A gramática e o género


Sérgio de Almeida Correia,

(créditos: Gonçalo Lobo Pinheiro)

“Dizem ser possível que, pela segunda vez, uma mulher venha a presidir à Assembleia da República. Se isso acontecer, não vai faltar quem queira chamar-lhe “Presidenta”. Será assim? Presidente ou Presidenta?“

O texto é relativamente curto, claro e bastante esclarecedor, mas acima de tudo oportuno. E até porque a estupidez também tem afectado o combate pela igualdade de género, e deve ter limites, vale a pena ler o que escreveu hoje o Prof. Carlos André.

9 comentários em “A gramática e o género”

  1. O artigo está com interesse na medida em que repõe e relembra a regra gramatical tão esquecida. De acordo com o expresso, presidenta, não só soa mal como é incorrecto.
    Mas tenho dúvidas quanto a virmos a dizer “todas caladas”, referindo-nos a 40 mulheres e cinco homens. Porque, pelo menos no que ora se usa, isso significaria o universo apenas feminino e, pela frase, nunca saberíamos se o mesmo acontece com os homens presentes. Por esta razão, duvido que algum dia a expressão exista como opção a “todos calados”.

    1. Pois… “Todas caladas!” é exclusivamente feminino. Mas não são precisas 40. Em regra bastam duas.

    1. Os pacientes com hemofilia que ficaram infetados com HIV adoraram Leonor Beleza. Quanto a Manuela Ferreira Leite, não queria a ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid porque não queria que Portugal fosse uma província espanhola. Mas que seja uma província francesa, inglesa ou alemã já não tem problema. Não fazem falta.

  2. Segundo ouvi esta manhã, afinal @ presidente da Assembleia da República não será uma mulher (Edite Estrela) mas sim um homem (Augusto Santos Silva). Pelo que, a questão nem se porá.

  3. Também eu, gramaticalmente, participo no presente. Ainda há pouco falava com uma feminista boa e, para torná-la participativa, disse-lhe: Moça, dá-me uma beija e eu, em retaliação, dar-te-ei um beijo. Vai daí, foi cá uma participação do(a) arco(a)-da-velha. Ou será arco-do-velho? Penso que é arco-da-velha, porque os homens nunca envelhecem: desgastam-se.

    Relativamente à posta, penso que a gramática do género terá de ser inclusiva. Por exemplo: hoje temos vário(a)s género(a)s: o homem, a mulher, o(a) feministo(a) e o(a)s evidentemente. Assim, o(a) género(a) que for eleito(a) tem de ter uma participação no presente.
    O Costa já faz isso com alguma habilidade. Já o vi de avental. Não sei no que isto vai dar – agora, sim – se o outro particípio presente não deixar as selfies. Ou será os selfies?

  4. Chiça, felizmente não vamos ter presidenta.
    Alguma coisa certa Costa haveria de fazer.
    No CE vamos ter o vento que passa!

  5. Eu também sou pela igualdade de género.
    A presidenta é para as mulheres.
    O presidento é para os homens.
    E presidente é para quem não se identifica com nenhum dos géneros.

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