Sondagem às Virgens Marias de Empréstimo


blogprimario94472,

Quem estiver disposta a suportar uma gravidez e um parto de uma criança considerada alheia e que lhe será retirada ao nascer, ponha o dedo no ar.

0 comentários em “Sondagem às Virgens Marias de Empréstimo”

      1. Necessita do serviço? Se não porque pergunta?

        Infelizmente, apesar da Constituição da República, este é um caso em que há descriminação por sexos.

        Quem está disposto a que o piquem para lhe tirarem sangue e ficar com hematomas, ponha o dedo no ar.

        Quem está disposto a deixar-se picar na espinha numa operação dolorosa ponha o dedo no ar.

        Quem está disposto a ter dores de pós-operatório após lhe extraírem um rim ou parte do fígado ponha o dedo o ar.

        Se formos por esta perspetiva tudo isto era impossível.

  1. O 1º comentário tem toda a razão de ser.
    Numa sociedade em que tudo se compra, tudo se vende e tudo se aluga, por que não?!
    É a lei de mercado a funcionar.
    Os sentimentos, a dignidade, a maternidade são coisas sem cotação de mercado.
    Valem zero.
    Portanto…
    João de Brito

  2. Se é para uma sondagem …
    Mesmo não sendo virgem a minha resposta é não .
    Dito isto ,cada uma é dona da sua barriga .
    Ao ritmo que a miséria se instala não ficaria surpreendida
    se em breve nas páginas dos anúncios de venda de automóveis
    também se misture a venda de rins , fígados , dedos das mãos
    e dos pés . Será a evolução da espécie ?

  3. Habituada ao facebook, já ia pôr aqui um "like". Porque acho que esta lei (com a qual concordo totalmente, na parte que diz respeito ao acesso indiscriminado a todas as mulheres à PMA, sem precisarem da "tutela" de um homem para serem mães) não devia ter incluído o as barrigas de aluguer com esta ligeireza. É um tema delicado, controverso e complexo que precisa, acho eu, de um longo debate e informação antes de uma aprovação precipitada. E, já agora, fiquei boquiaberta quando vi Passos Coelho votar a favor. Aí está uma coisa que jamais imaginaria, mas a política portuguesa está sempre a surpreender-me.

    Outra coisa, pela qual devia ter começado: bem-vinda ao Delito, Inês!

    1. “e não uma aprovação precipitada”, era o que queria dizer.

      (uma vez mais, no facebook posso corrigir os meus comentários quando me engano. Para quando essa simples ferramenta nos blogues?)

      1. Obrigada pelas boas-vindas, Ana. A mim não me surpreende a aprovação de Passos às barrigas de empréstimo, que prolongam a ideia do dever de sacrifício da mulher face às necessidades da humanidade. Trata-se de uma ideia, de facto, profundamente reaccionária…

        1. Hmmmm, alguém devia avisar o Bloco de Esquerda…

          (Para que conste, não tenho posição definida sobre o assunto. A ideia desagrada-me, desconheço a lei aprovada, acho que – como vem sendo hábito – houve pouquíssimo debate, mas também não creio que a proibição seja a resposta certa.)

  4. Não estou de dedo no ar.
    Nunca o suportaria. Gerar um filho (e dar à luz) é um acto de amor incomensurável e sublime, pertencer-me-á em sua plenitude – a do amor -.

  5. O comentário de “De jo a 14.05.2016 às 11:51”, catalogando displicentemente o tema em questão como um “serviço”, com todas as implicações que daí se retiram, diz tudo … Como dizem os brasileiros – aceitem que dói menos.

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