
Do excelente documentário de Patrick Jeudy sobre a vida e morte de Marilyn Monroe, retive um pormenor que me impressionou, não só por ser premonitório como por resumir e condensar em si toda a dimensão de uma tragédia: quando a explosão de popularidade começou a ameaçar seriamente a sua privacidade, para se proteger e tentar preservá-la Marilyn dava sempre um número de telefone falso. Esse número, coincidência ou não, era o da morgue de Los Angeles.

A verdade ultrapassa sempre a ficção.
É verdade, Isabel.