necessariamente no duche.
E a música da sua vida?
Petite Messe Solennelle, de Rossini.
Sugere alguma alteração ao hino nacional?
Gosto do hino nacional, embora as palavras sejam politicamente incorrectas – muito incorrectas mesmo. Comovo-me sempre que o oiço.
Com que figura pública gostaria de jantar esta noite?
Com Pascal Lamy, director-geral da Organização Mundial do Comércio [cessou funções em 2013]. É um socialista francês que muito admiro. Gostava muito de o ver como presidente da Comissão Europeia.
As aparências iludem?
Sim. E as iludências também aparudem.
Qual é a peça de vestuário que prefere?
As calças.
Qual é o seu maior sonho?
Sonho ver a humanidade mais justa. Sonho ver o mundo melhor, com mais equidade. Sonho poder contribuir para deixar um mundo melhor para os meus netos.
E o maior pesadelo?
O meu maior pesadelo relaciona-se com a crise económica do mundo actual. Apesar de todas as medidas que estão a ser tomadas, receio que esta crise acabe por avolumar as tensões sociais e políticas. Há sempre políticos populistas e xenófobos prontos a explorar o descontentamento popular devido à falta de perspectivas económicas. Em tudo isto vejo também, e com muita preocupação, um défice de intervenção da Europa.
O que a irrita profundamente?
A desonestidade intelectual. Na política, por exemplo.
Qual a melhor forma de relaxar?
Brincar com os meus netos.
O que faria se fosse milionária?
Financiava uma série de organizações não governamentais que fazem um trabalho extraordinário a favor dos direitos humanos e do desenvolvimento.
Um homem bonito?
Kevin Costner.
Acredita no paraíso?
Na Terra.
Tem um lema?
Dar o máximo.
Entrevista publicada no Diário de Notícias (4 de Abril de 2009)

Ainda vai ser Presidente da República.
É uma mulher de fibra…
Miguel Nunes
No geral, parece-me que esteve muito bem.
Borrou um bocadinho a pintura ao aderir à lamentável cor verde, mas nada que a sensatez das outras alíneas não possa suprir.
Esteve mal, muito mal, pessimamente mal ter-se esquecido da Cristina Torrão e declarar sem temores que o seu prato favorito é carne.
Mas no essencial não me pareceu nada mal. Tem o meu voto para a presidência.
Sentido de humor e devoradora de carne, estou com a minha gente.
Pois eu, pelo contrário, achei sábia e de imbatível bom gosto a resposta à cor favorita.
Esta nova secção do DO, promete. Acabei de comprar um extintor, um tapa furos, e uma Monster, estando, neste preciso momento a ler. Não consegui resistir
De todas as respostas, destacaria serem as calças, a peça de vestuário preferida de Ana Gomes. Quanto a associações curiosas, durante a entrevista, destaco o Empadão de Carne com Petite Messe Solennelle, de Rossini
Tem o meu voto, só para chatear o Buda do Chiado
Você é mesmo original. De certeza que mais ninguém associaria o empadão de carne à ‘Petite Messe Solennelle’ na mesma frase, eheheh.
(Registo, de passagem, que não é budista…)
Quando me pedem para nomear 10 socialistas credíveis e depois de pensar durante meia hora, só consigo chegar a um nome. Ana Gomes.
Ana Gomes é aquilo que todos pensávamos que Marcelo iria ser, ou que gostaríamos que fosse.
É um Marcelo com mais testosterona… que analogia esquisita.
É directa, doa a quem doer, está-se a marimbar para os queques elitistas e é fiel aos seus princípios.
Já atacou com fundamentos da esquerda à direita, do mais infeliz ao mais privilegiado.
Nunca se vergou ao partido, nem aos seus capos e isso traz-lhe imensa credibilidade.
Enfim, gosto dela
Talvez se trabalhasse melhor a imagem e melhorasse a forma de se exprimir, ganharia cada vez mais apoio da população eleitoral, isto é, se um dia se lançar numa candidatura.
Já eu nunca tive ilusões: Marcelo está a ser tudo aquilo que eu pensava que ele iria ser.
Gostei
Ainda bem, Cristina. Gostei de saber.
… não é gaga, não!
Pois não!
a gaga é a outra…
“A outra” não entrevistei.
Eu gosto da Ana Gomes e gostei da simplicidade com que se desenrascou do questionário. Aprovada! Next!
Uma vez por semana, pontualmente. Fica prometido, Maria Dulce.
Eu diria que ela se safou muito bem… não fora a simplicidade do empadão, aquela da Petite Messe do Rossini e o Kevin Costner, que em 2009 já estava gordinho e carequinha.
Ele era lindo de morrer (I mean handsome) quando fez de Tenente John Dunbar no Dances with Wolves, mas depois desleixou-se… não foi, Cristina?
Agora para PR, sei não…
🌻
Maria
Ah, e a Gula está a ganhar 2/0.
Um ponto em comum entre Ana Gomes e o comentador Lavoura.
11 anos depois, e algumas respostas podiam ser de hoje.
bela ideia, Pedro Correia, vou mesmo seguir!
É verdade, Cristina: quase tudo podia ser de agora.
(Gosto de a ver novamente por cá.)
obrigada, Pedro Correia, o Delito está nos favoritos, é uma visita diária
Gostei de ler:). Como alguém disse lá em cima, next!
Já está pronto. Virá para a semana.
Mais uma que diz o que lhe dá jeito em cada momento.
O PR, um PR, o nosso PR não é o senhor do chicote, apesar de reconhecer que anda aí muito boa gente que gosta e precisa de ser chicoteada.
O que é preciso são velas para contrariar os ventos.
Disse, de facto, o que lhe ocorreu naquele momento. Esta era uma regra básica da entrevista.
Que ocorreu, faço notar, há 11 anos.
Carago Snr. Pedro Correia, agora que estava a ficar animado ali com as ‘Belles toujours’ e até já tinha preparado uma punheta de bacalhau …
Não, ainda não estou preparado para assistir ao despir do fato de banho da putativa ‘Presidenta’ da República!
Smoreira
Vá, desta vez (ainda) não temos aquele habitual comentário do marxismo e coisa e tal.
É que assim teria de ser marxismo, englsismo, leninismo, estalinismo e maoismo,
Daquela forja da faculdade de direito de lisboa dos anos 70 ficaram uns educadores engravatados frequentadores do gambrinos, já desaparecido, e pouco mais. Agora nem precisavam de blusões e calças de ganga para arranjar operários, nem um abaixo o social-fascismo, agora é que faziam falta para um abaixo e um chega prá lá nazi-fascismo. Mas entraram todos com armas e bagagens no saco para os melhores caminhos prometidos, uns até subiram ao máximo do movimento revolucionário do proletariado…. queria dizer ao máximo do sistema capitalista internacional.
Como é que deveria-mos ter chamado aquela rapaziada? talvez populistas-fantoches. Seria uma pergunta a fazer à senhora embaixadora, deputada em parlamento europeu e outros.
Gosto e admiro muito Ana Gomes. Mostra que é impulsiva, transparente, autêntica. Diz o que lhe vai na alma, com expressões naturais, não as ensaia como qualquer figura “por aí” que tivesse a bagagem que ela tem. Isso é o que a torna especial e única. Não se preocupando com a aparência, demonstra que é muito activa e dedicada ás causas . Uma mulher eficiente, com “conteúdo” e muito atenta ao mundo de hoje. Precisamos de mais Anas como esta.
Comigo foi pão pão, queijo queijo.
Posso testemunhar e ficou aqui lavrado em acta.
Já é a segunda vez que falam aqui na aparência de Ana Gomes. Não percebo,anda sempre bem vestida,maquilhada,cabelo arranjado. Qual o problema?Óbvio que já não é nova,assumiu os brancos. Por essa ordem de ideias o Boris Johnson não era primeiro ministro… Ainda é pior que o Trump!
Estou a ver a entrevista dela na SIC/Notícias .Muito Bom. Quando falou no almoço do Ricardo Salgado…👏