A Liga de Clubes continua a sua cruzada contra José Sócrates


Rui Rocha,

A Liga de Clubes não devia imiscuir-se em questões políticas. Mas a verdade é que já não tenho qualquer dúvida de que o faz e, o que é pior, de forma deliberada. Confesso que já na semana passada me tinha cheirado a esturro. Comentei com amigos: esta coisa de marcar o Benfica-Sporting para a hora a que o Sócrates faz comentário político na RTP não é inocente. Que não, que lá estás tu com as teorias da conspiração, que vês fantasmas em todo o lado, disseram-me. Pois muito bem. Esta semana, a cena repete-se. Para a hora do comentário está marcado um trepidante Académica-Moreirense. Ora toma. Tudo clarinho como água. E agora? Se as audiências de Sócrates voltarem a cair, continuará a Liga de Clubes a negar as suas intenções? E, mais do que isso, assumirá finalmente as suas responsabilidades nesta inqualificável tentativa de silenciamento?

5 comentários em “A Liga de Clubes continua a sua cruzada contra José Sócrates”

  1. E a própria RTP2, mais ou menos por essa hora, transmite “A Ovelha Choné”. Onde já se viu, na própria RTP haver um boicote assim?

  2. Na RTP sempre houve a tentação de recuperar esses sucessos de audiências que eram o
    “Se bem me lembro” e “Conversas em família”
    … juntar as duas narrativas numa só, foi uma aposta ousada. E, não há que negar, o futebol sair do domingo à tarde, haver outros canais que não a RTP1, tudo faz parte de inqualificável conspiração… culpa de Marcelo dizem uns, ou é do Caetano, dizem outros.

    1. Acontece que o “Se bem me lembro” era um sucesso de audiências. A RTP da democracia é que não parece muito interessada em dar 30 minutos a um Victorino Nemésio – ou quem agora haja que se lhe possa comparar.
      Já agora, leiam o Mau Tempo no caal” um dos grandes romances portugueses.
      Quanto às Conversas em Família, eram más conversas de alguém que as sabia ter boas: de Eça à Idade Média ( era um dos grandes medievalistas portugueses). E um dos grandes juristas europeus do seu tempo. Morreu pobre, ou com muito menos do que seria expectável.
      País estranho que somos!

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