A mesquita de Medina.


Luís Menezes Leitão,

Nada tenho contra a construção de mesquitas em Lisboa. Há uma mesquita que funciona ao pé do meu escritório e tem sido absolutamente exemplar em termos de convivência pacífica com os moradores da zona. Por isso até acho muito bem que se construa uma nova mesquita na Mouraria, um lugar com grandes raízes de presença muçulmana. O que já não acho nada bem é que o Presidente da Câmara queira construir a mesquita em questão à custa dos impostos e taxas que sistematicamente anda a extorquir aos lisboetas. Num Estado laico não há qualquer razão para que os dinheiros públicos financiem a construção de templos, seja qual for a religião que neles seja praticada. E considero especialmente grave que um proprietário esteja a ser expropriado dos seus bens, devido a esta intenção do Presidente da Câmara, Fernando Medina, que pelos vistos quer lançar uma nova Mesquita de Medina, agora em Lisboa. Qual é o interesse público que pode estar subjacente a esta expropriação? E dizem que isto foi aprovado por todos os partidos na Câmara? Será que em Portugal os cidadãos não têm um único partido que os defenda?

0 comentários em “A mesquita de Medina.”

  1. Tal como tu, Luís, não me oponho a construção de uma nova mesquita. Confesso que até me parece uma boa ideia. Olhando para o que se passa noutros países europeus, como Espanha, França, Holanda ou Alemanha, a construção de mesquitas de forma enquadrada na lei e na sociedade parece-me ser uma parte importante do antídoto contra extremismos.
    Porém, a forma atabalhoada e potencialmente conflituosa que a CML seguiu para gerir este dossier poderá revelar-se um disparate monumental para a manutenção do ambiente exemplar de convivência pacífica. Temos oportunidade de fazer as coisas bem, mas encontramos sempre forma de pôr paus nas rodas…

      1. Medina significa, salvo erro, “cidade” em árabe. É portanto um substantivo bastante corrente na língua árabe e é natural que tenha sido adotado como apelido por portugueses de origem árabe, da mesma forma que existe o apelido Cidade.

  2. Inteiramente de acordo.

    Façam lá a mesquita, mas livrem-nos de mais impostos, taxas, contribuições e afins.

    Quanto à expropriação em causa é bom nem pensar …

  3. Ou seja não têm problema nenhum com uma religião que subjuga todos mas mais as mulheres. Belo.
    A palavra que não usam é Dhimi. Subjugação.

    “Será que em Portugal os cidadãos não têm um único partido que os defenda?”

    Já começa perceber Trump e a “extrema direita” que na Austria consegue 70-80% dos votos dos “trabalhadores”?

  4. Quando leio iniciativas deste género ,não posso deixar de
    pensar o que está a acontecer em França …
    Cheios de boas intenções lá foram autorizando tudo e mais
    que tudo , e a única coisa que tiveram en troca foi um ódio de morte.
    As mesquitas são um ninho de malvadez e de conquista há tantos séculos
    programado. Começa sempre da mesma forma… primeiro a visibilidade
    e em seguida a lei deles.
    Aqui onde vivo os alunos de uma certa região decidiram não apertar a mão
    às professoras porque era contra a sua ” Fé ” . ( entre outras coisas ).
    Felizmente que as coisas estão a mudar.
    Ontem foi publicado que todos aqueles que se recusarem a apertar a mão
    às professoras levam com uma multa de 5000 frs para que ” a fé volte para
    onde nunca deveria ter saído “.
    As médicas coitadas por vezes são mesmo recusadas e lá vem um médico
    para os barbudos .
    E assim vai os meus ideais de um Mundo melhor e a Terra um sítio agradável
    para todos.

    1. Noticias da Suiça dizem que as crianças muçulmanas vão ser obrigadas a apertar a mão ao professor. 5000 Francos de multa.

      1. Uma verdadeira tortura e um mau exemplo .
        Um País que ainda vive na idade das trevas.
        Inadmissível … devem ser os únicos que se atrevem.
        Viver num país assim ? Jamais.

  5. não há qualquer razão para que os dinheiros públicos financiem a construção de templos, seja qual for a religião que neles seja praticada

    Isto é especialmente verdade hoje em dia, quando estão presentes em Portugal seitas (de origem brasileira) que financiam a manutenção dos seus templos exclusivamente com base no dinheiro que os adeptos dessas seitas lhes dão. Eu pergunto: com que moralidade o Estado financiará a construção de templos muçulmanos, ou católicos, ou budistas, etc, quando os fieis da IURD e das restantes seitas se esmifram para manter os seus templos? Se eles se dispõem a pagar às suas seitas para terem templos nos quais rezar, por que raio não deverão os adeptos de todas as outras religiões ser obrigados a fazer exatamente o mesmo?

    1. Lavoura, tenta compreender: o maior esmifrador é o Estado. Ele financia afinal os “seus” templos, tal como na IURD e outras seitas. E tal como na IURD e outras seitas, o povinho dá-se por contente e perdoa a gatunagem enquanto reza.

  6. Apenas mais um nunca eleito em nome. Imagina-se que gastar dinheiros dos cidadãos em mesquitas “estava no nosso programa eleitoral”. Que tal uma providência cautelar em nome dos milhōes de portugueses ?.

  7. Estes pseudo bem-pensantes muito ecuménicos champanhe e caviar de porco, ainda não lobrigaram que a cultura islâmica ainda vive numa idade média de xarias imams que, tal como na europa antes da separação igreja / estado,impõem o Corão que dominaram na madrassa.
    Imbecis.

  8. Para quem quer tentar perceber.
    Algo de estranho se está a passar nesta Europa “judaico-grego-cristã”.
    O que se passa na cabeça do Papa em exercício?.

    “…Asking Europe to be “multicultural” while it experiences a dramatic de-Christianization is extremely risky. In Germany, a new report found that “Germany has become demographically a multi-religious country.” In the UK, a major inquiry recently declared that “Britain is no longer a Christian country.” In France, Islam is also overtaking Christianity as the dominant religion….”

    http://www.zerohedge.com/news/2016-05-26/guest-post-has-pope-abandoned-europe-islam

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *