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O filho do secretário de Estado da Protecção Civil é sócio de uma empresa que celebrou vários contratos com entidades públicas, um dos quais por ajuste directo, num valor global superior a dois milhões de euros – situação expressamente proibida pela lei que regula as incompatibilidades dos titulares de cargos políticos.
O Governo adquiriu por mais de 300 mil euros e fez distribuir pelo País, via Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), milhares de estojos anti-incêndios – com material inflamável – produzidos por uma empresa de que é proprietário o marido de uma autarca socialista e que foi recomendada à ANPC pelo líder do PS no concelho de Arouca, também adjunto do gabinete daquele secretário de Estado, que até Setembro de 2017 presidia ao mesmo município.
Confrontado com estas notícias, o governante resiste a apresentar o pedido de demissão. Seguindo os péssimos exemplos da anterior ministra da Administração Interna e do anterior ministro da Defesa, que se agarraram até ao último momento ao umbral do portão governativo no rescaldo da tragédia de Pedrógão e da farsa de Tancos. Um e outro só acabaram por sair devido à pressão directa do Presidente da República.
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Vivemos dias de lassidão ética e moral, com reflexos nas mais recentes notícias referentes à contínua diluição de fronteiras entre o exercício de funções políticas e a manutenção de interesses privados na órbita do Estado. Acompanho tudo isto, como a generalidade dos portugueses, e não posso deixar de fazer comparações. Quando António Guterres era chefe do Governo, por exemplo, dois ministros (Murteira Nabo em 1995 e António Vitorino em 1997) demitiram-se mal surgiram notícias alusivas à alegada falta de pagamento de um imposto entretanto abolido, a sisa, e um terceiro (Jorge Coelho) cessou funções em 2001, na própria noite em que ocorreu a tragédia de Entre-os-Rios, de que resultou a morte de 59 pessoas – número inferior às 116 vítimas mortais registadas nos incêndios de Junho e Outubro de 2017.
Outros tempos, outros modos. Outra noção dos princípios éticos e da responsabilidade pública.
ADENDA: Estado contratou o pai, a mãe e o irmão da ministra da Cultura.

Bom dia!

Polegar levantado para si também.
dois ministros (Murteira Nabo em 1995 e António Vitorino em 1997) demitiram-se mal surgiram notícias alusivas à alegada falta de pagamento de um imposto
Mais tarde veio-se a verificar que a notícia relativa a António Vitorino era falsa, pelo que a sua demissão foi em vão.
Parece-me muito errado que um ministro se deva demitir só porque surgiu uma notícia.
Vitorino deu, com duas décadas de avanço, uma lição prática sobre ética da responsabilidade dos titulares de cargos públicos à ex-ministra Constança e ao ex-ministro Azeredo. E, claro, ao ainda secretário de Estado da Protecção Civil.
“Vitorino deu, com duas décadas de avanço,”!
Uns dão, outros levam. Será talvez o teu caso.
“Vitorino deu, com duas décadas de avanço,…”
Toda a gente sabe que Vitorino se demitiu porque tinha um mundo de negócios à espera. Arranjou um pretexto artificial porque teve vergonha de dizer “saio de Ministro porque estou farto disto e tenho oportunidades de ganhar massa que não posso perder”.
Pela sua lógica, portanto, exemplar é abraçar o “mundo de negócios” enquanto se está no governo.
Não admira que este secretário de Estado ainda em funções seja para si, à luz desta lógica, alguém digno de elogio.
Exatamente. Vitorino não tinha nada que se demitir de ministro porque nada tinha feito de mal – tinha pagado todos os impostos que devia. As acusações que lhe eram feitas eram falsas, como em breve se veio a demonstrar. Vitorino sabia perfeitamente que não precisava de se demitir, nem nenhuma ética o obrigava a fazê-lo, mas como não precisava para nada de aturar aquela chatice de estarem a falar mal dele, aproveitou o ensejo para sair e ir ganhar mais dinheiro alhures. Fez ele muitíssimo bem. Se Portugal quer ter bons políticos, como Vitorino o é, deve evitar atirar-lhes lama para cima.
Pelo visto, a nova geração de políticos faltou a essas aulas. Passos Coelho incluído.
Se ainda persistissem algumas dúvidas de que a ANPC não passa de um instrumento político do poder socialista —que no limite até pode ser utilizado estrategicamente para prejudicar algumas regiões e alguns autarcas— ficariam agora desfeitas: por que carga de água é que uma Autoridade (um nome deveras pedante para um bando de delinquentes) não tem mecanismos próprios de adjudicação de serviços e precisa que seja um secretário de estado das tenebrosas maçonarias da província a tratar das comprinhas promocionais do Governo? Publicidade e propaganda com dinheiro público, claro está, que ilustra bem o tipo de concepção de estado e a hubris primordial daquela matilha.
Uma pergunta de retórica, obviamente — toda a gente os conhece bem. O pior é que dada a expansão tentacular do estado e da administração pública que sufoca a sociedade civil —e que as esquerdas ajudaram a colonizar alegremente em vez de lutar por princípios verdadeiros de liberdade— os que alinham com eles são cada vez mais. Deve ser a única maneira de arranjar casa.
Aquilo a que esta república reduziu as pessoas é verdadeiramente vergonhoso.
https://youtu.be/Y9Na8PLZ9kI
https://youtu.be/-PU6LgK6AmA
Pelo meu relógio é hora de matar:
https://youtu.be/48fhrta2ll8
Nunca fui fã dos MM mas fiz uma jam sessions com o baterista dos Censurados na altura. Gajo impec.
ó Vorph, tu andas cá com uma video library — tás aqui tás cómó Breivik
https://www.youtube.com/watch?v=SN1feAG d8sk&t=8s
Nem imaginas:)) Confundir, V, para conquistar.
O Youtube anda impossível, bloqueando canais de meio mundo, nomeadamente do Varg Vikernes e da Maria Cachet, dedicados ao Heathenism.
Dedicada a ti:
https://www.youtube.com/watch?v=dO0j_85 WdTY
Breivik era, segundo o próprio, um Templário, embora gostasse da manifestar a saudação nazi/romana (um contrassenso, já que os nazis eram anticristãos).
Sabias que a Ordem Dos Templários ( https://www.knightstemplarorder.org/ ) quis comprar o Mosteiro de Leça do Balio?
Vorph, eu recordo-me bem desse programa com o Henrique Neto. Na semana seguinte já não houve Plano Inclinado: fora “suspenso para repensar o formato”. Henrique Neto cometeu, pelos vistos, o erro capital de dizer em voz alta o nome daquela-cujo-nome-não-pode-ser-pronuncia do.
O Grande Arquitecto. O “Olho de Sauron”:)
“Ultrapassado o limite do ultraje
Toda a violência
É legítima autodefesa.”
Amén, e o Endovélico é o nosso guia.
Lembram-se, nos anos 70, da publicidade feita a um detergente de lavar roupa, em que apareciam uns bonequinhos, tipo girinos, a comer as nódoas? Eram os glutões. Não havia nódoa que lhes escapasse e o anúncio terminava com o seguinte: “E você, acredita nos glutões?”
Decorrido quase meio século, temos estes políticos corruptos que nos fodem a vida, que nos comem tudo e em quem continuamos a votar.
E nós, vamos continuar a acreditar nestes glutões?
Resposta: Claro, grunhos como somos…
Quando se dá Jorge Coelho como um exemplo de ética é porque de facto a bitola desceu muito.
A bitola, no teu caso, desceu tanto que opinas sem assinar.
Faz-te assim tanta diferença que eu seja o Paulo, a Graça ou o periquito?
Sou um anónimo a fazer um comentário (bastante soft) a um texto que publicaste num blogue de acesso publico… Uhhhh é preciso muita falta de ética!!!!!
Agora subiste um bocadinho.
Estás ao nível do periquito.
Já tu és um verdadeiro leão!
O Jorge Coelho é um caso diferente dos dois citados, pois demite-se por “incompetência”, e não por questões éticas.
Nesse caso, enfim, lavou a imagem, e mudou-se para o Privado (salvo seja), e para o comentário político. Ética ou saltar do navio, cada um interpreta como quiser.
Convém mencionar o Chefe Costa que:
Não demite os ministros ou secretários de Estado
Não retira a confiança política
E ainda tenta lançar mais confusão, pedindo pareceres.
PS: e a esquerda do povo, aquela que por qualquer rumor exige audições parlamentares, demissões, eleições. Calminhos, não?
PS(d): ia jurar ter ouvido ontem que a Lei não podia ser considerada literalmente. Tinha de ser interpretada. Quê????
Ouvi o mesmo e nem queria acreditar. o-santos-silva-seria-um-absurdo-uma-inte rpretacao-literal-da-lei/
Mas aconteceu, como se comprova:
https://observador.pt/2019/07/31/august
Vinte e quatro anos depois, descobrem que «a lei é tudo menos clara»!
Repito: um quarto de século depois.
Nada que perturbe, aparentemente, a mansa ruminação do rebanho eleitoral.
Enfim, brandos costumes, como dizia ” o outro”…
JSP
Quando não há alternativa, impera quem governa.
Como se vê.
A ética fica sempre bem, até para quem gosta de acenar com ela. Para quem acha que a falta da dita apenas afecta governos de esquerda, nem o melhor especialista de visão lhe poderá curar.
A ética (ou a falta dela) atravessa todo o panorama politico e jornaleiro cá do burgo, se bem que (alguma) comunicação social tem um especial apetite por destacar quando afecta apenas a ala esquerda do chiqueiro, como se a ala direita estivesse limpa.
Desde há 30 anos que tem vindo sempre a cair e a culpa é apenas e só de quem vota nesta corja de políticos que gravita como moscas no hemiciclo, umas vezes mais ao centro, outras vezes mais afastados, consoante estão no poder ou não.
Não sabia que havia uma “ética de esquerda” e uma “ética de direita”.
Quem começa a levantar marcos topográficos à ética começa a despedir-se dela.
Pedro, o PS, como bem sabe, é no essencial um Cenáculo das Más Andanças.
Do excelente Luís Rosa:
O PS prepara-se para tentar cumprir o seu duplo sonho desde 1975: domesticar o Ministério Público, tal como gosta de domesticar os contra-freios da democracia, e promover a mexicanização do regime.
Porque se o PS quisesse, de facto, combater a corrupção não permitira que a Polícia Judiciária (que depende do Ministério da Justiça) fosse obrigada a escrever estes textos nos autos de uma investigação económico-financeira: “(…) inexistem, por ora, quaisquer condições para dar início à presente investigação, em face das graves carências de recursos humanos nesta Secção Central e das elevadas pendências de inquéritos registadas” — como já pude constatar em diversos inquéritos criminais que consultei.
https://observador.pt/opiniao/e-obvio-q ue-o-ps-nao-quer-lutar-contra-a-corrupca o/
ESTA MERECE MAIÚSCULAS.
Funcionário do PS terá desviado 369 mil euros do Parlamento Europeu entre 2014 e 2016. Na mesma altura, direção do PS pedia ajuda financeira de “emergência” a eurodeputados do PS.
https://observador.pt/especiais/auditor ia-do-ps-reforca-desvio-de-fundos-no-par lamento-europeu-afinal-foram-mais-de-369-m il-euros/
A um bom socialista, ou um de outra bandeira, a tribunos do povo, que venham por aí falar por e pelo povo deveria ser-lhe reservada uma acertada bastonada.
Parece que, desde então, o PS já respira desafogado.
https://zap.aeiou.pt/ps-quase-tripl icou-lucros-psd-prejuizo-204901
A um bom socialista, ou a um, de outra bandeira, a todo o tribuno do povo, que venha, por aí, falar por e pelo povo, após “gargântulicos” manjares, deveria ser-lhe servida, sobre a mesa, uma delicodoce bastonada.
Excelente jornalista, o Luís Rosa. Nisso estamos de acordo.
Não é ética, é partidarite, em tudo igual á clubite e demais patologias igualmente cegas.
Não há ética vermelha, azul, laranja ou amarela.
Há ética só. Ou não há, o que infelizmente se vai tornando cada vez mais comum.
“(Jorge Coelho) cessou funções em 2001, na própria noite em que ocorreu…”
A fuga de Jorge Coelho foi isto: “ocorreu algo desagradável com o qual nada tenho a ver, vou-me pôr-me de fora e quem se segue que se amanhe que eu não estou para chatices”.
Foi uma fuga às responsabilidades e nem deu tempo para que os anti-políticos pedissem a demissão dele. Ainda por cima foi muito elogiado. E se calhar abriu caminho para, anos mais tarde, entrar para a Mota Engil. Isto já não sei, mas que foi uma fuga desavergonhada às responsabilidades, foi.
Pela mesma lógica, portanto, exemplares foram as condutas da ex-ministra Constança, que viu as férias perturbadas pela tragédia dos incêndios, e do ex-ministro Azeredo, confrontado com a farsa de Tancos agora sob investigação atenta do Ministério Público.
Continuaram ambos em funções ultrapassando tudo quanto a ética política e o mais elementar bom senso recomendariam, presumo que com o seu aplauso entusiástico.
“presumo que com o seu aplauso entusiástico.” Talvez. Não simpatizo muito com quem foge às responsabilidades. Para mim a fuga de J. Coelho foi uma vergonha. Os populistas não vêem assim, ficam muito contentes quando um governante cai para dar lugar a outro, os políticos são uma peste.
Coelho assumiu e exerceu a ética da responsabilidade. Com o aplauso unânime, à esquerda e à direita.
Atirar-lhe pedras 18 anos depois é de uma coragem inaudita. Sobretudo da parte de quem aplaude Constanças e Azeredos.
Eu acho que eles deviam ser julgados, em vez de se ilibarem a si próprios com demissões. Como o outro do PS que foi condenado por trafulhice quando era deputado municipal e acabou desterrado não sei onde como governador civil. Ou vice-versa, já nem sei bem.
Aliás, os ordenados avultados, as subvenções vitalícias, etc, etc, todas essas regalias correspondem à idea de que estão a servir exemplarmente a sociedade. Mas quando têm culpa por ignorância ou desleixo, como foi, o caso, limitam-se a demitir-se e fica tudo bem? E as regalias de que já usufruíram e as reformas privilegiadas de que vão usufruir mais tarde?
Se acabarem com os privilégios e os ordenados adequados “às responsabilidades” e com aquela ideia de que servir o Estado é uma tarefa superior, a demissão serve — mas serem simultaneamente indiferentes e inimputáveis não me parece bem.
Inimputável não é ninguém. Aí está o Ministério Público para agir em conformidade sendo caso disso.
Isso da “responsabilidade política” tem muito que se lhe diga.
Em Portugal equivale a “voar abaixo do radar” durante uns tempos.
Reconheço que o portuga faz por isso, ao votar nos mesmos que se “retiraram” e entretanto voltaram como se nada fosse.
Percebo o que quer dizer, mas não podemos criticar em simultâneo aqueles que se demitem ao serem confrontados com questões no plano ético e aqueles que tudo fazem para se eternizar nos cargos, como se fossem personagens de outro filme.
Entretanto o “teste” das golas, ao fogo, que “iliba” os responsáveis é uma curiosa anedota.
Nas condições do teste, a face da gola -esticadinha para melhor dessipar calor- não exposta directamente ao fogo está a receber uma forte corrente de ar fresco provocada pela corrente de ar ascendente, aquecido, do fogo.
Na prática a face não exposta da gola está em contacto com o ofegante, aquecido, rosto do utente.
Por outro lado toda a temperatura ambiente numa zona de fogos intensos está, toda ela, acima dos 40º, temperatura ambiente que certamente não existia no teste.
Muito pouco Q.E.D..
O que fica demonstrado é que os governos têm sempre os seus Generais, os seus Banqueiros, os seus Engenheiros ….
Hoje andaram a vender-nos a “narrativa” das golas que afinal não chegarão a entrar em chamas: só ficam reduzidas a cinzas pelo efeito do fogo.
Canção para embalar meninos. Como se alterasse o que quer que seja numa altura em que a polémica já ultrapassou muito esse ponto de combustão inicial.
Boa tarde,
Aproveitar este caso para zurzir na República e nos malvados dos socialistas parece-me um bocadinho exagerado e acima de tudo simplista para não dizer simplório.
Somos, enquanto povo, no passado, no presente e ao que tudo indica no futuro, um povo “desenrascado”, fura vidas, sempre à espreita de uma oportunidade para “fazer algum”.
Tem coisas boas, tem coisas más, e em todo o lado há santos e pecadores, sempre houve e sempre haverá.
Claro que se pusermos um “videirinho” com a possibilidade de “fazer algum”, ele vai tentar aproveitá-la, seja de esquerda ou direita, republicano ou monárquico.
Ao cotrário do que por vezes parece ao ler comentários, não há povos mais sérios do que outros, nem regimes mais sérios do que outros. O que há, ou não, são mecanismos corretores eficazes, capazes de punir quem prevarica e de o fazer de forma atempada e sem contemplações.
Apure-se tudo o que houver para apurar, puna-se quem prevaricou, mas deixemo-nos de prosas grandiloquentes mas vazias, atribuindo culpas gerais à república, aos socialistas, à maçonaria, sei lá mais a quem.
Como diria o outro, é sempre o homem e a sua circunstância. Tudo o resto quase nunca passa de clichés, ideias pré-concebidas.
Cumprimentos
Ora aí está a velha conversa de que os outros também fazem e a miséria ética e intelectual é um atavismo nosso. Muito bom.
Andamos nisto desde o Dom Fuas.
Bom restaurante, o D. Fuas
Prefiro o Dom Joaquim: elito-a-mesa-9-10456311
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/d
Em relação ao meu texto anterior, permita-me apenas que acrescente o seguinte:
Num dos comentários diz-se que se o ps quisesse acabar com a corrupção, não sei quê… e que um relatório fala em graves carências de pessoal na pj, e muitos processos…
Pá, se a ideia é desabafar, extravasar, tudo bem, não vem daí mal ao mundo, e como diz o povo – “quem as diz fica aliviado”
Mas se for pra sermos intelectualmente sérios convém sublinhar o seguinte:
Há muitos processos pendentes porque há poucas pessoas.
Há poucas pessoas porque toda a gente – toda – desde partidos até opinião pública e publicada, acha que temos estado a mais, que é preciso cortar, emagrecer, reduzir o estado.
Ora, eu sou de letras mas deve haver uma lei científica qualquer que diz que não podemos ter menos pessoas e mais pessoas ao mesmo tempo.
Cumprimentos
Julgo que nestes casos não se põe um problema de corrupção. Não foi, de todo, a minha intenção.
Há, isso sim, uma elasticidade ética e moral de todo inaceitável no exercício de cargos públicos.
Deixem-se de ser incendiários e falem de coisas sérias, como:
Disse Simeone, à cerca de JF: “vamos juntar-lhe outras coisas que o vão ajudar a crescer e a tornar-se um jogador melhor e mais forte”.
Ou seja, o criptomoeda dentucinha feliz vai ficar na incubadora sabe-se lá até quando… Só em fermento e fraldas vão ser mais de 120 milhões. Fraco negócio.
Qual Simeone? Simeone de Oliveira?
O Diego Simeone…e depois diz que percebe de bola:)
Por momentos pensei que não estava a escrever no Delito de Opinião mas no És a Nossa Fé.
E lamentável, não só não se demitirem, como ser cada vez mais frequente que os políticos não saibam, ou consigam fingir que não sabem, as leis que eles próprios criam e aprovam.
Mais lamentável ainda é que a falta de ética, o que está em causa neste post, seja cada vez mais uma palavra esquecida do léxico português, abandonada, ou invocada em vão para explicar o inexplicável.
Por fim, lamento também que familiares de políticos, normalmente, com capacidades empreendedoras (pelo menos dão a entender que sim) só consigam sobreviver com contratos com o Estado.
Das duas uma;
O país não sobrevive sem o Estado (mas toda a gente parece apostada em acabar com ele)
O País não tem gente à altura para sobreviver sem o Estado.
Põe a tónica num ponto exacto (e passo a citá-lo, com a devida vénia):
«Lamento que familiares de políticos, normalmente, com capacidades empreendedoras (pelo menos dão a entender que sim) só consigam sobreviver com contratos com o Estado.»
Além disso, três comentários sucintos da minha parte:
– Extraordinário, terem demorado 24 anos a perceber que a legislação vigente sobre incompatibilidades de titulares de cargos públicos não servia;
– Espantoso, terem alterado o quadro legislativo só no limite da legislatura – fase em que são aprovados centenas de diplomas na AR, alguns dos quais com o objectivo deliberado de passarem despercebidos no meio da confusão e do período de férias.
– Inaceitáveis, as declarações do MNE ao dizer que «seria um absurdo uma aplicação literal da lei». Haverá outra forma de aplicar uma lei sem ser em obediência à sua versão literal?
É tão grave não aplicar literalmente uma lei, como fazê-la com determinado propósito e depois de aprovada,perceber que a interpretação literal da mesma, afinal, não serviu esse mesmo propósito.
Daí que se aprovem muitas leis cuja aplicação prática não resulta.
Boa noite Pedro Correia
Pressão directa do Presidente da República?
Desta vez nem pensar, aposto.
E anda por aí uma crescente ausência de vergonha na cara.
António Cabral
Essa vergonha emigrou para parte incerta, caro António Cabral.
Com bilhete só de ida.
confesso… esperava um texto (post) maior, tipo rol.
Mas o meu maior interesse, é a referencia á pressao do presidente da republica, pressao que nao é pormenorizada, nem vem ao caso, mas isso sim gostaria de acompanhar.
Fácilmente o autor PC remete os leitores aquela coisa de sol na eira e chuva no nabal. O PC diz que houve uma evoluçao ( embora nao use esta expressao, e ate querera dizer regressao ) entre os tempos que data e hoje, estes tempos. Portanto no fundo os tempos hoje sao outros, pois, portanto a pratica de hoje nao é, nao será, igual as praticas anteriores.
O PC ate da o caso da sisa, coisa que existia mas deixou de existir.
E eu ate diria algo assim : antigamente eramos ingenuos. Mas cum diabo, crescemos, constatamos a normalidade, esta normalidade.
Portanto, tirando a disputa politica entre partidos, assim como os derbis no futebol, o PC acredita que a coisa vai deixar de ser assim ? A sério …
Perdi-me a meio do seu atabalhoado raciocínio.
Só percebi que faz muitas referências ao Partido Comunista.
deixemos de lado essa coisa do raciocinio… já que o Pedro nao confessara o seu mobil, o que o move verdadeiramente , volto á pergunta : acredita mesmo que pode ser diferente ?
e é a resposta a esta tao simples pergunta que dira do grau de maturidade do PC.
Enquanto houver esta solução de governo, obrigatoriamente terá que dizer que sim. Quando mudarem as moscas terá que guardar a viola e apagar muitos comentários sob pena de ser traído pelas próprias palavras. Acho que o nome é ética, mas não tenho a certeza.
Um anónimo a apregoar ética faz lembrar aquele trafulha especializado em vender pentes a carecas.
A falta de coragem cívica deste gentinha que bolça “opiniões” na Net sem assinar por baixo define muito o que são estes dias em que vivemos.
Tempo de cobardes e de cobardia generalizada.
A ética custa dinheiro, aliás é cara, tão cara que teremos de pedir novo empréstimo brevemente a uma qualquer troika.
O PS é uma seita.
WW
«Quem tem ética passa a fome», dizia a outra.
Pedro Correia, se falamos de “ÉTICA”, porque é que o que foi investigado e comentado, agora em 2019, não o foi em 2018 no enorme incêndio em Monchique em que apareceram estas golas pela 1ª vez? É porque estamos em ano de eleições e há quem ainda ache que o PSD+CDS poderão vir a ser governo? Investiguem também, se fazem favor, os milhões de milhões de euros que são pagos pelos contribuintes a grandes escritórios de advogados, onde há PS+PSD’s+CDS’s, vale?
É o costume. Fala-se em alhos e logo aparece alguém a falhar em bugalhos.
Bom sinal.
Quer dizer que o texto incomodou.