
É amanhã. A petição já tem mais de 8000 assinaturas. 8000 pessoas que gostavam de ter algumas perguntas respondidas. 8000 pessoas que acham que o conteúdo interessa.

É amanhã. A petição já tem mais de 8000 assinaturas. 8000 pessoas que gostavam de ter algumas perguntas respondidas. 8000 pessoas que acham que o conteúdo interessa.
Quanto a mim, só o facto de as pessoas se movimentarem por uma causa que nem é futebol já conta. É tempo de sermos mais do que cidadãos amorfos e só palavrosos na má-língua de café. Cidadania é lutar por causas, é pronunciarmo-nos, é termos opiniões e escolhermos o lugar a que pertencemos. Mesmo enfrentando o risco de nos enganarmos, de precisarmos de repensar, de nos reposicionarmos, de nos corrigirmos.
Quem pensar de outro modo não conta com a minha solidariedade, mas conta com o meu respeito. Que não lhes interessará, mas que interessa a mim.
Verifico que já há mais de sete mil adesões à petição, incluindo vários nomes que prezo muito – Francisco José Viegas, Maria João Avillez, Francisco Sarsfield Cabral, Rui Ramos, Maria Filomena Mónica e José Luís Saldanha Sanches.
Que pena não poder ir mas a hora de almoço não é nada conveniente para quem não vive/trabalha em Lisboa. Estarei convosco em pensamento.
obrigada, joão, pedro e leonor. 🙂
Isto não é para agradecer, Ana. Eu vejo isto como um exercício de cidadania. De que uns gostam e outros não, como em tudo.
Também eu encaro esta manifestação como um saudável exercício de cidadania. Até por contar com o apoio de prestigiados camaradas de profissão e gente amiga da blogosfera, das mais diversas tendências. Isso é de saudar também. Tudo menos o silêncio e a apatia.
Concordo com a parte de « saudável exercício de cidadania». É, para im, esse o mérito. É pena o ruído comprometido por muitos dos participantes (nenhum do DO), mas não se pode ter tudo.
Estou cheia de pena, só comparável a quando apanhei uma faringite e não pude ir à primeira dos professores. Força na causa!
Ca estou mais uma vez, agora para comentar a manif…
Concordo com todas as manifestações – todo o tipo de manifestações – contra abusos, contra a censura, seja de que tipo for, a favor da liberdade, dos direitos, etc. Mas há umas perguntas que aqui quero deixar a quem lançou a ideia desta manif e a quem lá estará amanhã:
– Porque só agora entenderam convocar uma manif? Só agora tiveram tal ideia?
– Porque manifestam-se contra os supostos abusos deste governo e não manifestaram-se contra os abusos de outros governos (destas e de outras cores partidárias)?
– Porque manifestam-se contra os supostos abusos no Continente e não se manifestam contra os abusos da Madeira?
– Porque manifestam-se a favor da divulgação do “conteudo” do Face Oculta e não se manifestam contra os “conteúdos” do Limagate (ou Inventona de Belém) ou das acções do BPN?
– Porque não se manifestam, também, pela total independência dos media, não só em relação ao poder político, mas também ao poder económico, aos grupos empresariais e a outros sectores da nossa sociedade (só para dar um exemplo, a TVI já foi controlada pela Igreja)?
Porventura, haverão outras perguntas, mas penso que estas constituem o essencial. Repito, sou a favor de todas as manifestações a favor de uma sociedade mais livre e justa, mas suspeito sempre de manifestações parciais, que só surgem em determinados momentos e apenas contra alguns visados e levantam dúvidas sobre as verdadeiras intenções.
Cumprimentos.
Caro Ricardo, as suas perguntas não me sãp dirigidas, mas permita-me que aproveite para ensaiar duas ou três respostas:
– mais vale tarde que nunca;
– tem de começar-se alguma vez, algum dia;
– é tempo de deixar de justificar o presente com o passado, ou não haverá futuro que resista;
– há óbvias diferenças entre o que é público e dos contribuintes e o que pertence à iniciativa privada (o que não deve servir para tolerar atropelos, mas serve para distinguirmos essas diferenças).
Abraço.
Claro que sim João, terá que haver sempre uma primeira vez para tudo. Aí, estou inteiramente de acordo. Mas uma pergunta permanece sem resposta: porque não se manifestam, igualmente, contra a asfixia (aí, sim, existe asfixia, pura e dura) na Madeira?
Até pode ser que amanhã protestem contra a falta de liberdade de expressão e de imprensa na Madeira, mas duvido, atendendo ao quadrante partidário da maioria dos participantes. É precisamente por causa disto (dos double standards) que desconfio deste tipo de iniciativas.
Abraço.
Pode ser que tenha muita razão nisso, mas eu prefiro olhar para o que fazer-se e não para o que se deixa ficar na mesma.
Se há asfixia democrática na Madeira (e eu sempre achei que há), é natural que não sobre muito espaço para protestar, como é natural que o protesto não se faça em Lisboa.
Interessa-me, como disse antes, que as pessoas se movam por causas. Para já, é tudo. O bom é inimigo do óptimo. Ou será que é o óptimo que é inimigo do bom? Nunca sei…
Precisamente Ricardo, concordo consigo. Para além de desconfiar de manifestações parciais, também desconfio e muito de manifestações “encapuzadas”, daquelas que para entender o seu verdadeiro significado, os seus verdadeiros objectivos, temos que saber lêr nas entrelinhas… Esta considero-a precisamente uma delas. Por isso desconfio. Cumprimentos.
Realmente, as manifestações com entrelinhas são muito chatas. Tentei descobrir isso nas suas entrelinhas, mas só encontrei o vazio…
NÃO SE ESQUEÇAM DO PAPEL HIGIÉNICO.
Não se esqueça de ser civilizado. E nunca mais venha para aqui GRITAR, que me faz mal aos tímpanos dos olhos.
Não é por muito gritar que se tem mais razão, compadre. Este nosso amigo tarda em perceber isso.