Frases de filmes (38)


Pedro Correia,

 

“Ó Evaristo, tens cá disto?”

Narciso/Vasco Santana

em O Pátio das Cantigas, de Francisco Ribeiro (1942)

8 comentários em “Frases de filmes (38)”

    1. Há um quinteto de filmes portugueses realizados em década e meia que são obras-primas da comédia. Não apenas da ‘comédia portuguesa’, mas da comédia, sem necessidade de adicionarmos qualquer adjectivo. São filmes que parecem interligar-se: no fundo, só ganham em ser vistos em conjunto.
      São estes cinco:
      – A Canção de Lisboa (1933)
      – O Pai Tirano (1941)
      – O Pátio das Cantigas (1942)
      – O Costa do Castelo (1943)
      – O Leão da Estrela (1947)
      Todos eles com excelentes diálogos. Como raramente vemos no cinema português contemporâneo.

      1. São todos excelentes, sim. Foi uma pena não se ter continuado essa “tradição comediante”.
        Confesso que não me lembro bem de “O Costa do Castelo”, devo tê-lo visto já há muito tempo.

      2. “O Costa de África” – a primeira “greve” doméstica e o primeiro “sindicato”.

        Imperdível!

        (ando sempre por cá, mas caladinha… )

        1. ‘O Costa de África’, já da década de 50, é outra obra-prima da comédia portuguesa. Mas, apesar de contar com um desempenho notável do grande Vasco Santana, tornou-se infelizmente um filme invisível. Mantenho, apesar de tudo, a esperança de que ainda exista uma cópia do filme na Cinemateca. Já perdi a esperança de que RTP alguma vez reponha esta longa-metragem.

  1. Se me permite, eu acrescentaria:

    “A Menina da Rádio” de 1944 e realizado por Arthur Duarte.

    E outro grande filme de comédia, com praticamente o mesmo naipe de actores principais dos filmes anteriores, acrescentando Igrejas Caeiro.

    “O Comissário de Polícia” de 1953 de Constantino Esteves.

    Só passou na RTP uma ou duas vezes e acabou por ser dado como perdido pela Cinemateca. Felizmente uma dessas vezes gravei-o.

    Os meus cumprimentos

    José Leite

    1. Há outros filmes, pertencentes a este subgénero da comédia de enganos, que deixaram excelentes memórias em várias gerações de espectadores. Lembro-me agora de um outro, ‘O Grande Elias’ (1950) – uma das raras aparições em cinema desse memorável actor que foi Estêvão Amarante. ‘O Costa de África’, já aqui referido, é outro. Nunca vi ‘O Comissário de Polícia’: lamentavelmente, o serviço público de TV exibe sempre os mesmos filmes em vez de diversificar.

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