LOVE STORY
Autor: Erich Segal (1970)
Realizador: Arthur Hiller (1970)
Como é que uma novela tão esquálida esteve 41 semanas na lista dos livros mais vendidos do New York Times? O mistério dissipa-se se a associarmos ao êxito do filme, que estreou pouco depois. Inesquecível melodrama de uma geração.

![1013279[1].jpg 1013279[1].jpg](http://1.fotos.web.sapo.io/i/B8109ae7d/19159257_uqnU6.jpeg)
![369ac-lovestory05[1].jpg 369ac-lovestory05[1].jpg](http://9.fotos.web.sapo.io/i/B30133420/19159251_8zwRJ.jpeg)
Ainda hoje não percebi bem porquê mas, nos finais da década de 1970 / inícios da de 80 (época em que comecei a prestar atenção a cinema), Ali MacGraw fascinava-me. Não seria certamente por causa deste filme. Talvez por “The Getaway” ou “Convoy”.
Quanto ao livro, li-o também no início da década de 1980, numa versão resumida da Reader’s Digest. Confesso-o envergonhado mas, na verdade, não julgo que os cortes o tenham feito muito pior…
Típica literatura de aeroporto, José António. Mas confesso uma irreprimível nostalgia pelo filme, pela canção do Francis Lai e sobretudo pela Ali McGraw, que foi uma das mulheres da minha vida no cinema. Gostei dela sobretudo nesses dois filmes que mencionas: ‘The Getaway’ e ‘Convoy’.
Não voltarei a vê-los, já decidi. Para que o encantamento jamais se quebre.
De certeza? Posso enviar-tos. 🙂
O “The Getaway” (que tenho em DVD) continua um excelente filme (bastante melhor do que a versão Baldwin/Basinger). Já o “The Convoy” (que arranjei há pouco tempo em Blu-ray) está longe de ser uma obra-prima mas encaixa-se facilmente nos prazeres culposos (que geram sempre mais prazer do que culpa).
Prefiro conservá-los na memória. Contrariando aliás uma frase de que gosto muito, do escritor espanhol Azorín: “Vivir es ver volver.”
Este filme é cá uma choradeira que Meu Deus.
E a música? Cantei-a tantas vezes em caraoques até ficar rouco.
“With her first hello / She gave new meaning / To this empty world of mine / There’ ll never be /Another love, another time / She came into my life / And made the living fine / She fills my heart / She fills my heart…”
Este filme ainda agora, depois de tanto tempo me faz rebentar os diques …
Porque é terno, porque é puro, porque me faz sentir vulnerável demais.
O livro iniciou-me num processo de decadência literária, no qual lia todo e qualquer romance de cordel, desde que retratasse uma grande paixão, de preferência muito sofrida e de preferência com uma forte componente carnal.
A música é doce, na voz da Shirley Bassey ou do Andy Williams ( para mim os melhores) e ainda a sei de cor e salteada 🙂 🙂 🙂
Então já somos dois, Dulce.
Curiosas palavras do autor:
“Actually, I have always felt this to be a book about a young couple, but even more about a father and son. When I wrote it America was in the midst of a total generation war (Vietnam, Woodstock, Haight Ashbury etc.). The relationship between Jenny and Phil contrasted sharply with that of Oliver and his father, and I think that the universal appeal may have lain in the reconciliation of the generations at the end of the book.”
Não é raro a obra escapar à intenção inicial do autor. Terá sido o caso.