Pensava eu que um ditador é isso mesmo: um ditador. Nada disso: é um “líder histórico”. Uma, duas, três, quatro vezes “líder histórico“. A notícia é da agência Lusa, mas pelo estilo podia ser da Prensa Latina, o que não impediu a sua repercussão acrítica em diversos órgãos de informação portugueses, o que diz muito sobre a qualidade do nosso jornalismo.
Temos de ler a imprensa estrangeira para vermos uma correspondência correcta entre o nome e a coisa. Aqui, por exemplo. Nunca imaginei que por cá fosse tão difícil escrever uma simples palavra de sete letras. Estou com muita curiosidade de saber qual será a próxima vez que a Lusa a utilizará.

Vá lá alguém convencer um jornalista das televisões que não há 2, 3, 4 ou “5 meios aéreos” mas apenas “meios aéreos”… É impossível. Eles não entendem.
Por acaso são simplesmente aviões e helicópteros.
Cumpts.
Não certo e sabido que não há dictadores de esquerda?
Cumpts.
Não é certo e sabido, digo.
Não é certo, nem é sabido. Não há ditadores de esquerda nem de direita. Há ditadores e ponto final.
Parem com a confusão!
Que bom. Diga-o aos jornaes.
Cumpts.
5 pontos.
Pois… o Pinochet foi o “Ditador” Chileno enquanto os manos Castros é ou foi o “Líder ” Cubano.
Nos media portugueses chama-se Líder a qualquer Ditador que alguma vez foi amigo de Moscovo.
São assim as redacções monoculturais dos jornais/media tugas.
‘tadito! 🙂 🙂
Com licença com licença
que a barca se fez ao mar
não há poder que me vença
mesmo morto hei-de passar