Tresler


cronicasnofeminino,

A blogosfera é um lugar por excelência da liberdade de expressão, cada um diz o que quer, quando quer e como quer, opina, argumenta e contra-argumenta, mas dizer que “O actual modelo de avaliação, (…) já estava em vigor antes da anterior ministra” não é uma questão de liberdade de expressão. Era bom que fosse lembrado que o actual modelo de avaliação é produto do Governo Sócrates, entrou em vigor em Janeiro de 2007 e sofreu duas alterações posteriores mais pela sua inexequibilidade do que por pressões dos professores.

9 comentários em “Tresler”

  1. Acho uma evidência. O sistema de avaliação hiper-contestado não só foi uma invenção do governo cessante como Sócrates até se fartou de dizer (com pouca verdade – acrescente-se) que, antes dele, os professores nem sequer eram avaliados.

  2. Leonor

    Sempre ouvi dizer que o óbvio não carece de demonstração. Não é óbvio que esta avaliação foi obra do governo anterior? Eu cuidava que sim.

    :)))

  3. Leonor, está a dar mais importância ao meu post do que aquela que ele merece. Está, por sinal, a dar-lhe uma visibilidade que ele não teria doutra forma.

    Acho no entanto curioso, que de tudo o que escrevi, apenas lhe chame a atenção o erro (já que não se trata de outra coisa), e não tudo o resto…. o desabafo duma mãe, preocupada, por não ver os professores avaliados de forma justa e eficaz.

    Bottom line, o actual modelo, à semelhança do anterior, não funciona. E eu não me lembro de ver os professores reclamarem do anterior modelo. Só vi manifestações por causa deste novo modelo. E o anterior era igualmente ineficaz, mas os professores andavam caladinhos, não era? Porquê?

    A mim, interessa.me um modelo que funcione, e que avalie, e que despeça quem deva ser despedido, que penalize quem deva ser penalizado e beneficie quem deva ser beneficiado, e não esta bandalheira, em que anda tudo entregue à bicharada.

    Concentrou-se na árvore, deixou de fora a floresta.

    1. Dei-lhe visibilidade ao seu post porque achei extraordinário que depois de tudo o que se passou no ensino achasse que o modelo que estava em vigor era o anterior. Tudo o resto não é novidade.
      O que está em questão na luta dos professores não é apenas o modelo de avaliação, esse é apenas uma parte do descontentamento que levou milhares de professores à rua. Está em questão o Estatuto da Carreira Docente e ainda o Diploma de Gestão das Escolas. Em relação a não ter visto contestação ao anterior modelo de avaliação, que data das calendas, é normal que não se lembre, mas garanto-lhe que também houve embora noutros moldes. O que se passou agora tem a ver com a conjugação dos factores de que falei.
      Quanto ao resto, tirando a ‘bandalheira’ e andar tudo ‘entregue à bicharada’ que naturalmente rejeito, também me interessa um modelo que funcione, mas também me interessa que as opiniões não sejam alicerçadas em algo que não existe, perdendo assim a razão.

      1. As minhas opiniões só podem ser alicerçadas a partir da informação que me chega.

        Em Novembro de 2008, tive oportunidade de escrever um post em que partilhava com os meus (escassos) leitores a minha falta de informação (http://jonasnuts.com/248904.html).

        Tenho-me em conta de pessoa relativamente bem informada e medianamente inteligente pelo que, também acho extraordinário que eu pensasse que o modelo que está em vigor era o anterior.

        A diferença, é que a Leonor acha que a minha extraordinária falta de informação se resume a falta de atenção (presumo), e eu mantenho o que escrevi em 2008, os professores comunicam mal, comunicam para si próprios e não para a comunidade à qual pertencem, vivem fechados numa redoma da qual não querem sair.

        1. Presume mal, não acho que a sua falta de informação seja por desatenção, não tenho sequer opinião sobre a causa desse seu desconhecimento. Tal como já referi achei e acho espantoso que estivesse a emitir uma opinião baseada num erro. Tal como já disse no seu post , é normal que haja coisas específicas que não cheguem à maior parte das pessoas, mas este caso foi amplamente divulgado pela comunicação social, portanto se a linguagem dos professores é hermética, houve outros meios. Espero que esta nossa conversa tenha servido pelo menos para esclarecer alguma coisa.

          1. Serviu, de facto. Neste momento sei que o modelo de avaliação que está em vigor é o proposto pela ministra do anterior governo.

            O resto está tudo na mesma (até a minha opinião já que a origem do método de avaliação não altera em nada o que descrevi).

            Obrigada pelo esclarecimento.

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