«Acho que em Cuba a democracia radical, contra-hegemónica, não liberal, é a condição de tudo o resto. E por que razão? A crise da democracia liberal é hoje mais evidente do que nunca.»
10 comentários em “Palavras para recordar (7)”
Mais um que nada mais fez na vida do que fundamentar e blindar a linguagem com que a esquerda que nunca riqueza criou se perpetua no poder e que se vai reformar com 5000 ou 6000 euros por mês limpinhos — enquanto todos os outros até aos 40 anos estão sem emprego, sem trabalho e sem esperança porque estes asnos globalistas destruíram o tecido industrial e empresarial do País. Um dia haverá justiça — mas tenho pouca esperança de que seja feita nos 40 ou 50 anos que me restam de vida enquanto a Esquerda e os Maçons mandarem nesta merda e os que vivem do aparelho continuarem a votar neles ou a haver adaptações parlamentares até ganharem sempre — porque eles quando não ganham não deixam mais ninguém fazer nada.
“Temos formado conformistas incompetentes. Precisamos de rebeldes competentes”
Em finais dos anos 1960, partiu para a Universidade de Yale com o objetivo de se doutorar. A sua tese de doutoramento, publicada pela primeira vez em português em 2015 (Direito dos Oprimidos, Almedina), é um marco fundamental na sociologia do direito, que resultou do trabalho de campo centrado em observação participante numa favela do Rio de Janeiro. Atualmente, Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick.
Boaventura é um sociólogo de grande craveira e muito do que se diz sobre ele é motivado pela inveja dos pequenos intelectuais, incapazes de o criticar. Ele está reformado com o vencimento de Catedrático de acordo com os descontos que fez. A pensão não é de 5000 ou 6000. Nem a pensão bruta chega a essa quantia, quanto mais depois do IRS. Mas os medíocres são atrevidos e exagerados, isso sabemos. Podemos concordar ou discordar de Boaventura mas temos de reconhecer a sua craveira. Podemos e devemos criticá-lo se formos capazes. O resto é lixo.
Um ridículo e bacoco émulo do Conselheiro Acacio – e isso nos dias em que faz bom tempo. Quem topou, e bem , este chulo aldrabisgas foi o saudoso Professor António Manuel Baptista.
Para o caso de lhe escapar deixo aqui um comentário que acabo de fazer num outro post do Rui Rocha.
Um grande abraço e até um destes dias.
Agradeço a atenção, a educação e o elevado espírito cívico patente neste seu comentário que só por si é um poema: “Porfírio Silva” admite ser “Conde de Tomar”.
RMG são as minhas iniciais e eu nem com com os nicks dos outros gozo quanto mais com identificações fácilmente reconhecíveis por quem passou pela nossa vida (e o seu nick prestava-se).
Já não preciso de ír a tempo de nada porque já fui a tempo de tudo.
No entanto ainda vou a tempo de muita coisa dado que nunca tomei um comprimido na vida e tenho check-ups “imaculados” quase aos 70 anos.
Quanto ao avô não é grave. Tendo em conta a idade dos netos conto ser bisavô entre os 80 e os 85. Há gente que chega aos 80 sem sequer ter conseguido ser pai…
Passagens administrativas na 2ª metade dos anos 60 não havia no IST e a Ordem dos Engenheiros difícilmente me teria aceite na altura e/ou mantido como membro como mantém.
A Gulbenkian pouco me adianta dadas a biblioteca e a colecção de música gravada que possuo e é do conhecimento de muita gente por aqui, só citei uma ida a um evento gratuito que foi lá como podia ter sido no café da esquina.
No entanto fez-me V.Exa. um grande favor.
Voltei a comentar aqui depois de um largo interregno, por insistência de alguns autores que fazem o favor de gostar de me ver por cá, bem como de alguns conhecidos que aqui vêm espreitar. Sou apenas mais um, disposto a dar e a levar de forma honesta. Mas ser digno na luta, mesmo nesta luta a brincar, não é consigo.
Pois os meus amigos (em particular o Pedro Correia, que me conhece pessoalmente e bem) me perdoem mas tenho mais que fazer e mais com que me chatear do que os trolls que tomaram recentemente conta das caixas de comentários do DO com o intuito evidente de dar cabo de um dos poucos blogs não alinhados com o pensamento único vigente e onde conviviam pessoas de todos os quadrantes.
Eu por exemplo cresci, vivi e depois trabalhei metade da minha profissional em “feudos” do PCP onde tenho bons amigos e sempre votei PS (mesmo antes do 25/4 já o fiz no “PS” da altura).
Voltou a não perceber. Lamento. Ou voltei a não me fazer entender. Lamento, de novo. Apenas me arrepiei de, por lá, ter prestado homenagem a tão canina sabujice. Conde de Tomar (Costa Cobral, amante da Rainha), Porfírio Tinto (uma anedota: prefiro branco e eu Porfírio tinto)…olhe adoro uma boa gargalhada. Talvez para semana escolha outro, Simplicius Simplicissimus, que tal? Cumprimentos,
“É urgente um verso vermelho que suspenda a animação deste desastre pensado para durar depois do inverno
É urgente um verso vermelho com todas as cores do arco iris e o vento natural do universo
É urgente um verso vermelho que ponha de novo em movimento os comboios da imaginação azeite puro em manivelas de razão quente o peso da história de novo levíssimo a rodar sobre perguntas livres e ruínas vivas a paisagem mudar primeiro lentamente enquanto vão entrando vozes ainda submersas e corpos mal refeitos da desfiguração da guerra e do comércio das crateras e promoções
É urgente um verso vermelho que desate os nós da memória e do medo e resgate os rios da rebeldia a palavra cristalina inabalável inconfundível com as mordaças sonoras à venda nos supermercados da ordem
É urgente um verso vermelho para anunciar barco polifónico da dignidade pronto a navegar os rios libertos das barragens calcinadas dos sistemas de irrigação industrial da alma
É urgente um verso vermelho uma luz manual portátil que vá connosco sem esperar a que virá no fundo do túnel se vier porque a cegueira da viagem é sempre mais perigosa que a da chegada talvez só entrega talvez só paragem
É urgente um verso vermelho que trace um território inacessível aos vendedores de mobílias espirituais e turismo de acomodação
É urgente um verso vermelho vinho de bom ano para acompanhar sonhos sãos e saborosos preparados em brasas de raiva e a brisa da alegria
É urgente um verso vermelho sem solenidades nem códigos especiais para devolver as cores ao mundo e as deixar combinar com a criatividade própria dos vendavais”
……………………………. Senhores, isto é de ir às lágrimas. Estou aqui – que nem posso. Puxa muito pela hermenêutica, doem-me os “rinzes”.
Mais um que nada mais fez na vida do que fundamentar e blindar a linguagem com que a esquerda que nunca riqueza criou se perpetua no poder e que se vai reformar com 5000 ou 6000 euros por mês limpinhos — enquanto todos os outros até aos 40 anos estão sem emprego, sem trabalho e sem esperança porque estes asnos globalistas destruíram o tecido industrial e empresarial do País. Um dia haverá justiça — mas tenho pouca esperança de que seja feita nos 40 ou 50 anos que me restam de vida enquanto a Esquerda e os Maçons mandarem nesta merda e os que vivem do aparelho continuarem a votar neles ou a haver adaptações parlamentares até ganharem sempre — porque eles quando não ganham não deixam mais ninguém fazer nada.
Boaventura de Sousa Santos
“Temos formado conformistas incompetentes. Precisamos de rebeldes competentes”
Em finais dos anos 1960, partiu para a Universidade de Yale com o objetivo de se doutorar. A sua tese de doutoramento, publicada pela primeira vez em português em 2015 (Direito dos Oprimidos, Almedina), é um marco fundamental na sociologia do direito, que resultou do trabalho de campo centrado em observação participante numa favela do Rio de Janeiro.
Atualmente, Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático jubilado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick.
Boaventura é um sociólogo de grande craveira e muito do que se diz sobre ele é motivado pela inveja dos pequenos intelectuais, incapazes de o criticar.
Ele está reformado com o vencimento de Catedrático de acordo com os descontos que fez. A pensão não é de 5000 ou 6000. Nem a pensão bruta chega a essa quantia, quanto mais depois do IRS. Mas os medíocres são atrevidos e exagerados, isso sabemos. Podemos concordar ou discordar de Boaventura mas temos de reconhecer a sua craveira. Podemos e devemos criticá-lo se formos capazes. O resto é lixo.
Um ridículo e bacoco émulo do Conselheiro Acacio – e isso nos dias em que faz bom tempo.
Quem topou, e bem , este chulo aldrabisgas foi o saudoso Professor António Manuel Baptista.
So quem tem familiaridade com credos é que não estranha esta linguagem anacrónica.
Meu bom Amigo
Para o caso de lhe escapar deixo aqui um comentário que acabo de fazer num outro post do Rui Rocha.
Um grande abraço e até um destes dias.
Agradeço a atenção, a educação e o elevado espírito cívico patente neste seu comentário que só por si é um poema: “Porfírio Silva” admite ser “Conde de Tomar”.
RMG são as minhas iniciais e eu nem com com os nicks dos outros gozo quanto mais com identificações fácilmente reconhecíveis por quem passou pela nossa vida (e o seu nick prestava-se).
Já não preciso de ír a tempo de nada porque já fui a tempo de tudo.
No entanto ainda vou a tempo de muita coisa dado que nunca tomei um comprimido na vida e tenho check-ups “imaculados” quase aos 70 anos.
Quanto ao avô não é grave.
Tendo em conta a idade dos netos conto ser bisavô entre os 80 e os 85.
Há gente que chega aos 80 sem sequer ter conseguido ser pai…
Passagens administrativas na 2ª metade dos anos 60 não havia no IST e a Ordem dos Engenheiros difícilmente me teria aceite na altura e/ou mantido como membro como mantém.
A Gulbenkian pouco me adianta dadas a biblioteca e a colecção de música gravada que possuo e é do conhecimento de muita gente por aqui, só citei uma ida a um evento gratuito que foi lá como podia ter sido no café da esquina.
No entanto fez-me V.Exa. um grande favor.
Voltei a comentar aqui depois de um largo interregno, por insistência de alguns autores que fazem o favor de gostar de me ver por cá, bem como de alguns conhecidos que aqui vêm espreitar.
Sou apenas mais um, disposto a dar e a levar de forma honesta.
Mas ser digno na luta, mesmo nesta luta a brincar, não é consigo.
Pois os meus amigos (em particular o Pedro Correia, que me conhece pessoalmente e bem) me perdoem mas tenho mais que fazer e mais com que me chatear do que os trolls que tomaram recentemente conta das caixas de comentários do DO com o intuito evidente de dar cabo de um dos poucos blogs não alinhados com o pensamento único vigente e onde conviviam pessoas de todos os quadrantes.
Eu por exemplo cresci, vivi e depois trabalhei metade da minha profissional em “feudos” do PCP onde tenho bons amigos e sempre votei PS (mesmo antes do 25/4 já o fiz no “PS” da altura).
Dedico-lhe então o meu “Bem haja”
Voltou a não perceber. Lamento. Ou voltei a não me fazer entender. Lamento, de novo. Apenas me arrepiei de, por lá, ter prestado homenagem a tão canina sabujice.
Conde de Tomar (Costa Cobral, amante da Rainha), Porfírio Tinto (uma anedota: prefiro branco e eu Porfírio tinto)…olhe adoro uma boa gargalhada. Talvez para semana escolha outro, Simplicius Simplicissimus, que tal?
Cumprimentos,
NO excelente MALOMIL, acedi a poema de BSS.
Pareceu-me mais báquico, que dionisíaco.
Publicou-o: está publicado.
Que coragem!
Por Boaventura de Sousa Santos
Na morte de Fidel
“É urgente um verso vermelho
que suspenda a animação deste desastre
pensado para durar depois do inverno
É urgente um verso vermelho
com todas as cores do arco iris
e o vento natural do universo
É urgente um verso vermelho
que ponha de novo em movimento os comboios da imaginação
azeite puro em manivelas de razão quente
o peso da história de novo levíssimo
a rodar sobre perguntas livres e ruínas vivas
a paisagem mudar primeiro lentamente
enquanto vão entrando vozes ainda submersas
e corpos mal refeitos da desfiguração da guerra e do comércio
das crateras e promoções
É urgente um verso vermelho
que desate os nós da memória e do medo
e resgate os rios da rebeldia
a palavra cristalina inabalável
inconfundível com as mordaças sonoras
à venda nos supermercados da ordem
É urgente um verso vermelho
para anunciar barco polifónico da dignidade
pronto a navegar
os rios libertos das barragens calcinadas
dos sistemas de irrigação industrial da alma
É urgente um verso vermelho
uma luz manual portátil que vá connosco
sem esperar a que virá no fundo do túnel se vier
porque a cegueira da viagem é sempre mais perigosa
que a da chegada
talvez só entrega
talvez só paragem
É urgente um verso vermelho
que trace um território inacessível
aos vendedores de mobílias espirituais
e turismo de acomodação
É urgente um verso vermelho
vinho de bom ano para acompanhar
sonhos sãos e saborosos
preparados em brasas de raiva e a brisa da alegria
É urgente um verso vermelho
sem solenidades nem códigos especiais
para devolver as cores ao mundo
e as deixar combinar com a criatividade própria dos vendavais”
…………………………….
Senhores, isto é de ir às lágrimas. Estou aqui – que nem posso.
Puxa muito pela hermenêutica, doem-me os “rinzes”.
Quer um lenço, ou limpou à blusa?