«Uma hora antes do início do protesto da “geração à rasca”, os manifestantes eram praticamente invisíveis na maioria das cidades para onde estão convocadas manifestações.»
Notícia da Lusa, 15.03
«Entre mil a duas mil pessoas estão concentradas a meio da Avenida da Liberdade, à hora marcada para o início da manifestação (15.00) pelo movimento “Geração à Rasca”.»
Notícia da Lusa, 15.13
«Milhares de pessoas estão a aderir à manifestação da “geração à rasca”, num mar de gente que se concentrou na Avenida da Liberdade, em Lisboa, num ambiente festivo.»
Notícia da Lusa, 15.25

Ou o repórter no local foi comprar óculos ou, como é típico dos portugueses, os manifestantes atrasaram-se…
Agora somos quase nada, daqui a dez minutos seremos um “mar de gente”. Será o efeito Viagra aplicado ao jornalismo?
É a Lusa em cima da mesa do acontecimento, compadre. A ver tudo por uma janela de oportunidade. Basicamente.
A Lusa tem de mudar de paradigma.
Ou de País. Isso é que dava jeito.
Não sei se já reparou que para a Lusa uma cambada de aldeões aos gritos em Portugal são “populares”. Os famosos “populares”. Mas se for na Líbia, ou num outro País qualquer, são “pessoas” revoltadas com o rumo dos acontecimentos.
É verdade. Essa é uma das expressões com que mais embirro. As televisões usam e abusam dela. Pior que isso só ‘cônjuge’. Ou ‘edil’, sei lá.
Houve um Tsunami de manifestantes entre as 15:13 e as 15:25.
Um verdadeiro sismo.
Espantoso. E sem usar a ortografia tropical. Cada vez gosto mais da Lusa.
‘Mea culpa’, Javali. Fui eu que tornei a prosa da Lusa mais legível nesse aspecto. É que sou radicalmente contra o aborto ortográfico.
Ah… Eu estava a achar esquisito… Bom, muito obrigado!