Um, dois, esquerda, direita


Pedro Correia,

«Vejo o PS a unir-se, se for necessário, à esquerda para pôr um ponto final àquilo que tem sido um impedimento para o crescimento português. (…) É expressão dos portugueses querer que o Parlamento tenha maioria de esquerda. O País deve ser governado pela expressão à esquerda.»

Gabriela Canavilhas, SIC N, na noite de 4 de Outubro

 

«Os portugueses elegeram uma maioria relativa para governar o País. Escolheram um governo. Sendo uma maioria relativa, tem os mínimos necessários para governar. (…) Não será com certeza o PS a inviabilizar a estabilidade. O grande teste vai ser a aprovação do Orçamento: será a grande oportunidade para o PS influenciar positivamente o Orçamento.»

Gabriela Canavilhas, RTP 2, na noite de 5 de Outubro

0 comentários em “Um, dois, esquerda, direita”

  1. Apetecia-me dizer um palavrão mas não digo. Esta cana(bi)lha sem eira nem beira merece ser corrida á paulada.

  2. Depois da Catarina ter recebido em audiência o Costa, O PS vai ficar pior que o chapéu de um pobre, roto e amachucado.

  3. Das duas uma, ou, é o Costa que está em estado de choque, ou é o PS que já chocou e se escafedeu.

    Talvez as duas coisas.

  4. Já estivemos lá perto….

    Portugal está em vias de desaparecer do “mapa”…

    Ouvir D.Catarina falar sem rir nem pestanejar em democracia e depois dizer que a partir de hoje o Coligação acabou…

    É de dar vómitos…

    O BE quer entalar o PCP…
    Esperem pela próxima noticia:

    “PCP viabiliza governo da Coligação!

    Garotada… se o PAF foi “responsável” pela emigração de 500 mil… o Governo Costa /Catarina, será responsável pela desertificação do país…

  5. O adágio diz que há mais marés que marinheiros pois na minha modesta opinião esta parece-me a ultima maré dos marinheiros que governam Portugal há 40 anos.

    Acrescento que isto já se parece muito com a 1ª republica.

    Termino com uma citação :

    “É necessária a política no governo das nações mas fazer política não é governar”

  6. Estadistas precisam-se!

    Uma vergonha sem tamanho por parte destes políticos de meia tigela que sem escrúpulos se acotovelam para chegar ao poder. Há muito fedor no ar.

  7. Pedro, para além de ser um leitor atento do Blog ” Sporting és a nossa fé”, também estou atento a outros blogs que incidam em assuntos fora do âmbito do futebol. Em relação ao assunto abordado neste post, a minha opinião é a de que estamos perante uma oportunidade histórica de afastar a direita do poder. Corroborando as declarações da Helena Roseta, considero também que finalmente o PS tem um Secretário Geral capaz de criar pontes com os partidos à sua esquerda. o PS neste momento é a charneira para se encontrar uma alternativa constitucional com base na nova configuração do parlamento à coligação de direita. Basta para isso que o PS não esteja disponível para através da abstenção viabilizar o programa de governo da coligação PSD/CDS, partindo do princípio que o PR irá convidar Passos Coelho para formar governo. Com efeito, se o PS conseguir chegar a um consenso com PCP, PEV e BE, tendo em vista a construção de uma maioria de esquerda positiva que sirva de base a um governo de esquerda com estabilidade e governabilidade asseguradas, estarão criadas as condições para que o PS possa votar favoravelmente as previsíveis moções de rejeição ao programa de governo da coligação de direita que irão surgir no parlamento pela mão do PCP e BE. Em face deste cenário, Cavaco Silva só teria um caminho, o de respeitar o disposto na CRP, e convidar o líder do segundo partido mais votado para a formação de governo.
    Óbviamente, se António Costa não conseguisse chegar a um consenso suficientemente sólido com os partidos à sua esquerda, o que faria que existisse no parlamento apenas uma maioria de esquerda negativa, não seria uma atitude responsável por parte do PS votar favoravelmente quaisquer moções de rejeição a um eventual programa de governo apresentado pela coligação de direita, porque isso faria cair o país numa situação de instabilidade e ingovernabilidade nada desejáveis em face da crise económica e social que o país ainda atravessa. Como pessoa de esquerda que sou, pautando a minha existência pelos valores e por tudo aquilo que são bandeiras da esquerda, tenho contudo esperança que seja possível um largo consenso à esquerda, relativamente a questões básicas, sem por em causa alguns compromissos inadiáveis face à UE, que possa dar um novo rumo ao país, independemente da configuração que venha a apresentar um eventual futuro governo de esquerda. Está na hora de apear do poder esta direita que de forma impiedosa tem desgraçado a vida da maioria dos portugueses.
    Um abraço

    1. Mas desde qando a Esquerda tem valores? A única causa da Esquerda é o poder pelo poder.
      Por isso é que um Governo de Esquerda precisa de muito mais violência organizada.
      O PCP quer o Escudo para desvalorizar e inflacionar fingindo que não é outra forma de “austeridade” neste caso lixando quem não faltou.
      O PS não quer porque ainda está preso ao passado europeísta – quando a sociedade lisboeta era toda Europa – hoje esquizofrénico quer o Euro e quer o Escudo.
      E não há valores nenhuns nisto a não ser o poder. Neste caso da especulação financeira para salvar o populismo.

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