Cinco dos ministros que hoje tomam posse alinharam com Manuel Alegre contra José Sócrates na eleição interna realizada em Setembro de 2004: Alberto Martins, Ana Jorge, Augusto Santos Silva, Jorge Lacão e Vieira da Silva. Recordo-me bem dessa campanha, que acompanhei como jornalista: foi uma das mais disputadas de sempre no PS e preparou caminho para a subida de Sócrates ao poder escassos cinco meses depois. O facto de o líder socialista ter incluído os antigos adversários internos na lista dos seus colaboradores mais próximos em vez de os excluir, como algum instinto predador recomendaria, só confirma a vantagem para o PS de não ter nas suas fileiras nenhum estratego político chamado José Pacheco Pereira.
A inteligência contra o instinto
Pedro Correia,

1-Onde iso já vai, Pedro! Nem alguns dos próprios se lembrarão já que apoiaram M. Alegre…
2-JPP só há um…
Abraço
1. Talvez, Joana. Mas só agora. Daqui a um ano, nas próximas presidenciais, todos se lembrarão do apoio então dado a Manuel Alegre e não deixarão de o assinalar.
2. Há só um, de facto. Verdadeiramente inimitável.
(boa viagem…)
Uma coisa é certa, no PSD a sede de poder tende a ser confrangedora. O separatismo que ocorreu na bancada parlamentar laranja, deixa que pensar…principalmente ao Sr. que se segue, e já não deve faltar muito. Quanto ao PS, tende a construir uma união interna, também dessa forma poderão ser caladas algumas vozes incomodas. Os bastidores no seu melhor portanto!
Sim, já se tinha visto na campanha eleitoral: o PS cerra fileiras entre as tendências internas, o que nem chega a ser inteligente, mas apenas básico. Os socialistas são felizes nisso: não têm um estratego daqueles. Estratego ou estrago…
Espera-se claro, que quando o inteligentissimo Pedro Passos Coelho ascender ao poder, pelas mãos de Paulo Gorjão e Pedro Correia, convide JPP e Paulo Rangel, entre outros, para lugares de destaque no partido e para Ministérios no Governo.
Estaremos cá para ver.
“Devemos ter perto os nossos amigos, mas ainda mais perto os nossos inimigos”.
É um golpe de mestre ter uma sindicalista como Ministra do Trabalho.
Outro bom golpe é ter uma autora/contadora de histórinhas como Ministra da Educação; os professores vão adormecer…
Tudo lhe serve para bater no JPP. É do caraças!
Típica escola de extrema-esquerda. Criticar é “bater”.
Ou malhar?
Malhar é melhor. Mais extrema-esquerda.
Cada vez me convenço mais, Pedro, de que JPP é um candidato auto-reprimido à liderança do PSD. Daí a sua prática de castração directa ou indirecta aos sucessivos líderes que o povo laranja eleja ou seja empurrado a eleger.
Práticas de velho ‘intelectual’ no Comité Central da cabeça dele.
Análise certeira, meu caro.