Em 2002, dizia aos ambientalistas não haver motivo para preocupações. Depois disso foi consultor, voltou à política, inaugurou um empreendimento com Manuel Pinho, logo condecorado pela Câmara Municipal de Loulé, e com o presidente desta, ao lado do norueguês que financiou a obra na praia onde a dita Câmara autorizou que fosse erguido um muro de betão e já colocou parquímetros para este Verão. De caminho, promoveu Passos Coelho na Festa do Pontal. Consta que de cada vez que o PSD chega ao Governo aspira ser ministro ou secretário de estado do Turismo. Ainda não foi desta que conseguiu.
Mas, em contrapartida, o PSD mandou-o para a Comissão de Ética, Cidadania e Comunicação, certamente agradado com o espectáculo que foi a apresentação de Passos Coelho no Pontal e da renúncia do homem que tinha o pelouro da cidadania, Fernando Nobre. Percebe-se assim melhor o nome escolhido para a Comissão e por que razão a ética deve andar de mãos dadas com a comunicação. Também, se não fosse esse o nome escolhido, quem é que o PSD tinha para lá pôr que dominasse tantas matérias, da ética às autarquias, passando pelo ambiente, a economia e a propaganda e que ainda se atrevesse a escrever poemas eróticos?
