
O “país à rasca” está na rua, literalmente. Na rua, onde foi posto pela empresa, pelo senhorio, pelo banco, pelo hospital. Mas, sobretudo, na rua pela incompetência, abuso e falta de vergonha de quem o tem governado. Até a habitual apatia dos portugueses parece ter chegado ao fim, in extremis. E alguém se admira?
Tristes tempos estes, em que se prolonga a vida para depois se morrer de fome, de abandono, de carência. Estes em que caminhamos sem norte, mas a “alta velocidade”, para o abismo. Estes em que, como li por aí um dia destes, o fim do mês assusta mais do que o fim do mundo.

Num post muito curto conseguiste ser muito expressiva, querida Ana.
O último parágrafo é terrífico. «Tristes tempos estes, em que se prolonga a vida para depois se morrer de fome, de abandono, de carência.» E a ideia de que o fim do mês possa assustar mais do que o fim do mundo deixa-me muda. É a realidade de tanta gente!
Grande beijo.
Infelizmente, é mesmo, Teresa. E com tendência a aumentar, tanto a idade como a falta de apoio. Prolongar a vida sem melhorar (ou conservar, pelo menos) a qualidade dessa vida, acaba por ser puro sadismo.
Beijinho