António Capucho, em carta aos militantes do PSD-Cascais hoje divulgada pelo semanário Sol. Nobre foi membro da Comissão de Honra da candidatura de Capucho à câmara de Cascais, funções que este autarca abandonou em Janeiro invocando motivos de saúde. Faltam 44 dias para as legislativas.
Um partido sem emenda (1)
Pedro Correia,

Coerente como sempre.
Trinta anos depois, os mesmos de sempre. Recusam dar lugar a outros. Este é um dos muitos motivos que levam as pessoas a distanciar-se cada vez mais da política. Isto corrói a democracia muito mais do que alguns pensam.
Afinal as coisas encaminham-se para que não haja mudança, pois se alguém muda é acusado porque fez diferente, se fizer igual pode ser criticado, contudo tolera-se porque já se sabe que é sempre assim…
Neste caso, Capucho envergonha o PSD e prova que Passos fez bem em o preterir, só que o líder do PSD está a beber o veneno de propor mudanças. Muito criticam mas poucos aceitam mudar…
Mudar seja o que for ou seja quem for na política portuguesa tem sempre custos elevadíssimos. As regras do jogo incentivam a perpetuação dos mesmos protagonistas. E os comentadores políticos, que fazem parte do sistema, são – de modo geral – os primeiros a criticar quem chega de novo.
O atoleiro dividido e mesquinho cauciona a depredação socialista. Lamento a vaidade em bicos de pés de Capucho.
Também eu lamento, caro Joaquim.
Uma carta que transpira inveja por todos os poros.
Li-a, reli-a e cheguei a essa mesma conclusão. Com alguma tristeza, devo reconhecer, pois tenho António Capucho em excelente conta.
Já começam os incómodos do baronato, o que é um bom sinal na medida em que parece surgir a vontade de mexer no “establishment” de mais de três décadas.
Apesar de tudo, também me parece um bom sinal. Mas não tenhamos grande ilusões: o PSD continua a ser um partido sem emenda.
Talvez quando os barões e baronetes se passarem para a nova “União Nacional” (como fizeram os do CDS), o PSD tenha finalmente emenda.