“…Num dia de 1950, Jean Monnet, do país vencedor, foi a Bona encontrar-se com Konrad Adenauer, do país destruído. Monnet, perito em finanças, soube encontrar o tom lírico e sincero para convencer o alemão desconfiado.
Simples: mostrou-lhe que era coisa mútua. Ontem, o espanhol Rajoy criticava o Banco Central Europeu de só ajudar à beira do abismo – e estava a ser otimista, a alemã Merkel, patroa do BCE, é capaz de esperar mesmo o abismo. E a francesa Christine Lagarde, patroa do FMI, já passa receitas post mortem: a saída da Grécia do euro “deverá ser feita de forma ordenada”. Como se eles fossem capazes de ordem em alguma coisa. A esta gente Jean Monnet não teria convencido de nada.“
(in “Europa teve pais mas está órfã”, crónica de Ferreira Fernandes)
De facto, as duas mulheres de quem se fala acima não têm ilustrado o género, quando se trata de tomarem decisões políticas. Mas creio que será o seu lado masculino que se manifesta nessas ocasiões, de tão habituadas que estão a só dialogarem com homens. É pena!


Acho que não tem a ver com género masculino ou feminino,mas sim com a mentalidade de 2 das 3 maiores ditaduras que emergiram na Europa pós Napoleónica,Itália ,Alemanha,Inglaterra e França;desculpem os leitores ,pois do lado de lá da Mancha está a mais calada e letal do grupo!
As vária mulheres que, ao longo destes dois últimos séculos, exerceram o poder fizeram-no com mão de ferro. Indira, Golda, Tatcher, Merkel, Lagarde são apenas alguns exemplos.
Não creio que a justificação esteja só nas “ditaduras”. Estas existem onde existem ditadores. E deixam de o ser quando o poder vai para gente que pensa de forma diferente.
Um comentário sexista. Ou seja a culpa não foi dos Homens Gregos que se endividaram, falsificaram as contas. A culpa é da Mulher Alemã…
Aqui vai outro, a degradação continuada da Escola, Universidade, Jornalismo, Justiça, está directamente ligada à ascenção das mulheres nessas profissões.
Tema do Dia ou da Madrugada… 🙂
Julgo que terá compreendido muito bem o que eu quis dizer. Aprecio pouco as mulheres que se “armam” em homens sem disso terem necessidade, apenas para se imporem a eles e como eles!
Está a dizer que as mulheres ao dizerem não, se comportam como homens?
Se for isso a pobre Merkel diz não mas até deixa fazer, basta olhar para as contas do BCE. Um monumento à especulação financeira a comprar dívida de gente que nunca vai pagar só para, como dizem os anglo-saxões, chutar o balde (da porcaria) mais para a frente.
Olá Helena. Podíamos talvez interrogar-nos sobre a possibilidade de as mulheres, para conseguirem competir com os homens em certos meios, terem de usar os mesmos padrões mentais que eles, e se calhar de forma mais assertiva.
Infelizmente, se não quiserem (não puderem) abdicar da sua feminilidade no que é visível, correm o risco de ouvir dizer que fizeram carreira na cama. Ou mesmo de ter que a fazer aí.
Não estou a dizer que é sempre assim, claro, só digo que para as mulheres com alguma ambição é quase sempre necessário equilibrar certos aspectos e atitudes, e que isso não é fácil.
Bj.
É verdade Gi. Mas, de facto, aquilo de que hoje já gozamos, nunca foi obtido pelas mulheres que passaram pela política ou pelo poder. Foi sempre uma conquista colectiva de bases e nunca uma decisão político governamental. É disso que tenho pena.
Parece que quando chegam ao poder se esquecem do seu género ou se envergonham dele e dos seus problemas específicos, que, no fim, acabam sempre por ser resolvidos com legislação feita por homens.
Hmm… Problemas de género são “menores” diante do panorama geral? Medo, portanto, de ficar “menorizada”, i.e., mulheres são para tratar de coisas de mulheres, o mundo é com os homens?
Faz sentido, não?
🙂
A França… vencedora?!!
O F.F. passou-se…