A angústia de uma freguesa perante o formulário


Ana Lima,

E agora, quando tiver que preencher um formulário, onde é que eu vou pôr 81 caracteres* da freguesia de nascimento e 74 caracteres* da freguesia de residência?

 

*Espaços incluídos

22 comentários em “A angústia de uma freguesa perante o formulário”

    1. Pois… O Carlos tem mais sorte. 🙂
      Eu nem sei se a freguesia de nascimento altera ou continua a ser a que era à altura do nascimento…
      De qualquer forma esta questão das designações das novas freguesias é complexa. Se em certos casos se definiram logo novas designações, noutros ficaram as “Uniões”. Se tivesse havido interesse e capacidade para o fazer talvez se pudesse ter aproveitado para votar em novos nomes. Vamos ver o que irá acontecer.

      1. Cara Ana,

        Não é assim. Para mudar o nome da freguesia “pré-eleição” tinha que haver concordância das juntas envolvidas em assembleia municipal. Nas que houve, o nome mudou.

        Nas restantes, a mudança de nome fica a cargo de votação em Assembleia de Freguesia na primeira reunião da mesma. O que não implica que o nome venha a encurtar muito… admito que em muitos sítios se limite a perder o “união de freguesias de” e ficar os nomes (a minha, por exemplo, é bem capaz de ficar “Lordelo do Ouro e Massarelos”).

        1. a mudança de nome fica a cargo de votação em Assembleia de Freguesia na primeira reunião da mesma

          Calculo que não vá ser uma decisão nada fácil.

          Em muitos casos, uniram-se numa freguesia duas ou mais aldeias com populações idênticas. Não se poderá dar à nova freguesia o nome de nenhuma delas sem que a outra fique terrivelmente despeitada.

          1. Daí achar que na maioria dos casos o que vai acontecer é o A, B e C (ordem alfabética)

          2. Provavelmente. Mas será uma péssima solução.
            Já viu “freguesia de Aguada de Baixo e Barrô”? É ridículo e complicado.
            O correto seria escolherem um lugar qualquer (mesmo que muito secundário) no meio das aldeias e porem à freguesia o nome desse lugar.
            É por estas e outras que considero que esta união de freguesias foi um disparate. Não vai simplificar nada, só vai complicar.
            A união de concelhos é que teria sido correta. Por exemplo, unia-se os concelhos de Águeda, Oliveira do Bairro e Anadia e chamava-se ao concelho resultante “Bairrada Norte”.

          3. Estamos de acordo no disparate e, se era para poupar dinheiro, seria sempre com os municípios e não com as freguesias.

          4. Pois. Não vão poupar dinheiro nenhum porque, na prática, as freguesias manterão um local de atendimento em cada uma das aldeias. O número de edifícios e de funcionários manter-se-á – pela simples razão de que são necessários.
            Perguntei nas Finanças como é que eles vão fazer para numerar as propriedades (rústicas e urbanas) de acordo com as novas freguesias. Responderam-me que não o irão fazer. Vão deixar tudo como está, com as freguesias antigas. Por aqui se vê os efeitos práticos da reforma…

          5. Se pensarmos na anterior reforma administrativa ainda hoje em dia há discrepâncias. No caso do centro de Lisboa, uma determinada localização pode ser uma freguesia para as Finanças e outra para a Conservatória do Registo Predial que nunca fez a alteração. Por exemplo aí ainda aparece a antiga freguesia do Marquês de Pombal que não existe há já bastante tempo.

        2. Obrigada pela explicação, Carlos. Teria que haver uma razão.
          Mas não deve ser fácil chegar a acordo. Em Lisboa, por exemplo, onde os nomes foram definidos logo na apresentação da proposta da reorganização administrativa, ainda há quem não se conforme.

          1. Eu diria que em Lisboa a decisão foi muito fácil, porque os nomes anteriores das freguesias já de si não eram, na generalidade, nomes de bairros, mas sim de santos. Por exemplo, no caso da minha freguesia, uniram-se três freguesias que tinham nomes católicos e criou-se uma nova freguesia também com um nome católico. O cheiro é o mais ou menos o mesmo que anteriormente.
            Mas em meios rurais vai ser um problema complicado, pois os nomes das freguesias eram nomes de aldeias. Se se suprime o nome de uma aldeia no nome da nova freguesia, isso terá o significado implícito de que essa aldeia é secundária em relação às restantes. Vai dar luta.

          2. Tem razão, Luís. Eu sei que, mesmo em Lisboa, há situações menos pacíficas. Mas nada que se compare às áreas rurais…

        3. Há aqui um lapso. Não é a Assembleia de Freguesia que tem competência para aprovar o nome para a freguesia, mas sim a Assembleia da República.

  1. A conversa é como às cerejas…
    Aproveito o
    Falar em freguês( não formulário, mas “aldrabário”)

    Pago 40 e tal euros por mês à Zon — pacote Iris
    Note-se : – Quem aderir agora ao mesmo programa pagará 24,9 !!!!

    Digam lá se isto não é pior do que preencher um milhão de formulários?

    N´s, os clientes antigos é que suportamos a conta dos novos aderentes…

    Será justo? Não ir ao Pacote?

  2. como, por esse facto que relata, vão passar a ser mais longas as anedotas que fazem uso de nomes de localidades, não tarda vai ser aprovada legislação para que esses nomes das freguesias venham a ser encurtados, para reduzir os tempos de pausa de café e anedotas e de escrita / leitura de emeésses e imeiles desperdiçados pelos funcionários públicos, então agora que vão trabalhar 40 horas semanais.
    (ah, já me esquecia que o álvaro já era).

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