– Eu continuo a escrever com a ortografia que sempre me ensinaram na escola.
– Que disparate! Isso é fitício.
– Fictício? Que queres dizer com isso?
– Fitício, de fita. Isso é uma fita já ultrapassada.
– Eu continuo a escrever com a ortografia que sempre me ensinaram na escola.
– Que disparate! Isso é fitício.
– Fictício? Que queres dizer com isso?
– Fitício, de fita. Isso é uma fita já ultrapassada.
Pois é, somos uns ficteiros…
Cada vez mais me convenço que o AO é uma fição – digo, fixação – de uma fação. Sem cumprir a função.
Esgotaram-se os exemplos verdadeiros de mudanças introduzidas pelo Acordo? É preciso inventar palavras que não mudam? Francamente…
Acabei de ler a palavra (chamemos-lhe assim…) estampada duas vezes num jornal de referência com esta mesma grafia, meu caro. À boleia do famigerado AO passou a escrever-se ainda. Sem o prometido – e obrigatório – novo dicionário ortográfico, com “períodos experimentais”, “duplas grafias”, “facultatividades”, agora vale tudo e o seu contrário. Nada que nos deva surpreender, como é evidente. Eu, pelo menos, não me surpreendo.
(Mas aí lhe deixo o Montand, sem dedicatória mas em consideração a si. Com um abraço)