OS QUATRO EVANGELHOS
Filme: Jesus Cristo Superstar (1973)
Realizador: Norman Jewison
Os últimos dias da vida de Cristo transpostos para o musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice resultaram também num sucesso cinematográfico. Com Ted Neeley no papel de Jesus em versão pop. E canções que toda uma geração cantou: “This Jesus Must Die”, “I Don’t Know How to Love Him’ e ”Superstar’.

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É evidente que os livros estão muito acima do filme que é contudo um belíssimo filme, ou musical. O filme tem o mérito de colocar em evidência os anseios, os receios e as hesitações de Cristo e seguidores, que são afinal a de todos nós. Excelente música e interpretações.
Este filme é supostamente a narrativa das últimas horas de Cristo, sob o ponto de vista de Judas Iscariotes.
Perdi a conta às vezes que vi este filme no cinema, em K7 e em DVD.
E antes do filme chegar cá, costumávamos cantar as canções do LP que um amigo do meu grupo tinha trazido de Londres quando foi ver o musical.
Ainda hoje as sei de cor.
🙂 Antonieta
As músicas – várias das quais sei de cor – ouvi-as também, vezes sem conta, numa cassete dupla da banda sonora do filme. Estava na moda a ‘opera rock’, género que parece ter desaparecido sem deixar rasto.
O que eu ouvia era com o primeiro elenco da ópera rock de Londres. Já não recordo bem, mas penso que a Maria Madalena e o Judas eram os mesmos do filme e o Jesus Cristo era outro. Claro que depressa me habituei às novas vozes, até porque também comprei o duplo álbum.
Agora já não consigo decorar canções…
🙂 Antonieta
Tenho pena que a ópera rock tenha ” passado de moda”.
Lembro- me de ver o Godspell no Villaret em 75 e ficar encantada.
Os musicais, por muito bem conseguidos que sejam, não são óperas rock.
Já vi o Cats 3 vezes. Depois de ter lido o livro há uma data de anos, vê-lo tão fantásticamente transposto para o palco, é sempre mágico
Vou coleccionando os que encontro… E tenho encontrado bastantes, felizmente. 🙂
Na década de 70 estava no auge. Ficaram testemunhos no cinema, felizmente: lembro-me do ‘Tommy’ e de ‘Quadrophenia’, por exemplo.
Soava tudo tão a novo então…
Julgo que o género será reavivado, mais ano menos ano: o vento das modas tão depressa leva como traz.
Comprei o duplo vinil em Londres em 74. Foi o presente de aniversário que me ofereci. Decorei tudo. T-U-D-O. Com aquele entusiasmo que só uma excelente banda sonora e a adolescência conseguem produzir.
Ainda hoje é um dos filmes da minha vida, um dos álbuns da minha vida e o livro das nossas vidas.
Só tenho que tomar atenção às minhas humming versions, porque por vezes dou por mim a entoá-las mais alto do que devia, bem no meio do supermercado, tendo a família desertado para o mais longe possível.
Nada mais saudável do que isso, Dulce. É sinal de vitalidade e optimismo.
O filme, creio, é muito geracional. Interrogo-me como o verão hoje os espectadores que têm a idade que nós tínhamos quando o vimos pela primeira vez.
Não é um filme que passe frequentemente na televisão , mesmo na Páscoa, quando os filmes de carácter religioso são mais do que muitos e repetidos ano após ano. Tenho-o em DVD. Comprei assim que o vi. A descendência viu e gostou. Vai vendo sempre que dá na TV. As músicas são de ouvir e ouvir de novo e as letras primam pela excelência da actualidade com que contam uma história milenar que afinal é a nossa.
Creio que não há canção neste filme da qual não reconheçamos os acordes de imediato, independentemente da mistura a que tenha sido sujeita.
O realizador produziu algo completamente “chocante” para a altura, mas que por isso mesmo se tornou intemporal.
Olá, Dulce.
Para além do dvd do Norman Jewison acima referido, tenho um outro com a versão para palco, realizada por Gale Edwards em 2000.
O LP é que já não tenho, desfiz-me dos vinis há muitos anos…
Bom fds!
🙂 Antonieta
Viva Antonieta.
Em CD, só tenho mesmo o do filme do Norman Jewison.
Antes do duplo álbum do filme, ofereceram-me um LP supostamente o primeiro gravado da produção, em que Jesus Cristo era interpretado por um dos meus ídolos do rock, o Ian Gillan dos Deep Purple. Desse já sabia muito de cor, mas o filme foi tão alternativo para 1974 que me deslumbrou totalmente.
Beijinhos e BFS 🙂 🙂
Um dos filmes da minha vida. Ponto. Quanto ao livro… nem se fala.
É isso, JAB. O livro é importante – e mesmo decisivo – até para quem nunca o leu.