Numas eleições há conclusões que se podem retirar de forma directa dos resultados: quem é mais votado (lista, partido ou coligação) é o vencedor. No sistema eleitoral português isto deveria levar de forma imediata a que o presidente encarregue o vencedor de formar governo. Sozinho ou em acordo com outros.
Isto contudo não impede outras leituras. Se os vencedores não conseguirem um acordo que garanta uma maioria no parlamento, é perfeitamente legítimo que outras forças políticas o façam. É perfeitamente concebível que partidos como o PS, o PCP e o BE acabem por conseguir fazer menos cedências nos seus pontos individuais para apresentar um programa conjunto do que no caso do PSD/CDS e PS. Isto pelo menos em princípio, até porque para mim o PS está estruturalmente mais próximo do PSD que do PCP ou BE. A proximidade PS-PCP-BE e o afastamento PSD-PS são circunstanciais, resultando de uma política extremista do governo e posições eleitoralistas e populistas de Costa.
Em qualquer dos casos, é óbvio para qualquer pessoa com um mínimo de cultura democrática que um governo “de esquerda” não defraudaria o resultado das últimas eleições. Se o bloco PS-PCP-BE é mais votado e se consegue entender, obviamente que tem de ter direito a formar governo. Se o deve fazer já é outra questão.
Como muita gente à direita o sabe, os ataques deixaram de ser pela via da legitimidade democrática e passaram pelo percurso do espantalho: agitemos os medos aos quatro ventos que a esquerda vai afundar este país e pode ser que isto não suceda (ou seja de pouca dura). O argumento é que os muy democráticos mercados se assustariam e o país estaria de imediato a braços com outro resgate.
Eu até vou ignorar a narrativa em que este governo salvou o país (o BCE é uma instituição do Zimbabwe como se sabe) porque não é discussão que faça diferença (aos fanáticos não vale a pena apontar os erros de lógica). Vou simplesmente apontar que em posts (cingindo-me apenas ao Delito de Opinião) como este, este, este, este, este ou este não há um argumento que mereça ser imprimido. São uma lamentável colecção de ataques à esquerda que faz parte do tecido democrático português e a qual parece causar urticária quando quer sair dos seus parcos lugares naquele cantinho do parlamento.
Muito sinceramente não espero muito deste hipotético governo de esquerda. Não existirá. É apenas a forma que Costa encontra de acalmar as suas hostes mais à esquerda. É no entanto sintomático e muito demonstrativo da cultura de muita gente que uma solução perfeitamente democrática seja atacada em favor daquela que ao longo de quatro anos não fez mais do que colocar o selo em ordens vindas de outros lados. Quem ataca este governo são os apologistas de governos inexistentes, de testas de ferro tecnocráticos que não entenderiam o significado da palavra democracia mesmo que esta lhes fosse explicada por Sócrates (o original).
É, mais uma vez, a política do espantalho. É a política do “não há outra solução”. Para estes, se o governo fosse dissolvido em favor de uns directores nomeados por Frankfurt não haveria perda. A política em si parece ter perdido o significado: há uma só solução e outras opções deixam de ser consideradas até ao dia em que as eleições serão consideradas uma perda de tempo e dinheiro e só sejam vistas como panem et circensis.

Espantalho é ter um sistema político de geometria variável para devolver o País aos “seus donos” de esquerda custe o que custar.
“Se os vencedores não conseguirem um acordo que garanta uma maioria no parlamento, é perfeitamente legítimo que outras forças políticas o façam.” — Esta jsutificação é tão má como dizer que “lá fora também se faz assim”. Que se dane o que se faz lá fora e que se dane esta justificação porque nada garante essa maiori: mais a mais quando os programas políticos desses partidos são impossíveis de cumprir. Até ouvi hoje um tolinho do ISCTE (what else) a dizer que estaríamos “mais europeus” só por haver essa “possibilidade”. Nem vale a pena qualificar tal afirmação, mas vale a pena qualificar o tolinho do ISCTE (o CES de Lisboa).
Em Portugal o partido mais votado (por ser o mais votado: e é tão simples quanto isso e porque não é sujeito a interpretações pessoais nem de grupo e assim é que tem de ser) é convidado a formar governo e a tentar criar estabilidade no Parlamento com acordos pontuais e a aprovação do Orçamento.
É ASSIM QUE FUNCIONA e esta regra está expressa até na organização do Associativismo português que é por todos apreciado e respeitado (a não ser nas associações onde os partidos de esquerda normalmente preparam golpadas como a que AC está a tentar fazer a um nível maior).
Se a estabilidade parlamentar não for conseguida com a aprovação do Orçamento e acordo pontuais o Governo cai e há lugar a novas eleições.
Se querem alterar as regras alterem-nas antes das eleições não depois.
Concordo. Dê-se o governo aos mais votados e toca de abolir o parlamento. Para que é que serve afinal? Só para complicar a vida a quem ganhou as eleições, mesmo que seja por “um poucochinho”…
Abolir o Parlamento? Teoricamente a nossa tradição privilegia precisamente o tempo do Parlamento — e teoricamente poupa-nos aos delírios de um chefe tribal com tiques de Nero. O problema é que a arrogância e a pompa com que o PS e a “esquerda” reclamam a interpretação correcta da verdade política (que a realidade e as eleições desmentiram) não tem limites e agora querem substituir-se por antecipação ao tempo do Parlamento.
Costa ocupou o espaço mediático — mas em breve vai ser eclipsado pela realidade.
A questão é outra: estavam os eleitores – os do PS mas não apenas esses – cientes de que o PS se poderia aliar ao PC e BE numa solução governamental? O eleitorado foi informado dessa possibilidade e foram-lhe referidas as possíveis alterações que um governo assim formado teria em relação ao programa apresentado pelo PS?
Se no programa eleitoral do PS está prevista a união com o BE e PCP para uma solução governamental, não sendo possível ao PSD e CDS formarem governo, a solução é legítima. Se tal informação não foi dada, há claramente um problema de ilegitimidade política.
De forma sucinta: na minha opinião sim. Se não o estavam, não era por falta de informação. Tal como o estavam em relação a uma aliança com PSD/CDS.
Concordo consigo em (quase) tudo. Finalmente encontro neste blogue algo que vale a pena ler. Começava a ser triste visitar este blogue pela simples razão de que o pessoal de direita perdeu a cabeça e já não tem vergonha de se borrifar abertamente para a democracia. Os posts que cita são uma desgraça. No fundo proclama-se abertamente que o que importa é o poder financeiro e a política que se lixe. Não vale a pena votar porque … se votarmos mal o mercado assusta-se e é uma desgraça para todos. É como na União Europeia: quando o voto não dá o que os inteligentes querem, anula-se o referendo ou repete-se até dar certo.
Não direi que os posts que cito são uma desgraça. Se eu citasse alguns outros que já li e que essencialmente acabam a pedir que os partidos de esquerda sejam ilegalizados (mais ponto, menos vírgula), estes até pareceriam perfeitamente razoáveis.
A verdade é que muita gente à direita se assusta com a possibilidade de um governo à esquerda (no qual, repito, não acredito – é apenas fazer espectáculo). Isso leva-os a escrever posts menos considerados. Aqui no Delito de Opinião, fora as diferenças de opinião, não encontro falta de respeito pela democracia, apenas alguns momentos em que ela enarva sobremaneira (a mim também, a mim também).
o pessoal de direita perdeu a cabeça
Exatamente. É mesmo isso.
Desde que viu que o BE e o PCP abandonaram a sua postura tradicional de serem apenas partidos de oposição, e se dispuseram a ir para o governo coligados com o PS, a direita entrou no mais completo pânico. Perdeu a cabeça. Entrou em delírio.
Pelo menos em parte. Poderemos adicionar que tiveram uma vitória inesperada nas eleições e não esperariam que pudessem ser ignorados na escolha do novo governo. Isso assustou e confundiu.
Estou aqui a pensar se imprimo o teu post…
O PS perdeu as eleições, pois teve menos votos que a Coligação e menos deputados do que esta e do que o PSD, e António Costa, em especial, perdeu as eleições: apresentou-se como candidato a primeiro-ministro e foi rejeitado. Para as pessoas decentes naquele partido – que as há, cada vez menos – esta frase é “argumento” suficiente para não conceberem um governo liderado pelo PS e por António Costa. Para quem precisa de outros, nunca haverá argumentos bastantes.
«Para as pessoas decentes naquele partido – que as há, cada vez menos»
Essa frase acima basta para me fazer ignorar qualquer tentativa de argumentação. Ao menosprezar os outros, acaba por fazer com que não o levem a sério.
Serão? Infelizmente, as eleições são, mesmo, panem et circensis porque, nesta economia Global, há mais de 20 anos que se caminha para um Governo a nível Global onde, apenas, as grandes Corporações reinarão e, com a ajuda da tecnologia, controlarão os “rebanhos” a seu belo prazer. Não vejo, por cá, ninguém preocupado com o TTIP nem sequer com, as implicações da chamada Agenda 21.
O TTIP, TAFTA ou Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, um acordo de livre comércio e investimento entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América EUA ( muito perto de ser aprovado):
PROTECÇÃO AMBIENTAL: Diminuição dos padrões de proteção ambiental. Autorização da exploração de gás de xisto (fracking). Venda de produtos com químicos não testados. Desregulação dos níveis de emissões no sector da aviação.
SEGURANÇA ALIMENTAR: Concorrência agressiva das empresas agroindustriais dos EUA. Autorização dos Organismos Geneticamente Modificados. Utilização de hormonas de crescimento na carne. Desinfeção de carne com cloro.
#Aqui só quero acrescentar que isto, de desinfetar com químicos (agora pode ser o cloro, mais tarde, o que lhes apetecer), nem sequer, sairá na rotulagem do produto, acontece nos EUA, assunto que, por lá, foi debatido mas, como afirmam ser parte do PROCESSO e não ser um ingrediente, não tem de estar na rotulagem (um verdadeiro atentado à saúde do consumidor). Até há casos que nem é só cloro mas, lixívia (cloro com cal, o hipoclorito de sódio). Mas, como sempre, os idiotas… comem tudo, só precisam de uma boa lavagem cerebral para que a lixívia, até lhes saiba a lagosta.
EMPREGO: Falsas promessas de um aumento do número de postos de trabalho. Aumento do desemprego em vários sectores, não estando prevista a atenuação dos efeitos negativos da Parceria. Diminuição dos Direitos Laborais e salários. Aumento da precariedade.
SAÚDE: Aumento da Duração das Patentes dos medicamentos, impossibilitando a venda de Genéricos a preços mais acessíveis. Serviços de emergência poderão ser privatizados. Venda de produtos com químicos Não Testados.
LIBERDADE E PRIVACIDADE: Tentativa de ressuscitar a ACTA. Violação da privacidade e liberdade de expressão. Transformar os fornecedores de internet numa força policial de vigilância privada do sector empresarial. Bloqueio de projetos de investigação. Fortalecimento dos Direitos de Propriedade Intelectual.
SERVIÇOS FINANCEIROS: Liberalização e desregulamentação dos serviços financeiros. Maior participação do sector financeiro no processo legislativo. Maior liberdade na criação de novos produtos financeiros. Maior facilidade de deslocação dos bancos para países com impostos mais baixos.
“A cereja no topo do Bolo” no TTIP, para além de tudo, anteriormente referido, se, um país interditar algo que ponha em causa, a saúde ou o ambiente dos seus cidadãos, terá de ser paga uma compensação financeira à entidade que perder o negócio.
O Espantalho é low-tech, agora, é um mundo de sensores, bem preparado e encaminhado para que, a qualquer momento, nos vá rebentar debaixo dos pés.
Nunca se perguntou a razão de nunca vermos a U.E. resolver um único problema? Porque isso não é uma prioridade, basta fingir que se resolve e, ainda hoje, li no D. Económico :
“Bruxelas propõe reforço no orçamento para refugiados e agricultores.
Da verba extra de 2,4 mil milhões hoje proposta, 1,68 mil milhões destinam-se a aumentar, em 2016 o apoio para os Estados-membros lidarem com a crise de refugiados.”
Despejar dinheiro em cima dos problemas nunca foi, nem nunca será uma solução a longo prazo, para nenhum problema, no entanto, continuam a fazê-lo, mesmo sabendo que as economias mundiais estão a afundar… porquê? Porque o caminho programado, é outro, longe dos interesses dos cidadãos europeus. Haveria alternativa? Uma, muito improvável… todos os cidadãos europeus teriam de “acordar” ao mesmo tempo e, isso, é impossível porque, além da economia ou ideologia… há outro fator… o da natureza humana… cada vez mais centrada no “Eu”, no “Meu” e, principalmente, na satisfação dos seus desejos imediatos, nem que, isso, ponha em causa a Liberdade das gerações futuras…
Depois de estarmos endividados, A, B ou C não vem alterar muito, apenas pode encurtar o inevitável ou até garantir a Total dependência.
Muitos pontos. Como engenheiro químico deixo comentário sobre um: usar o hipoclorito de sódio na desinfecção nada significa para a segurança alimentar desde que haja boa lavagem posterior. Isso não significa que a qualidade da comida fique melhor, claro.
Como engenheiro químico… Europeu… porque isto de desinfetar até não saber a nada é muito comum noutras partes do Planeta e, como já houve carne de cavalo com antibióticos, imprópria para consumo humano, manteiga que não era manteiga e a UE ter afastado as culpas para os Estados europeus que deviam fiscalizar, apesar de ter dado subsídios… tanta coisa se tem passado, algumas que só se sabem, por acaso e, sem TTIP, basta imaginar o que virá depois…
Quanto… ao “nada significa para a segurança alimentar desde que haja boa lavagem posterior” pois, com tanta incompetência, subordinação ao lucro, “luvas” e afins… se a lavagem não ficar bem feita, azar dos que engolirem o bocado mal lavado… o que seria uma espécie de coincidência quase poética… se acontecesse que, esse bocado, fosse comido… por um químico
Daqui a pouco fico à espera do discurso anti-vacinas…
Quando se chega ao cúmulo do ridículo de, de forma ignorante e mal formada, se dizer que o PCP sempre foi contra o núcleo familiar, não podemos estar perante pessoas psicologicamente sãs. O resto é mais do mesmo, resquícios da “pandilha do Relvas”.
Cumprimentos
Vá ler o capítulo 2 do “Manifesto Comunista”, dos camaradas Marx e Engels, e depois, já mais informadinho, volte cá, OK?
Cristo !! O seu argumento é a interpretação enviesada de um Manifesto escrito no séc. XIX ? Isso nem cassete chega a ser, será quando muito um Cilindro de Fonógrafo, pois ao tempo ainda se davam os primeiros passos na captação do som. Assim entendo melhor a sua posição, parou no tempo. Nesse caso apresento as minhas respeitosas desculpas.
A Bem Da Nação
Para continuar a educação: ucao-ao-marxismo-leninismo
http://observador.pt/opiniao/uma-introd
Presumo que, se o assunto fosse a igreja católica, colocasse aí um link da Al Qaeda. Como disse antes, entendo agora o porquê das suas posições, já vi que não é mal intencionado. Não desespere, um dia destes chega ao Séc. XX, não desista.
A Bem da Nação
João, há duas espécies de senhoras que o amigo deve conhecer bem. São elas:
– a velha senhora
– e a virgem romântica em busca do cavaleiro perfeito.
Vamos agora falar de uma e de outra. A velha senhora é a senhora que aparenta ser tradicionalista, aparenta ser vertical, aparenta ser equilibrada, aparenta ser púdica, aparenta ser conservadora e, entre muitos outros aparentes atributos, aparenta não dar valor à luxúria.
A virgem romântica sonha demasiado com o perfeito e perde oportunidades de experimentar a vida não se dando oportunidade de através das máculas poder ser imaculada.
Uma e outra parecem semelhantes. A diferença é que a primeira só leva mais tempo a despir-se. Mas acaba sempre nua.
“Mas acaba sempre nua.” Refere-se à Joana Amaral Dias?
Nã. Essa acabou grávida e grávida de rapariga, para ter alguém que, à semelhança de mulher, lhe azucrine a cabeça. Nada como uma mulher para dar cabo do juízo a outra.
Quem semeia vento colhe tempestade 😉
Há quem não ligue desde que seja boa 😉
“Como muita gente à direita o sabe, os ataques deixaram de ser pela via da legitimidade democrática e passaram pelo percurso do espantalho: agitemos os medos aos quatro ventos que a esquerda vai afundar este país e pode ser que isto não suceda (ou seja de pouca dura). O argumento é que os muy democráticos mercados se assustariam e o país estaria de imediato a braços com outro resgate.”
Mais um que não gosta da realidade e tem medo de ser alertado de coisas óbvias. Espero que um dia quando o aconselharem “metendo-lhe medo” sobre algo ou alguma situação que já foi experimentada não faça o contrário só para provar que ninguém lhe mete medo. É um bocadinho tonto como deve perceber. Como diriam os jovens YOLO.
Quanto a essa ideia de que se anda a bater na esquerda, desculpe perguntar, aterrou agora em Portugal? É que neste país tudo o que não é esquerda é fascista, é anti-democrático, é neoliberal, é saudosista, é contra a cultura, é contra o povo, os pobres, os trabalhadores é contra isto e aquilo. Alias, esta “frente” que se forma, estes discursos que são cuspidos nas noticias pelos “lideres” da esquerda bem o provam, a tolerância zero e o mandar abaixo como prioridade mostram bem do que são feitos, até se esquecem temporariamente o seu programa, tal é a sede.
A “malta” não é parva.
Pois, lá está:
«tudo o que não é esquerda é fascista, é anti-democrático, é neoliberal, é saudosista, é contra a cultura, é contra o povo, os pobres, os trabalhadores é contra isto e aquilo»
Há obviamente quem pense assim. O PCP tem historicamente esse tipo de discurso. Eu não o tenho. Por isso está a pregar no sítio errado. Mas continue.
” É, mais uma vez, a política do espantalho. É a política do “não há outra solução”. Para estes, se o governo fosse dissolvido em favor de uns directores nomeados por Frankfurt não haveria perda. “
Lamento informá-lo e aos outros (incluindo Pafs) que as eleições só existem para legitimar a politica existente do “não há outra solução”.
É mais fácil impôr politicas com capatazes do próprio país do que com estrangeiros e as eleições dão-lhe aquele ar chique de que nós é que queremos, exemplos não faltam, basta começar logo pelo maior, a França.
P.S. – Os capatazes teriam sempre algo a perder.
É verdade. E quando os capatazes não são os que se esperavam, os patrões ficam mais preocupados. Pelo menos até os treinarem (à la Syryza).
Eu a concordar contigo sobre uma coisa que não é futebol . Efff até sinto um calafrio. Também noto isso na direita (geral, geral…), não que à esquerda… bôm.
Passos acaba de fazer um ultimato ao PS. Acho muito bem. Depois disto tudo, para mim é simples: o PS que faça um “governo de esquerda” ou que se vá encher de moscas. Tout-court. Brincadeiras, faz-de-contas e jogatanas já temos de basta.
Acontece, acontece, mas é uma vez sem exemplo… :). Daqui a nada já escrevo alguma coisa que provoque a discordância :).
Também concordo com o segundo parágrafo. Passos está a contar que o PS o legitimize só porque sim. Se quer apresentar governo, que faça por isso.
Heheh o encher de moscas é para o PS, mas é óbvio que o PS está no direito de não legitimar só porque sim. Eu só acho é que o PS não está de boa-fé nestas negociações. É muito simples, quer viabilizar o governo da Coligação? Sim? Que diga as condições. Não quer? Que diga que não. Este joguinho é que não. Assim, como assim, venha o que vier, daqui a pouco mais de um ano novas eleições são o cenário mais provável. E ah a Merkel é a mesma ahahah (quer dizer o contexto europeu).
Agora, se fosse líder do PS não formava um governo nestas condições, sem um documento programático bem robusto assinado pelo BE e PCP-PEV e que os responsabilize (repito responsabilize). Para eles, coligação fora do poder e o PS em minoria a governar no actual contexto (sem qualquer compromisso sério da sua parte) é um sonho molhado. Como é o que o Syriza cresceu mesmo? Ah era o PASOK que… Mas, bom, isso é lá com o PS… A fome de Poder será tanta?
Indo ao que interessa. Para quando um post às gerações futebolísticas que estão a surgir nascidas entre 94-98? Nomes são uma carrada.
Concordamos outra vez (isto começa a ser repetitivo, temos de ir ao médico fazer um check-up). Costa (não estendo a todo o PS) não está de boa fé neste processo. Afloro isso por outras palavras no penúltimo parágrafo. O Sérgio escreveu também algo nesse sentido (e melhor) noutro post mais abaixo.
Costa está a jogar um jogo de sobrevivência política no PS. A tentar fazer durar a coisa para apresentar algum tipo de resultado ao congresso.
O PCP e o BE estão pressionados pelo eleitorado que querem que estejam abertos a entendimentos. Não acreditam que cheguem ao governo mas tentam puxar a discussão para os temas em que se sentem confortáveis e aproveitam isto tudo para um bocadinho de propaganda e dar a ideia que sempre estiveram dispostos a ser governo. Um documento programático que os responsabilize seria bem vindo, mas significaria pouco. Quais as consequências de irem para o governo com tal documento e depois o quebrarem? Voltarem para a oposição? Qual a diferença em relação à alternativa?
Do ponto de vista do PS seria uma arma política. Poderia afirmar que esses partidos não agiram de boa-fé, que por causa deles houve uma crise. Que eles (PS) fizeram esforço por uma unidade de esquerda, bla, bla. Seria uma arma contra aqueles que balançam entre o BE e PS. O PCP tem eleitorado fixo, não foge. A posição do PS não é fácil. O eleitorado da direita é mais ou menos este, menos de 33% não fica. Portanto, creio que deste modo não perderia terreno face ao BE, poderia ganhar, tornando-se assim o maior partido nas urnas.
Sejamos honestos, o PS está numa encruzilhada. Com todo este contexto europeu, face ao panorama nacional, o que ser? Um partido liberal-social (um pouco na linha do que Francisco Assis parece defender, o que seria do meu enorme agrado) ou um partido social-democrata com uma maior intervenção e peso do Estado na economia? Se for mais para a segunda hipótese está mais próximo do Bloco (e até do PCP).
Isto de ser meias-tintas (e aparentemente estar apenas à procura de um lugar ao sol para A. Costa) é contraproducente. Ele tem de escolher uma linha e segui-la, não isto… aliás foi por isso que perdeu, tinha um programa mais liberal-social e um discurso mais socialista, ora as pessoas ficaram confusas e sem confiança (eu fiquei). E diga-se deu o flanco esquerdo todo ao BE, mas todo, não os criticou quase nada (de uma incompetência política…) Daí nem ganhou mais à sua direita, como perdeu à esquerda. E se o governo for assim, neste ziguezague… O que está lá a fazer um liberal como Centeno com os marxistas!?
Eu votei na coligação, quem votou na coligação sabe exactamente o que é aquilo. O PSD assumiu-se como liberal-conservador, um partido que se resolveu com Passos. E o PS sabe-se?
O PSD e PPC não devem estar muito preocupados com o que pode resultar disto tudo. A mim parece-me uma win-win situation. Com a sua direita não precisa de se preocupar e ao centro tem terreno a ganhar.
O PS tem de perceber qual a posição que a médio-prazo o robustece mais. Não isto. Eu nem sei, quando quem dirige o partido se parece preocupar mais consigo do que com o futuro do mesmo.
Pode haver aqui algum factor que não estou a ver, pode a minha leitura ser errada, mas ou é um acordo de governação robusto, com um programa comum aos 3 partidos ou não estou a ver uma hipótese de o PS (e o País) sair a ganhar com isto.
Em relação a novas gerações, preciso de matutar. Ando a pensar num sobre a selecção (de forma mais genérica, menos orientado para nomes específicos, que conheço menos que desejaria), mas preciso de tempo para o escrever decentemente.
Não me parece que se esteja a ‘atacar’ uma qualquer “solução perfeitamente democrática” – solução alias que, em termos substantivos, até agora não existe nem se percebe como existirá em termos muito concretos – ou outro qualquer sublimado designio ou mote da contemporâneidade! Uma nota lateral para dizer que, ao contrário do que afirma, não anda o dôtor Costa a tenta”acalmar as suas hostes mais à esquerda”! Anda a tentar salvar a face, ou o coiro, como se diz lá de onde eu venho onde tudo é mais telúrico.
O que se discerna em tanta epistola é mais umas jactâncias e bitaites sobre a uma ‘prosápia’ e ‘pantomina’ do Dr. Costa e dos seus desnorteados apoiantes, scombusollatti ” que estão perante a “arrochada” na tola que levaram na noite de 4 de Outubro. Institucionalmente mandatado por ninguém, confundindo o rancor, despeito e desrespeito pelo PR com ‘posição politica’, já mandata os seus assessores de e na xuxa prensa da Capital a propalar a nova “narrativa” de Governo de Esquerda, pavoneando a sua excelsa figura a querer “sossegar a Europa” junto do FT , Reuters, France Press com a bazófia de ” como se estivessem a derrubar os restos do Muro de Berlim” [se tal fosse clara acção, em Berlim, de acabar com o que pouco resta – julgo uns pedaços nas cercanias de Potsdamer Platz – corria o risco de acabar preso, ou pelo menos internado ], ou á conversa com os “embaixadores da EU” – ou seja anda “a vender água sem caneco” – e perante estas confabulações de gente minguada, parece que se espera que ninguém alvitre, nem pelo menos assim á Sancho Pança ou caçoando um pouco da mitologia dos demónios vermelhos ao contexto luso xuxa , invocando por exemplo, o Prefeito de Sucupira , Odorico Paraguaçú que na ânsia de inaugurar a sua Obra, um cemitério, a cada ânsia perante a iminência de produção de defunto, mandava a banda ensaiar uma “Marcha Fúnebre” logo logrado pelo desapontamento das virtualidades das tenacidades de sobrevivência dos seus concidadãos. A conclusão desta última história dá-nos esperança e alento – o cemitério parece que acabou por ser inaugurado, com o próprio Prefeito a servir de inaugural finado!!
Boa Noite e Boa Sorte!
A atitude de António Costa, não é uma atitude tipicamente de um português «rectangular».
Isto é de um velho-do-restelo daqueles que há entre o Minho e o Algarve.
Só um ilheu, que quer ser tradicionalmente presidente da Assembleia da República, e um português de origem asiática que não quer perder uma oportunidade de ser 1º Ministro, é que conseguiam inverter coisas impossíveis em possibilidades.
Depois de correr com J. Seguro, e renegar subreptíssiamente Sócrates, Costa não vai olhar a meios…!
Também sempre o imaginei como querendo ser presidente, seguindo o percurso de Sampaio. Não tem capacidade para o governo, mas tem presença para uma presidência essencialmente esvaziada de poder.
Além do mais passa-se o seguinte: nós não sabemos por que motivo as propostas que o PSD anunciou e que são conhecidas não servem mas não sabemos por que motivo as do BE e do PCP que não conhecemos parecem servir ao PS. Quais são as propostas do BE e do PCP? Quais são as do PS já agora?
Sabe porquê? Sabe por que razão nós não sabemos? Eu sei mas vou deixá-lo adivinhar. Isto se ainda escreve neste blog, obviamente.
Aldrabões.
As propostas do PS, do PCP e do BE? Vá ler os programas.
Qual o do PàF? Leia o do BCE.
Se eu escrevo neste blogue? Está à espera que eu saia? Eu convivo bem com a divergência. Enquanto me aturarem eu não vou. Se sair por meu próprio pé será sempre porque sentirei que nada tenho a contribuir ou não terei possibilidade de o fazer.
Exactamente. Os programas do BE e do PCP não são compatíveis com a ideia de um País Atlântico (e não me refiro à NATO mas à Ocidentalidade de que somos originários e fundadores) e Europeu. As do PS não sei em que ponto são conciliáveis com as primeiras — você sabe? Duvido.
Ninguém sabe em que pontos esses 3 partidos fizeram cedências mútuas nem se conhece o seu rigor técnico ou realismo — e mesmo assim Costa afirma que está em posição de fazer um governo estável com eles enquanto que com o PSD/CDS (cujas propostas e cedências já são conhecidas para além da sua exequibilidade aparente) diz que não há convergência possível.
Eu acho isto um jogo de más-intenções e qualquer pessoa que analise isto friamente não poderá deixar de duvidar da seriedade de António Costa em tudo isto. É governar à esquerda dê lá por onde der mesmo que esse não deja a vontade popular? Batota.
Chame-me de ingénuo, mas acredito que os membros dos 3 partidos que estiveram nas negociações saberão quais as cedências mútuas. Vou mais longe, acredito que se apresentarem um programa de governo veremos essas cedências. Já não sou ingénuo a ponto de acreditar que esse programa de governo será seguido religiosamente, mas e daí também o de PSD/CDS não o foi.
Um programa de governo que nem sequer foi votado? Que resulta de malabarismos pós-eleitorais baseado numa interpretação facciosa do escrutínio?? Se quer viver num país onde os partidos ajustam regras e se transfiguram para assaltarem o poder é lá consigo. Eu cá não quero e vou lutar contra isso.
Quero um país onde os políticos sejam profissionais (onde não recorram a estratégias emocionais como proclamar vitórias de uma “maioria de esquerda” que tecnicamente não existe), onde cumpram programas com transparência — e nisso há-de concordar que Pedro Passos Coelho cumpriu apesar da propaganda que diz o contrário e que precisamente por isso foi recompensado nas eleições. Quero um país onde os políticos resolvam problemas de acordo com regras estabelecidas. Quero um país onde golpadas e aberrações como o Acordo Ortográfico (como fez o seu PS lamentavelmente com o apoio de todos os outros partidos) nunca passam; ou intromissões dos políticos na Justiça (como faz o seu PS com a nomeação de emplastros-chave) são combatidas pelo sistema.
Já vive nesse país. Passos Coelho como primeiro-ministro indigitado tem que o apresentar ao presidente (salvo erro, se eu estiver errado aceite as minhas desculpas). Esse programa pode ser exactamente o mesmo que um programa eleitoral (a PàF tinha algum?) ou pode ser modificado em função de acordos pós-eleitorais que assegurem estabilidade governativa (alianças no governo ou acordos parlamentares), ou até mesmo devido a ilações retiradas das eleições.
Se um programa eleitoral fosse exactamente o mesmo que o de governo e tivesse que ser seguido ponto por ponto sem desvios, não teríamos um governo que fosse que durasse uma semana.
Quanto ao resto, desenengane-se com a sua expressão «o seu PS». Se me conhecesse e ao meu pensamento seria capaz de se surpreender. É o problema de navegar à vista em cima de preconceitos e reagir pavlovianamente a certas palavras-chave.
João: espero que incluas nos “argumentos que não valem a pena ser imprimidos” todos aqueles que por estes dias emanam do PS em crítica frontal ao frentismo de esquerda de 25ª hora do secretário-geral, que não foi mandatado nem pelos órgãos internos do partido nem pelos eleitores (porque nunca propôs tal política em campanha eleitoral) para negociar uma formação de governo com o Partido Comunista.
Entre esses socialistas, incluem-se personalidades tão irrelevantes como o eurodeputado Francisco Assis, o constitucionalista Vital Moreira, o ex-ministro Santos Silva, o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, e o ex-secretário-geral da JS (e membro cessante do Secretariado Nacional) Sérgio Sousa Pinto.
Caramba, começa a ser demasiada gente dentro do PS para se circunscrever ao monopólio da tenebrosa “direita” a oposição a um executivo António Costa-Jerónimo de Sousa.
Reafirmo o que escrevi no meu texto que incluis aí em cima, à molhada entre vários outros: se o PSD tivesse o comportamento que o António Costa está agora a revelar, procurando catapultar-se em vencedor quando foi claramente derrotado nas urnas, nunca o Mário Soares e o António Guterres teriam sido chefes do Governo.
Não sei que fantasma ou espantalho ou papão detectas nestas minhas palavras. São argumentos políticos que devem ser rebatidos com outros argumentos políticos e não com rótulos ou etiquetas.
Cingindo-me primeiro ao parágrafo final: só porque Guterres e Soares fizeram algo de determinada forma, não significa que Costa tenha que o fazer. Além disso a comparação não faz sentido: Guterres e Soares ganharam eleições. Nos casos em que Soares perdeu eleições, a esquerda foi menos votada que a direita. Mesmo que quisesse criar um governo com os outros partidos à esquerda não o conseguiria. Este é um caso diferente.
Quanto à argumentação acima, também eu posso dizer que não foi mandatado para negociar com a coligação. Se pelo desenrolar da campanha pode puxar de alguma legitimidade, será porque sempre se apresentou (populisticamente, na minha opinião) mais de esquerda que de centro ou direita.
Seja como for, se um político só pode fazer aquilo para que “foi mandatado”, então teríamos eleições a cada 15 dias. O governo cessante teria de as fazer a cada 12 horas, tais foram as “promessas” quebradas.
A verdade é que a maioria dos posts de direita que vou lendo, incluindo o teu, agitam espantalhos. Uns são pelo medo, outros pela tradição. Costa tem toda a legitimidade para retirar ilações das eleições que lhe permitam avançar para negociações com os partidos à esquerda. Também o pode fazer com os partidos à direita. Por o fazer – as duas coisas – é que dou toda a razão ao Sérgio num post abaixo: é pantomina pura e dura. Por aí podes entrar. Já por tradições ou ai jesus que os comunas vêm aí é que não entro. Esses não são argumentos. São apenas berros.
Quaisquer negociações seriam mais legítimas no decurso da actividade parlamentar — aí sim deveriam ser ajustados programas, compromissos e condutas. Isto para evitar eleições todos os 15 dias e suspeitas e espantalhos e esqueletos.
Berros? Vêm aí os comunas? Mas alguma vez eu escrevi algo semelhante? Quando escrevo que Guterres e Soares só foram chefes do governo porque, tendo embora ganho eleições sem maioria em 1976, 1983, 1995 e 1999, o PSD viabilizou esses executivos, isto nem sequer é matéria de opinião. É matéria de facto.
E como te referi (e fizeste de conta que não leste) há hoje diversos dirigentes do PS que estão contra este malabarismo do Costa, que se aproxima do PCP depois de ter omitido essa hipótese de aproximação durante toda a campanha.
Não são questões de lana caprina nem nada que justifique essa ‘boutade’ de “haver eleições de 15 em 15 dias”. A política de alianças pós-eleitoral é sem dúvida a questão mais importante sobre a qual os eleitores têm de decidir.
Quando foi confrontado mil vezes durante a campanha pelos jornalistas sobre este tema, aos costumes Costa disse nada. E vem agora, na 25ª hora, tentar para o Governo algo que nunca conseguiu na câmara de Lisboa nem sugeriu sequer em esboço aos eleitores nestas legislativas: uma coligação com o PCP. Francamente, se tu achas que isto não é matéria susceptível de crítica mais vale desde já advogares a lei da rolha.
Pedro, sabes bem que nunca advogarei a lei da rolha. Isso não me impede de apontar ao dedo ao que julgo serem falácias.
O PSD viabilizou esses governos em parte porque não poderia apresentar alternativas (não iria ligar-se ao PCP). Se calhar teria feito o mesmo se tivesse tido maioria em coligação com o CDS, mas isso é contrafactual. A realidade é que a situação actual, em que os partidos de um dos lados têm em conjunto mais votos que o outro lado, mesmo quando nenhum foi vencedor, é completamente novo na nossa democracia (não conheço nenhum caso).
Indo à questão dos dirigentes do PS (tens razão, não falei deles):
Todos têm as suas razões para não quererem esse acordo. Ignorando aqueles que o fazem por manobras políticas internas, é fácil de imaginar muitos que não se revejam numa coligação ao PCP e BE (que também não creio viável) e que outros, por princípio, entendam que deve ser sempre o partido (ou coligação) vencedor a formar governo. São argumentos perfeitamente válidos.
Os argumentos que não considero válidos em si (mas quem os quiser apregoar que o faça, eu apenas aponto o dedo às falácias, como disse) são aqueles que se ancoram em agitar o medo da esquerda (não foi o teu caso) ou em “tradições”, “usanças”, “costumes” ou “passado” que ou não são válidos (2º parágrafo deste comentário) ou não fazem sentido (a tuberculose também faz parte da história do país e nem por isso a queremos…). Foi este o argumento que usaste e foi isso que ataquei.
Não quis avançar explicitamente por aí, mas posso fazê-lo agora. Em relação a estas negociações tenho as seguintes opiniões:
1. O PS tem a opção de negociar à esquerda, à direita ou simplesmente viabilizar um governo minoritário.
2. O PS tem que dizer qual a opção que quer. Se decidir negociar, que diga qual a opção caso as negociações falhem (já o disse: não inviabiliza o governo minoritário).
3. Deve negociar à esquerda ou à direita. Fazê-lo dos dois lados não é sério.
4. Negociar à esquerda não funcionará porque nem PCP nem BE querem verdadeiramente ser governo com o PS nem o PS conseguiria concessões suficientes deles. E se as conseguisse, ficaria por provar que BE e PCP as respeitariam uma vez no governo.
5. Nada disto impede que o PS possa coneguir um governo de esquerda. Só seria na minha opinião uma opção má.
6. A melhor opção, na minha opinião, seria um acordo programático parlamentar de linhas gerais mas bem definidas onde o PS apontaria as condições para ir viabilizando o governo, embora sem abdicar de ser oposição. Um pouco à semelhança do que o PSD fez aquando de Guterres. Isto evitaria uma convulsão política indesejável e ajudaria a diluir a sanha fundamentalista do governo.
Espero que isto já esclareça mais as minhas posições…