O surf dos pobrezinhos, ou a metáfora perfeita para o estado do país: “Temos aí cond’tores c’agente acena a eles e eles aceleram, entram no jogo da malta… mas eles agora ‘tão um ‘cadinho mais à rasca c’a crise, têm c’andar mais devagar…”
8 comentários em “Metáforas”
Estes jovens embora vivendo relativamente perto da praia, não deixam de aproveitar estas ondas “à porta de casa” para fazerem surf, nem que para isso se tenham de levantar quase de madrugada. Acho que fazem bem, e só espero que a admnistração da Transtejo não dê instruções aos pilotos dos barcos para andarem mais devagar. Fora do link: acabei de ver na SICn uma Orquestra Sinfonica de Kinshaza, no Zaire, onde tocam e cantam mulheres e homens mais ou menos jovens, que vivem em barracas situadas em ruas onde os esgotos correm a céu aberto, e que há poucos anos nunca tinham visto um violino, e muito menos sabiam o que é uma pauta. Pois bem vi e ouvi aquela Orquestra tocar a 9ª do Beethoven com um nivel muito aceitavel e quando dei por mim, garanto que não sou piegas, tinha as lagrimas a correm-me pela cara abaixo. Noutros tempos vivi varios anos em Africa, por isso sei avaliar bem o que é que aquilo significa para aquelas pessoas, e exemplos como este permitem-nos acreditar que apesar de tudo, é possivel haver um futuro mesmo para quem vive naquelas condições.
Estes jovens embora vivendo relativamente perto da praia, não deixam de aproveitar estas ondas “à porta de casa” para fazerem surf, nem que para isso se tenham de levantar quase de madrugada. Acho que fazem bem, e só espero que a admnistração da Transtejo não dê instruções aos pilotos dos barcos para andarem mais devagar.
Fora do link: acabei de ver na SICn uma Orquestra Sinfonica de Kinshaza, no Zaire, onde tocam e cantam mulheres e homens mais ou menos jovens, que vivem em barracas situadas em ruas onde os esgotos correm a céu aberto, e que há poucos anos nunca tinham visto um violino, e muito menos sabiam o que é uma pauta.
Pois bem vi e ouvi aquela Orquestra tocar a 9ª do Beethoven com um nivel muito aceitavel e quando dei por mim, garanto que não sou piegas, tinha as lagrimas a correm-me pela cara abaixo.
Noutros tempos vivi varios anos em Africa, por isso sei avaliar bem o que é que aquilo significa para aquelas pessoas, e exemplos como este permitem-nos acreditar que apesar de tudo, é possivel haver um futuro mesmo para quem vive naquelas condições.
E não se arranja o link, Alexandre? Gostava de ver isso também.
Ana, esta historia passou sabado 21/4 à tarde na SICn no “60 minutos”. Talvez no respectivo site consiga lá ir. E olhe que vale a pena.
Obrigada, Alexandre. Vou tentar encontrar isso, acredito que valha a pena. Costumo ver o “60 minutos” mas esse escapou-me.
Vi a notícia na TV e achei simplesmente deprimente. Enfim!
Também eu, Maria. Mas talvez seja defeito nosso.
Obrigado pela notícia, Ana. Eu não sabia qual era a melhor hora para lá ir, mas agora já sei. O barco das oito e vinte é o que tem uma boa onda.
Tu não me falhes o das oito e vinte, Paulo! 🙂