Quem estiver disposta a suportar uma gravidez e um parto de uma criança considerada alheia e que lhe será retirada ao nascer, ponha o dedo no ar.
Sondagem às Virgens Marias de Empréstimo
blogprimario94472,
Quem estiver disposta a suportar uma gravidez e um parto de uma criança considerada alheia e que lhe será retirada ao nascer, ponha o dedo no ar.
Se há procura é porque há oferta, e vice-versa.
Está de dedo no ar? Oferece-se? É essa a pergunta. Trata-se de uma sondagem.
Necessita do serviço? Se não porque pergunta?
Infelizmente, apesar da Constituição da República, este é um caso em que há descriminação por sexos.
Quem está disposto a que o piquem para lhe tirarem sangue e ficar com hematomas, ponha o dedo no ar.
Quem está disposto a deixar-se picar na espinha numa operação dolorosa ponha o dedo no ar.
Quem está disposto a ter dores de pós-operatório após lhe extraírem um rim ou parte do fígado ponha o dedo o ar.
Se formos por esta perspetiva tudo isto era impossível.
O 1º comentário tem toda a razão de ser.
Numa sociedade em que tudo se compra, tudo se vende e tudo se aluga, por que não?!
É a lei de mercado a funcionar.
Os sentimentos, a dignidade, a maternidade são coisas sem cotação de mercado.
Valem zero.
Portanto…
João de Brito
Se é para uma sondagem …
Mesmo não sendo virgem a minha resposta é não .
Dito isto ,cada uma é dona da sua barriga .
Ao ritmo que a miséria se instala não ficaria surpreendida
se em breve nas páginas dos anúncios de venda de automóveis
também se misture a venda de rins , fígados , dedos das mãos
e dos pés . Será a evolução da espécie ?
Habituada ao facebook, já ia pôr aqui um "like". Porque acho que esta lei (com a qual concordo totalmente, na parte que diz respeito ao acesso indiscriminado a todas as mulheres à PMA, sem precisarem da "tutela" de um homem para serem mães) não devia ter incluído o as barrigas de aluguer com esta ligeireza. É um tema delicado, controverso e complexo que precisa, acho eu, de um longo debate e informação antes de uma aprovação precipitada. E, já agora, fiquei boquiaberta quando vi Passos Coelho votar a favor. Aí está uma coisa que jamais imaginaria, mas a política portuguesa está sempre a surpreender-me.
Outra coisa, pela qual devia ter começado: bem-vinda ao Delito, Inês!
“e não uma aprovação precipitada”, era o que queria dizer.
(uma vez mais, no facebook posso corrigir os meus comentários quando me engano. Para quando essa simples ferramenta nos blogues?)
Obrigada pelas boas-vindas, Ana. A mim não me surpreende a aprovação de Passos às barrigas de empréstimo, que prolongam a ideia do dever de sacrifício da mulher face às necessidades da humanidade. Trata-se de uma ideia, de facto, profundamente reaccionária…
Hmmmm, alguém devia avisar o Bloco de Esquerda…
(Para que conste, não tenho posição definida sobre o assunto. A ideia desagrada-me, desconheço a lei aprovada, acho que – como vem sendo hábito – houve pouquíssimo debate, mas também não creio que a proibição seja a resposta certa.)
Ora aí está a coisa vista por um prisma que não me ocorreu, Inês. 🙂
Não estou de dedo no ar.
Nunca o suportaria. Gerar um filho (e dar à luz) é um acto de amor incomensurável e sublime, pertencer-me-á em sua plenitude – a do amor -.
O comentário de “De jo a 14.05.2016 às 11:51”, catalogando displicentemente o tema em questão como um “serviço”, com todas as implicações que daí se retiram, diz tudo … Como dizem os brasileiros – aceitem que dói menos.