O pássaro de que vos vou falar é o Teixeira dos Santos. O Teixeira dos Santos não vê nada de dia e à noite é mais cego que uma toupeira. Para ele não se magoar, coloquei-o numa gaiola durante dois anos. Um dia, deixei a porta aberta e o Teixeira dos Santos pôs-se a andar. O Teixeira dos Santos já não interessa nada e por isso vou continuar com outro tema de que quero falar – o PEC IV. O PEC IV era uma vaca que nos ia dar muito leite. A vaca tem seis lados. O da direita que é o dos filhos da mãe. O da esquerda que é só meu embora o Soares e os outros reumáticos pensem que é deles. O de cima, onde vivia a Fernanda. O de baixo, onde vivia o Diogo, que não sei quem é e com quem nunca me encontrei. Aliás, detesto que discriminem os homossexuais. Ser homossexual não tem mal nenhum. Agora percebo um bocado mais destas questões até porque já li coisas do Freud para aí umas quatro vezes. Mas ofende-me muito que digam que sou paneleiro. O último lado da vaca é o de trás que tem o rabo e é onde o Santana Lopes está pendurado. Com o Santana Lopes espantam-se as moscas para que não estraguem o leite. A cabeça serve para que lhe saiam os cornos (refiro-me à vaca e não ao Santana Lopes) e também para ter a boca que tem de estar em algum lado. A Merkel pensa que a vaca é dela, mas a vaca é da minha mãe que também é proprietária de terrenos, casas e mansões em Cascais e em todo o lado com excepção das Ilhas Caimão. O que rima e é verdade. Só a CGD é que tem mais vacas que a minha mãe e por isso pôde fazer-me um empréstimo para eu passar uns meses em Paris a aprender coisas sobre a tortura. A tortura é má, magoa muito e faz mal às pessoas. Eu não gosto da tortura. Gosto da minha mãezinha, do PEC IV e do Lula. E do Stuart Mill e do Bentham. Do Kant não. Já li o Kant dez vezes e não gosto. O slogan do Obama era Yes, We Can. O meu é No, I Kant. E o marido da vaca é o boi. O boi não é um mamífero. O Schauble é um boi. A vaca não come muito, mas o que come, come duas vezes, ou seja: já tem bastante. Quando tem fome, muge; quando não diz nada, é porque está cheia de erva por dentro. As suas patas chegam ao chão. A vaca tem um olfacto muito desenvolvido, pelo que se pode cheirá-la desde muito longe. É por isso que o ar do campo e eu somos tão puros. Antes de terminar quero agradecer à minha professora Clarinha que me fez perguntas tão difíceis sobre a minha licenciatura ao Domingo e me deixou responder com o episódio da minha chegada a Coimbra. E ao Lula e à CGD e à mamã.
A única cois boa que decorre da “entrevista” ao pássaro bisnau é um texto como este.
Cpmts.
Obrigado, JSP.
Parece-me que isso é a tradução em português da redacção escrita directamente em francês técnico.
Isso é um dos momentos mais hilariantes da entrevista. Diz o Zé que escreveu a tese directamente em francês…
Agora é aguardar pelo lançamento do livro aqui para ver se a tradução é de cólidade. Mas se calhar foi feita pelo motorista da mãe, sabe-se lá.
Certo. O motorista da mãe deve ser um tipo cheio de cólidades.
-» Anda por aí muito pessoal a dizer: «Nós defendemos uma política baseada no aumento da procura, essencial para fazer crescer a oferta»… é o pessoal ‘Anti-Austeridade’.
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-» O pessoal ‘Anti-Austeridade’ possui um ‘grande mestre’: o Eng. José Sócrates!
-» O ‘grande mestre’ anti-austeridade (vulgo: «política baseada no aumento da procura… essencial para fazer crescer a oferta…) em seis anos fez a dívida subir de 61,7% do PIB (final de 2005) para 108,1% do PIB : o ‘grande mestre’ quase duplicou a dívida pública em seis anos!
-» Mais, como seria de esperar, o ‘grande mestre’ possui um ‘fraquinho’ por desbaratar heranças…
Coerência, Menvp. O país já se safou dele. Mas a mãe tem de o continuar a aturar…
Então e o camarada Tozé? Será o presente que a vaca deixa no chão?
O presente e provavelmente o futuro.
Bravo!
Como a vaca, digo, como o touro.
Ó Rui hoje só esta tua redacção me faria rir. Obrigada!
Kant on a que le mur…
Clap, clap, clap, grande redacção. E o resto são kantigas.
Monsiu Rui
Je não amerecia tamanho e vacum achincolhamento, vossemecê tratou-me como fosse um qualquer gitano de feira clandestina oofshore… Tenho testemunhas que podem testemunhar minha honradez, só para nâo abusar de nomes: Jorge Cunelho da Motaengilhada e amais os adminatradores do BesPPP..JPCoito.
Para terminar que já se faz tarde e estou de avalada para Paris.
Tu es um bezerrito acomparado comigo
Avalada vem de aval, certo?
Mais uma vez ***** estrelas. Realmente dá para rir, a vaca do boy, claro.
E mais uma vez obrigado, JS.
A entrevista já era para rir às lágrimas mas a sua redação é
absolutamente hilariante… parabéns!
Obrigado, IMMC.
Post de Antologia! Chorei a rir!!! Muito bom mesmo!
Abraço, André Miguel.
Ainda bem que o Luís Sttau Monteiro fez escola.
Parabéns!
Obrigado, TA. Ainda bem que gostou.
Gostar, gostei, mas penso que devia citar a estória onde se inspirou.
Pois. Mas tanto quanto percebi, a redacção da vaca (que já tinha visto por aí umas quantas vezes) tem autor desconhecido, tendo sido publicada como tal num livro de Nuno Markl (http://coquetteintelectual.blogs.sapo.p t/8930.html), pelo que se torna complicado indicar a sua origem.
Se estou errado, peço que me corrija, TA.
Nada mais a acrescentar, RR. Também penso que a estória tem autor desconhecido, e não sabia que estava fixada em livro pelo Nuno Markl.
Continue!
Pronto, mermão,
tá visto que o único sector com futuro neste país é o da pecuária, em que muitos querem investir. Alguém vai ter de (re)converter os lavradores. Quiçá Bruxelas não envie uns subsídios.
A propósito deste tipo de investimento convém alertar para o adultério, salientando uma pequna anedota:
Um casal encontrava-se em sono profundo:
Acordando abruptamente, diz a mulher, em sobressalto, ao marido:
– Ouvi um ruído, foge que é o meu marido!
O marido atira-se pela janela e cai por cima de um cato. As picadelas foram tantas que o fizeram despertar.
Chateado, entra em casa e diz:
Porra, eu é que sou o teu marido!
Diz a mulher:
– E porque motivo fugiste!?
A política e muitos casamentos assemelham-se: É uma vida de desavergonhados.
Isso. Uns subsídios de Bruxelas é que vinham mesmo a calhar.
Brilhante:)
heheh tem qualquer coisa de desinfectante dos fortes.
Não pode ser menos, para uma nódoa destas.
ESte texte é uma anedota do principio ao fim e so assim é que pode e de ser entendido. Nada se leva a sério e no mundo das anedotas tudo é possivel, inclusivamente ressuscitar as ideias pré-concebidas, pôr no lixo tudo e mais alguma sem triagem e sem critério. O autor deve estar orgulhoso por saber escrever umas coisitas, que vão do principio ao fim; se calhar até ficou convencido que descobriu a polvora no far-west e que revolucionou as teorias mais einsteinescas. O autor ficou absolutamente convencido de que esta no epicentro da verdade e que à sua volta toda a gente acredita e ri! Nada mais falso e falacioso! O autor passou de autor a autista e não vê nada, não ouve nada, não percebe nada!!! E por uma simples razão: esperava o regresso de José Socrates para exteriorizar toda a sua ficção. Como Socrates nunca mais vinha, as ideias estavam quase a apodrecer e havia o risco de ficarem a cheirar mal dentro do cérebro hiper-activo do autor, com o correspondente halito a feder. Pois Socrates chegou, as ideias fervilharam e sairam ca para fora. Mas com uma caracteristica: fedem!!! Se fosse uma redacção dos nossos tempos da quarta classe, quase poderia ser transfomada numa daquelas em que se elogia o animal doméstico e se faz a elegia da primavera. Mas é um péssimo exercicio, não so do português (lingua) mas do português (cidadania). Dixit!
Pronto, pronto. Agora que desabafou vai ver que se vai sentir melhor.
será uma pena que preciosidades como este post vão deslizando para os “«« mais antigos” e não sejam coligidas…
Dura lex, sed bloga lex.