
Já não falo da ética da responsabilidade, a que alguns – de forma mais restritiva – preferem chamar ética republicana. Cada um faz a interpretação deste princípio de acordo com a sua formação e a sua consciência.
Até dentro da mesma maioria política há discrepâncias nesta matéria. Em 2001, por exemplo, Jorge Coelho renunciou dignamente à pasta ministerial que ocupava quando ocorreu a tragédia de Entre-os-Rios alegando que a culpa não podia morrer solteira. O País, mergulhado em estado de choque, compreendeu bem o que este gesto e estas palavras significavam.
Constança Urbano de Sousa, titular da Administração Interna, tem um entendimento muito diferente da ética da responsabilidade: a culpa, para esta ministra, é sempre de terceiros.
Foi assim na tragédia de Pedrógão, está a ser assim neste novo drama em que Portugal mergulhou desde ontem pela mesmíssima causa, agora alastrada a dois terços do País, como se nada tivéssemos aprendido com o que aconteceu há quatro meses e as 65 vítimas mortais desse fatídico 17 de Junho tivessem morrido em vão.
A ministra tem, pois, o direito de se manter agarrada ao umbral da porta do seu gabinete no Terreiro do Paço, por mais evidente que seja a sua falta de competência para o exercício do cargo que ainda ocupa. Não tem é o direito de insultar os portugueses – e, desde logo, os familiares das vítimas dos fogos – ao queixar-se publicamente, enquanto Portugal arde, de não ter gozado férias neste Verão. Por revelar uma insensibilidade chocante e um mau gosto inadmissível em qualquer titular de um cargo político.
Se o primeiro-ministro for incapaz de lhe transmitir isto, espero ao menos que o Presidente da República não perca a oportunidade de dizer com franqueza ao chefe do Governo que esta ministra está a mais no elenco governativo e deve portanto ir enfim de férias. Muito prolongadas.

Já escrevi isto antes: A única demissão que vamos ver será a do presidente do Instituto de Meteorologia caso não chova conforme estava previsto. O resto, temo que ficará na mesma. Aliás, depois da tragédia de Pedrógão, o partido do governo saiu reforçado nas eleições! Por isso, o que vai mudar? Nem a postura do Presidente da República face às declarações dos incêndios deste fim-de-semana. Tudo passa. E aguarda-se um novo relatório para dezembro.
Mais depressa o ministro da Agricultura anunciasse ter feito a maior reforma de sempre da floresta desde o reinado de D. Dinis, mais depressa arderia o pinhal de Leiria, mandado plantar pelo monarca e uma das maiores manchas de pinheiro bravo da Europa. Esta mata florestal não estaria seguramente “desorganizada”, pois é propriedade do Estado.
PR
pm das graçolas
urbana
lembram-me ‘os 3 da vida airada’
como dizia o bruxo em Namora
‘estão presos pelo osso da rabadilha’
Comparar o Presidente da República à ministra Urbano é confundir o género humano com o Manuel Germano.
Por muitíssimo menos, há muitíssimos portugueses que nunca tiveram férias.
E, de uma maneira geral, não se queixam.
Esta gente da política, quando o País arde, lamenta não ter férias.
E, quando responsabilizados por corrupção ou abuso de poder, mais que surpreendidos, ficam escandalizados, porque se consideram impunes.
Há que os pôr no seu lugar.
E já ontem era tarde.
João de Brito
Enquanto o País arde, enquanto dezenas de portugueses voltam a morrer numa tragédia que está a ser notícia em todo o mundo, a ministra está preocupada com as férias tardias que terá este ano.
Esta frase define-a.
Mesmo
“!renunciou dignamente”!!! Pôs-se mas é a cavar e quem viesse a seguir que se amanhasse.
Se a atitude de Jorge Coelho não foi digna, então a ministra Urbano é um monumento à ética e à responsabilidade política.
Porque ela procedeu exactamente ao contrário de Jorge Coelho. Ao criticar um, elogia a outra.
Panaceia universal: em caso de dificuldades demite-se um Ministro. Ou dois. Em casos menos graves, um Secretário de Estado.
Aprendi esta receita em Vilar de Perdizes.
J. L.
Que eu saiba, os relatórios oficiais que falam em caos, descoordenação, falta de socorro, desorganização, falhas graves de avaliação e incumprimento de obrigações essenciais na cadeia de comando sob a tutela da ministra Urbana, em 17 de Junho, não foram produzidos em Vilar de Perdizes.
Pedro, a Dra. Constança Urbano vai demitir-se, ou ser demitida. Vê -se na cara que está psicologicamente no limite. Já deve andar a benzodiazepinas.
Querem apostar?
Não aposto. Ela que vá de férias.
De vez em quando aparece alguém a elogiar branqueando o Coelhone. Morreram afogados 70 pessoas e o Coelhone pôs-se a milhas em vez de tratar do caso.Com exemplos destes não vamos lá.
Criticar Jorge Coelho equivale a elogiar Constança de Sousa, a ministra que procedeu ao contrário dele.
Sinceramente, não sei… Pisgou-se do MAI mas continuou o tacho numa empresa de … obras públicas — para as quais foi incompetente na causa pública, e aproveitando o seu poder e contactos no partido para criar um império esquisito por onde também deslizava Ricardo Salgado e outros répteis conhecidos.
Jorge Coelho era ministro do Equipamento Social. A demissão dele significou um pedido de desculpas público do Governo ao País. Algo sem paralelo neste Governo.
Ok. Um pedido de desculpas complementado pelo abandono do PM de todas as responsabilidades que lhe foram confiadas pelo plebiscito, pouco tempo depois. Eu duvido muito da sensibilidade e das virtudes desta gente — não duvido de que agora é possível encontrar alguma honradez na proeza, mas na altura não fiquei totalmente convencido da honestidade emocional (digamos) dessa demissão.
Repare como em década e meia recuámos a grande velocidade em matéria de responsabilidade política e sentido de Estado.
Esta ministra da Administração Interna, aliás acompanhada pelo colega que ainda detém a pasta da Defesa, é prova viva e gritante disso mesmo.
Ai disso não tenho dúvidas. Tenho a certeza de que nem Guterres ou Coelho se sentiriam confortáveis com coligações pós-eleitorais e a quebra de todas as convenções de cavalheiros na Assembleia só para saltar para o poleiro. Mesmo que duvide deles por uma questão de método, também não tenho dúvidas de que são de um calibre mais fiável do que o que veio depois.
Como ontem disse o Miguel Sousa Tavares na Jornal da Noite da SIC, “desde Pedrógão, cada hora ou cada dia que a ministra se mantém em funções demonstra a sua falta de brio e de sentido de Estado”.
Tudo isto é tão ultrajante, que apontar o óbvio é absurdo. utubro/RelatorioCTI12Out2017.pdf)!
Temos a cúpula da Protecção Civil alterada pouco antes da época de incêndios, para pessoas que aparentemente pouco sabem de combate a incêndios.
Temos carros de apoio à rede Siresp avariados e não se trata da reparação antes do início da fase Charlie.
Temos teatros (que oportuno) de operações, em zonas que se sabe que não têm rede/são sombra.
Temos a prevenção sobre a tutela de um ministério e o combate noutro.
Temos um responsável da protecção civil que deu ordens para colocar apenas o que este aprovasse na fita do tempo em Junho, a comandar as acções em Outubro.
Temos alertas colocados atempadamente no IPMA, mas aparentemente os decisores só usam o weather.com ou semelhante.
Alguém que faça chegar uma versão do relatório até às 19:50h, à residência oficial do PM, com as highlights (http://www.parlamento.pt/Documents/2017/O
Já agora, a Mata Nacional de Leiria não é propriedade do estado?
http://observador.pt/2017/08/04/falta-de-l impeza-manutencao-e-tratamento-ameaca-pi nhal-de-leiria/
Pelo que me dizem o problema da Protecção Civil é mais de cópulas e não de cúpulas.
Sim, a mata nacional de Leiria é propriedade do Estado.
Ou ex-mata, para ser mais rigoroso.
Prescindo de bater nesta senhora.
O Dr. Costa sabe porque escolheu muitos dos seus ministros.
Para serem saco de pancada e funcionarem como seu escudo avançado. Revelador da submissão a que se sujeitam são as declarações indecorosas que vão proferindo, bem alinhadas com as do próprio chefe para não lhe desagradar.
Da mesma trágica dimensão é adivinhar o que o próprio Costa diria perante este desastre se estivesse na oposição.
-O governo deve ser demitido de imediato para um novo executivo tomar medidas de modo a que situações desta gravidade não se voltem a repetir- ou algo muito parecido com isto.
Simplesmente revoltante.
Hoje o José Gomes Ferreira classificou a actitude da Sra. Ministra de infantil.
Concordo plenamente, se tivermos em conta que a infantilidade é sinónimo de irresponsabilidade, sem-vergonhice e descaramento.
Obviamente, estamos fartos
Questiono-me se será assim tão difícil o primeiro-ministro encontrar alguém mais competente para a pasta da Administração Interna. Sou capaz de apostar que não.
Pois esse é o busílis da questão – deve haver gente mais competente mas que não quer fazer fretes ao Primeiro Ministro, tipo fretes socráticos…
Sobram as abeculas das Constanças e dos Azeredos que jamais teriam lugar numa empresa privada, a não ser nas do regime e como forma de pagamento doutros fretes, não menos socráticos…
ptc
Talvez seja alguma reminiscência do Sati? Hmmmm…..
Muito bem Dulce. Para tamanha responsabilidade que ponham um homem. Um de barba rija e mal encarado.
Basta encontrar alguém com bom senso. E um pouco mais competente.
Não é difícil.
Para se trabalhar com Costa, tem de se ser ou incompetente ou desonesto.
Se for competente, até pode ser um cão, um sapo ou um anónimo.
Sim, cão ainda concordo agora cadela é que não dava
Pois não.mDizem o números que esta Gerinconça já preencheu a quota de cadelas. De Anónimos é que ainda não.
Para que conste:
O nosso primeiro Ministro, estava e continuou por dias de ferias aquando do fogo e mortes de Pedrogão…
Nessa altura Costa estava cá. Foi de férias no início de Julho, durante a crise de Tancos.
É impressionante a capacidade que certas pessoas têm para manipular ou distorcer por manifesto ódio e fanatismo politico, ou falsos moralismos, as palavras proferidas por alguém.
Dito isto, considero que a ministra da Administração interna não disse nada de incorreto, sendo muito clara nas suas palavras quando afirmou que demitir-se para ir gozar as férias que não gozou, não resolveria problema nenhum. A referida Senhora não se lamentou de não ter tido férias, apenas referiu essa circunstância num tom perfeitamente irónico.
Alguém que se demite nestas circunstâncias, na minha opinião não é sinal de dignidade e responsabilidade, mas sim de cobardia. Quem foge do barco quando ele se está a afundar, são os ratos, ou os seres humanos equiparados à dita espécie.
Infelizmente, a cegueira politica e o fanatismo partidário, fazem com que certas pessoas adotem comportamentos que dão a sensação que estão mais preocupadas em conseguir um baixo e reles aproveitamento politico, do que propriamente com a tragédia em si mesma com todas as suas consequências, quer em vidas humanas, quer em prejuízos económicos e degradação ambiental.
O oportunismo, no mau sentido da palavra ( seja ele de natureza politica ou outra), é tão feio!!!
Com o país de luto, pessoas a morrer e tanta gente ainda sem saber o que aconteceu a familiares muito próximos, a ministra permitiu-se usar palavras “em tom perfeitamente irónico”, diz você. Assegurando que a senhora em causa “nada disse de incorrecto” e criticando não a ministra mas os que se atrevem a criticá-la, como se vivêssemos no tempo do “respeitinho”, da outra senhora.
Há quem sinta saudades desse tempo. Como o Pacheco Pereira, que ontem iniciou uma longa intervenção na SIC Notícias a disparar contra os órgãos de informação que dão demasiada importância a estas matérias…
Esta ministra tutela serviços que falharam clamorosamente, provocando o colapso das instituições da protecção civil em Junho e Outubro. Compete ao Estado, como dever primeiro e absoluto, garantir a segurança e a vida das populações. O Estado – de que ela é representante e devia ser servidora – falhou por completo.
Quantas mais vidas humanas serão precisas para ela sair de cena?
P. S. – Fica-lhe muito mal chamar “rato ou ser humano equiparado à dita espécie” ao dr. Jorge Coelho. Só a cegueira política ou o fanatismo partidário podem justificar tais palavras, de todo inaceitáveis.
De facto, é insensibilidade e mau gosto tentar responsabilizar alguém por algo tão impossível de prever como temperaturas acima de 30º a meio de Outubro.
O respeitinho é muito bonito. Não se pode criticar Suas Excelências, as ministras e os ministros da geringonça.
Bom dia Pedro Correia.
Não é uma coisa a resvalar para a teoria da conspiração mas, se a MAI não é demitida, porque será? A questão da dificuldade na substituição é que se calhar ela está bem por dentro de tudo o que se passou desde há anos, contratos, decisões, pelo que é capaz de ser delicado.
E depois, encontrar alguém que dê tempo a que toda a papelada seja desaparecida como um célebre ex-ministro. Entretanto já devem estar a bom recato as fotocópias. É capaz de haver aqui alguma sustentação. António Cabral
Esta ministra já foi exonerada.
Só ela ainda não percebeu.
Depois da tragédia de Pedrógão dei-lhe o benefício da dúvida, após o relatório só mesmo alguém sem qualquer sentido de Estado e sem vergonha hesitaria em demitir-se, depois do que se passou este Domingo não se demitir é uma afronta a todos os portugueses, é um insulto à nossa inteligência.
A ironia das suas palavras demonstra bem o seu desplante e a sua vontade voraz de se agarrar ao poder, é inadmissível o tom, as suas palavras foram levianas.
Não tem quaisquer condições para continuar no cargo, não tem dignidade, autoridade, honra, credibilidade, não lhe resta mais nada se não demitir-se o quanto antes, pois quanto mais o demora a fazer mais se diminui.
Duas tragédias com 120 dias de intervalo. Pelo menos 103 vítimas.
Não pode ser coincidência.
É mesmo muito desleixo, muita incúria, muita impreparação, muita incompetência, muita falta de responsabilidade, muita falta de sentido de Estado, muita falta de noção do que é serviço público.
Tudo inaceitável.
E mesmo assim ninguém faz nada, não é altura de fazermos alguma coisa?
Hoje não paro de pensar nisso.
Sábado e domingo haverá muitas pessoas a protestar nas ruas de várias cidades. Ainda bem.
Não me referi a Jorge Coelho nem à sua conduta em relação a algo que aconteceu há muito tempo e em circunstâncias específicas. Não coloque na minha boca algo que eu não disse. Aliás, considero que a comparação que se tenta fazer com o comportamento assumido por outra personalidade da mesma área politica, é apenas uma tentativa de ” mandar” areia para os olhos dos incautos, tentando disfarçar um evidente aproveitamento politico da situação trágica que ocorreu.
Reafirmo a minha opinião ao que disse a Ministra da Administração Interna. A Senhora obviamente irritada com a insistência na sua demissão, respondeu simplesmente com alguma ironia que seria bem mais fácil demitir-se e seguir para férias, mas que isso não ia resolver problema nenhum. Eu no lugar dela, possivelmente teria sido politicamente menos correto, e diria algumas verdades que alguns não iriam gostar de ouvir com toda a certeza.
No que diz respeito às declarações de Pacheco Pereira proferidas ontem na SIC Notícias, apesar de não concordar normalmente com muitas das suas análises e afirmações, contudo tenho que concordar em certa medida com algumas coisas que disse em relação à postura da Comunicação Social em face deste tipo de tragédias.
Infelizmente, os grandes meios de comunicação social parece que estão muito mais interessados em captar audiências, do que com as tragédias em si mesmas. Aproveitam o filão até esgotar, alimentando e explorando um certo voyarismo e curiosidade mórbida que fazem parte da natureza humana em geral, demonstrando frequentemente uma evidente insensibilidade pelo sofrimento das pessoas envolvidas neste tipo de tragédias, expondo e explorando de uma forma inaceitável os sentimentos e emoções das referidas pessoas.
Informar de forma rigorosa e digna, racional e objetiva é uma coisa. ” Informar”, tendo como principal objetivo captar o máximo de audiências, visando em última instância a obtenção do máximo de lucros para encher os bolsos dos donos dos principais meios de comunicação, que sabemos bem quem são, é no mínimo, desonesto e imoral!
Não se referiu a Jorge Coelho?
Então o que dizer deste seu parágrafo?
«Alguém que se demite nestas circunstâncias, na minha opinião não é sinal de dignidade e responsabilidade, mas sim de cobardia. Quem foge do barco quando ele se está a afundar, são os ratos, ou os seres humanos equiparados à dita espécie.»
Jorge Coelho demitiu-se de imediato, mal se soube a notícia da tragédia de Entre-os-Rios. Saiu de forma digna: o seu pedido de demissão equivaleu a um pedido público de desculpa do Estado, através do Governo, face àquela terrível perda de vidas humanas.
Precisamente ao contrário do que fez a ministra Urbano.
Daqui a vinte anos ainda se falará disto em Portugal. Comparando a atitude digna de um à leviana conduta da senhora que, coitada, nem foi de férias este Verão.
Ao elogiá-la, enquanto critica os “ratos”, você só pode estar a vergastar Jorge Coelho.
Não posso estar mais em desacordo. Além de ser tardia, é uma crítica totalmente injustificada e imerecida.
P. S. – Já cá faltava a crítica aos meios de informação, à boleia do Pacheco Pereira, o homem que aparece em tudo quanto é jornal, rádio e televisão a dizer mal de jornais, rádios e televisões.
A culpa agora não é das autoridades, não é do poder político, não é da inamissível incúria do Governo e dos organismos oficiais que ele tutela, assistindo impávidos a duas tragédias nacionais num intervalo de quatro meses. A culpa não é do Estado, por acção, omissão e imprevisão. A culpa não é da inenarrável Autoridade de (des)Protecção Civil, recheada de comissários políticos impreparados e incompetentes.
A culpa, vejam bem, é dos jornalistas. Por cumprirem a missão de noticiar algo que foi notícia em todo o mundo. Até na China.
Nunca disse que são os órgãos de informação os culpados por esta tragédia ou outras, apenas os critico pela forma como tratam estes assuntos e a forma como os exploram até a exaustão, visando objetivos ou interesses que pouco ou nada têm a ver com as tragédias e as consequentes vítimas em si mesmas.
A culpa de tudo isto acontecer está relacionada com o facto de não se ter feito em 40 anos o que deveria ter sido feito, quer no que diz respeito ao ordenamento do território, quer no que diz respeito aos meios para fazer face a este tipo de tragédias, no sentido de evitá-las ou pelo menos reduzir as suas dimensões. Com certeza que não seria agora em 4 meses contados a partir dos trágicos acontecimentos de Pedrógão, que as coisas iriam mudar radicalmente. Infelizmente o Estado não possui nenhuma varinha mágica que lhe permita efetuar tal proeza! Não se pode igualmente esquecer os cortes que o anterior governo da direita efetuou nos meios de combate a este tipo de acontecimentos. Também se deve a esse infeliz governo chefiado por Passos Coelho o fim dos guardas florestais.
A minha opinião sobre os órgãos de informação é partilhada por muitas pessoas que conheço, que se revelam cansadas e indignadas pela forma pouco séria e honesta como os ditos abordam estas temáticas e outras.
É inacreditável a cegueira que se apodera de certas pessoas, dominadas pelo sectarismo partidário e pelo fanatismo político.
Acusar Passos Coelho de duas tragédias ocorridas em Portugal durante o Governo de António Costa é um exemplo disso mesmo.
Felizmente a esmagadora maioria dos portugueses não come gelados com a testa e, portanto, não se deixa iludir por este discurso sectário, que atribui todas as culpas aos adversários políticos, mentindo se for preciso, para diabolizá-los, enquanto se ilibam compinchas e camaradas de todas as suspeitas de incompetência e negligência.
Também ao contrário do que diz, não foi Passos Coelho quem pôs fim aos guardas florestais. Esta carreira profissional foi extinta em 2006 durante o governo desse impoluto estadista chamado José Sócrates – mais concretamente pelo ministro da Administração Interna desse governo, um tal António Costa.
P. S. – Dizer que “a culpa de tudo isto acontecer está relacionada com o facto de não se ter feito em 40 anos o que deveria ter sido feito, quer no que diz respeito ao ordenamento do território” é admitir que antes disso as coisas corriam bem.
É, no fundo, fazer um rasgado elogio ao salazarismo. A “culpa” é toda dos governos democráticos, que se seguiram à ditadura.
Já vi que você é exímio em tirar falsas conclusões e deturpar as palavras de quem se opõe às suas opiniões. Quando disse que infelizmente não se fez durante 40 anos aquilo que deveria ser feito em termos de ordenamento do território, é obvio que não estava a querer dizer que no tempo do salazarismo as coisas estavam bem em relação a essa questão. Que conclusão mais absurda e pouco inteligente da sua parte!!! Quis dizer sim, que o Estado democrático implantado no país pós revolução de 25 de Abril, tinha como obrigação fazer aquilo que obviamente o antigo regime pela sua própria natureza intrínseca jamais faria.
Mas infelizmente, não foi isso que aconteceu, por responsabilidade total dos sucessivos governos, liderados pelo PSD, pelo PS, PSD/CDS, ou mesmo PS/CDS. Todos eles são responsáveis pela situação atual, por diversas razões, e uma delas e não menos grave, por escolherem para cargos importantes nas diversas instituições criadas para protegerem o território de eventuais tragédias, indivíduos ligados às respetivas clientelas politicas, em vez de escolherem pessoas pela sua competência e experiência nessa área.
Por isso, culpar agora apenas este governo, por tudo o que de trágico está a acontecer no país, além de injusto, revela uma de duas coisas: ou desconhecimento dos factos, ou evidente má fé e fanatismo/oportunismo politico do mais baixo e reles que se possa imaginar.
Continua o sectarismo. Você elenca todos os governos, excepto o actual – precisamente aquele sob cuja tutela ocorreram as catástrofes de Junho e Outubro de 2017. O governo PS/BE/PCP – a actual maioria política, a que alguns chamam geringonça.
Não adianta enfiar a cabeça no chão, como a avestruz. As pessoas não são parvas e esta revolta que hoje percorre o País inteiro contra um Estado e um Governo incapazes de assegurarem a protecção de vidas humanas e da integridade física e dos bens materiais dos cidadãos demonstra bem isso.
Esta maioria política, que há dois anos assegura a gestão política do Estado, não pode em circunstância alguma fugir a todas as responsabilidades perante as tragédias que enlutaram o País – responsabilidades que lhe são atribuídas com total clareza nos relatórios oficiais entretanto tornados públicos.
Toda a estrutura da protecção civil, posta em prática pelo actual PM quando era MAI, e todo o sistema de comunicações, que ele autorizou também quando era ministro, entraram em colapso. Todos os responsáveis da protecção civil, nomeados já este ano pelo Governo, estão em xeque nestas tragédias: o seu nível de incompetência foi notório. E chocante.
Não foi por culpa do Passos, nem do Soares, nem do Sá Carneiro, nem do Cavaco, nem do Guterres, nem do Balsemão, nem do Vasco Gonçalves. Foi por responsabilidade essencial deste governo e desta ministra, que acaba de demitir-se já demasiado tarde – aliás demitida em directo pelo Presidente da República, ontem à hora dos telejornais.
Uma saída humilhante já prenunciada aliás neste mesmo texto que escrevi há dois dias: «Espero ao menos que o Presidente da República não perca a oportunidade de dizer com franqueza ao chefe do Governo que esta ministra está a mais no elenco governativo e deve portanto ir enfim de férias. Muito prolongadas.»
O PR agiu, consciente de representar a esmagadora maioria dos portugueses. Fez muito bem.
Mia uma vez parece que você tem dificuldade em ler ou perceber aquilo que alguém escreve e que tenha opiniões diferentes da sua. Parece que tem alguma tendência para ler apenas na diagonal.
Eu não afirmei que este governo não tenha também uma quota parte de responsabilidade na situação que infelizmente o país está a viver. Disse apenas que seria injusto estar a culpar apenas este governo, como se a culpa ou responsabilidade ficasse solteira em relação a todos os anteriores governos dos últimos 40 anos, envolvendo PS, PSD e CDS, que pouco ou nada fizeram em termos de medidas concretas para evitar que se chegasse a esta terrível situação, apesar dos alertas e constantes propostas dos partidos à esquerda de espetro politico, mas que caíram sempre em saco roto, porque como sabemos nunca pertenceram ao chamado e pouco recomendável “arco da governação”.
Mas houve algo sequer remotamente semelhante a estas duas catástrofes, primeiro a de Junho e agora esta de Outubro, sob a vigência de qualquer outro governo – desde o Vasco Gonçalves ao Passos Coelho?
Duas – no espaço de quatro meses!
Com franqueza: as coisas são o que são.
P. S. – Ficámos agora a saber que a ministra tinha pedido insistentemente para sair em Junho. Mentiu, portanto, de então para cá sempre que assegurou na praça pública que iria continuar firme no cargo. Ficámos também a saber que o actual PM preferiu manter em funções tão relevantes uma ministra demissionária e sem as mínimas condições anímicas para o efeito.
Assim se (des)governa em Portugal.
Ainda não tinham acontecido tragédias com esta dimensão, mas convém não esquecer que Portugal tem sido fustigado por ondas de incêndios florestais de forma sistemática de há muitos anos a esta parte, e muitos deles com bastante gravidade incluindo algumas mortes. Obviamente como os sucessivos governos do chamado ” arco da governação” durante anos e anos, pouco ou nada fizeram para reduzir as possibilidades de tais incêndios acontecerem ( pelo contrário, colocaram em prática politicas que ainda contribuíram para aumentar as probabilidades dos mesmos acontecerem), bem como pouco ou nada fizeram para melhorar substancialmente os meios de combate aos mesmos, e como se isso não bastasse ainda se verificaram alterações climatéricas significativas.
Juntando tudo isto, seria fatal como o Destino que mais ano ou menos ano, tragédias com a dimensão das que infelizmente aconteceram este ano, iriam fatalmente acontecer.
E é por isso, que na minha opinião deverá ter-se a honestidade, dignidade, lucidez e discernimento, para saber distribuir as responsabilidades da situação a que chegámos, a todos os que são ou foram verdadeiros responsáveis pela mesma, e por isso considero obviamente, que não será justo e honesto fazer do atual governo o bode expiatório, como se fosse o único responsável por tudo o que aconteceu. Além do mais, esta posição facciosa e oportunista, não contribui para que venham à luz do dia as verdadeiras causas destes tristes acontecimentos e muito menos para encontrar as soluções necessárias para evitar que tais tragédias voltem a acontecer.
Que capacidade tem você de varrer 108 vítimas humanas como se nada tivesse acontecido…
Nem uma palavra de lamento, pelo contrário: tenta diluir estas duas tragédias noutros fogos, noutros anos, argumentando que sempre houve incêndios antes destes.
Como se algo pudesse ser comparado ao que aconteceu em Junho e Outubro de 2017 e que, infelizmente, tornaram Portugal notícia em todo o mundo. Pelos piores motivos.
A sua insensibilidade é chocante. Tratando-se ainda por cima de alguém que se proclama tão solidário com os outros.
Que raio de “solidariedade”…
Essa estratégia de tentar limpar as responsabilidade de quem governa é equivalente ao do miúdo queixinhas da escola primária apanhado a fazer um disparate e que logo aponta o dedo em relação aos outros dizendo que também fizeram asneiras nos dias anteriores…
Os outros governantes todos já foram julgados pelos portugueses – até nas urnas.
Estes, hoje, agora, é que estão em causa e têm de ser avaliados a todo o momento.
Pouca gente tem feito a defesa fanática deste governo, aconteça o que acontecer, como você faz. Até muitos socialistas – lembro Manuel Alegre, Ana Gomes, Francisco Assis, António Galamba – exprimiram já críticas. Mais que justificadas.
PCP e BE, bengalas do PS, quando estavam na oposição gritavam a toda a hora a propósito de tudo e de nada, exigindo ver rolar cabeças de ministros: agora piam fininho, sobretudo os comunistas, só porque já têm acesso a umas migalhas do poder. Esquecendo a defesa da população mais pobre, mais envelhecida, mais indefesa, mais desprotegida que morreu e foi gravamente afectada para sempre nestas tragédias, potenciadas pela impreparação do Governo que descurou por completo a protecção civil, como é hoje é mais que evidente para todos os portugueses que não andam de olhos fechados.
Fica-lhe muito mal fazer a defesa fanática deste governo que falhou em toda a linha na defesa da vida e da integridade física e da segurança de milhares de portugueses. Direi mesmo que é chocante.
Quando me referi às tragédias que infelizmente aconteceram este ano no nosso país, obviamente que lamento profundamente todas as mortes que daí resultaram e o sofrimento causado a todos os seus familiares e entes queridos. Aliás já tive oportunidade de contactar diretamente com pessoas que conheço pessoalmente e que vivem nalgumas das zonas mais fustigadas pelos incêndios, para lhes mostrar a minha solidariedade e lhes transmitir algumas palavras de conforto. Mas faço-o no uso da minha privacidade, sem sentir necessidade de o fazer com bandeiras e estandartes como muitos fazem, e muitas vezes com profunda hipocrisia e cinismo, quando as suas reais intenções e objetivos, pouco têm a ver com o sofrimento que atingiu tantas pessoas.
E o mais curioso, é que a maioria das pessoas com quem contactei e que passaram por toda esta provação, não têm essa postura tão radical de ódio e culpabilização do atual executivo, mostrando uma serenidade e uma lucidez na análise dos factos, que eu próprio não sei se teria, se tivesse passado por aquilo que eles passaram.
Tenha por isso cuidado quando de forma tão ostensiva acusa as pessoas de falta de sensibilidade e de solidariedade neste caso concreto em relação às vítimas dos incêndios. Não me conhece pessoalmente, para se dar ao direito de fazer esse tipo de acusação, desconhecendo por isso a minha sensibilidade, e a forma respeitosa e solidária como costumo tratar o meu semelhante.
Não tenho tendência é para verter lágrimas de crocodilo, e aproveitar a desgraça alheia para objetivos inconfessáveis.
“Hipocrisia e cinismo”?!
Que autoridade tem você para se dignar emitir atestados de ética moral e comportamental aos seus concidadãos?
Julga-se superior aos demais?
É este o seu entendimento do que significa “ser de esquerda”?
O facto de apoiar com unhas e dentes este governo cega-o para as realidades, como é manifesta a infeliz sucessão de comentários que aqui deixou.
É sintomático que só ao fim de 7 (sete!) comentários você tenha sentido a necessidade de expressar mágoa e solidariedade pelas vítimas das tragédias (já são 110 no momento em que escrevo).
O seu primeiro impulso foi vir em socorro da ministra. Com estas palavras:
«Considero que a ministra da Administração interna não disse nada de incorreto, sendo muito clara nas suas palavras quando afirmou que demitir-se para ir gozar as férias que não gozou, não resolveria problema nenhum. A referida Senhora não se lamentou de não ter tido férias, apenas referiu essa circunstância num tom perfeitamente irónico.»
O seu segundo impulso foi… vir novamente em socorro da ministra. Desta forma:
«Reafirmo a minha opinião ao que disse a Ministra da Administração Interna. A Senhora obviamente irritada com a insistência na sua demissão, respondeu simplesmente com alguma ironia que seria bem mais fácil demitir-se e seguir para férias, mas que isso não ia resolver problema nenhum. Eu no lugar dela, possivelmente teria sido politicamente menos correto, e diria algumas verdades que alguns não iriam gostar de ouvir com toda a certeza.»
Afinal, a ministra demitiu-se. Mais: revelou agora que estava demissionária desde Junho!
Você escreveu:
«Alguém que se demite nestas circunstâncias, na minha opinião não é sinal de dignidade e responsabilidade, mas sim de cobardia. Quem foge do barco quando ele se está a afundar, são os ratos, ou os seres humanos equiparados à dita espécie.»
Aplica agora estas palavras à ministra que se demitiu?
Pedro, então sou eu que passo atestados de ética moral e comportamental aos meus concidadãos, quando é você que me acusa sem me conhecer pessoalmente, nem conhecer a minha personalidade, de falta de sensibilidade e solidariedade com as vítimas desta tragédia?
Pois fique sabendo que lamento profundamente e sinto muito pesar e solidariedade pelas vítimas mortais e outras pessoas que passaram por esta terrível provação, e demonstrei-o na prática contactando diretamente com pessoas que foram atingidas por esta tragédia. Qualquer ser humano normal e bem intencionado o faria e sentiria pesar em face de uma situação destas, nem precisa de o dizer necessariamente em redes sociais.
O problema residiu no facto da discussão neste blogue se ter centrado basicamente nas causas e na atribuição e distribuição de culpas e responsabilidades. E foi aí que surgiram as divergências, e não em relação ao pesar e solidariedade, que só um ser humano completamente insensível não sentiria.
Só desejo acrescentar mais algumas considerações. O aproveitamento/oportunismo politico que a direita tem demonstrado desde a tragédia de Pedrógão, foi claramente percebido pela generalidade do povo português que lhe deu a resposta adequada nas eleições autárquicas e nas sondagens subsequentes, nas quais o maior partido da direita continua em queda acentuada. O povo português já não se deixa enganar facilmente, e percebe muito bem quando estão a tentar instrumentaliza-lo, explorando sentimentos e emoções de quem se encontra naturalmente fragilizado por este tipo de tragédias. Como se costuma dizer, saiu-lhes o tiro pela culatra!
Em face do horror porque Portugal passou neste últimos 4 meses, nem sei se o nosso Presidente da Assembleia Geral do Sporting e simultaneamente Presidente da Associação Nacional de Bombeiros, Marta Soares, não terá razão quando afirmou já mais que uma vez, que tem plena convicção de que estamos perante uma onda terrorista visando criar instabilidade no país. Obviamente não quis dizer, apesar de instado a fazê-lo, quem estaria por detrás dessa eventual onda terrorista, ou porque não sabe em concreto, ou mesmo que tenha algumas fortes suspeitas, não tem provas suficientes para responder a essa questão de forma cabal e sem reservas. Marta Soares defende essa tese, fundamentando-se na forma estranha como os fogos surgem, desenrolam e evoluem, simultaneamente em locais diferentes. Que é estranho é, não sendo novidade que uma grande percentagem dos incêndios tem mão criminosa, sem excluir obviamente os que resultam de mera negligência ou mesmo de causas naturais. Resta descobrir quais são essas mãos criminosas, naturalmente com origens e motivações diversas, algumas delas envolvendo interesses inconfessáveis.
Quanto a si, Pedro, desejo-lhe o melhor para a sua vida, mas da minha parte as nossas conversas neste blogue terminam aqui.
Cumprimentos.
Orlando, “oportunismo político” é misturar a tragédia de Pedrógão Grande com o resultado das eleições autárquicas. Não vi mais ninguém referir isso até hoje.
Não me admira, vindo de si. Ou seja, de alguém que defendeu até ao limite do indefensável a ministra da Administração Interna, dizendo inclusive nesta caixa de comentários que não havia motivo algum para ela se demitir quando (sabemos agora) ela já estava demissionária há quatro meses e andou desde então a representar a comédia do “eu fico” porque o primeiro-ministro a pressionou a tal.
Quanto à estafada conversa da “direita” ‘versus’ “esquerda”, se calhar Helena Roseta é uma pessoa de direita por ter escrito isto ontem no ‘Público’:
«Ninguém pode assistir sem dor e sem revolta ao colapso do sistema nacional de protecção civil. Quando as pessoas desamparadas, um pouco por todo o Norte e Centro do País, tentavam apagar as chamas com baldes e enxadas e acabavam a chorar os seus mortos, não se pode dizer-lhes que sejam resilientes. Nem falar em férias sacrificadas. Nem voltar a remeter para relatórios. Não se pode. O Estado falhou e o Governo não foi capaz de perceber a dimensão da tragédia.»
Se calhar Vital Moreira é uma pessoa de direita por ter escrito isto há dias no seu blogue:
«A primeira e prioritária obrigação do Estado constitucional na garantia dos direitos fundamentais é assegurar o direito à vida e à propriedade dos cidadãos contra agressões de terceiros ou de fenómenos naturais. Quando o Estado falha rotundamente essa obrigação em duas situações idênticas próximas no tempo, como a perda de muitas vidas humanas e de um incalculável património às mãos dos fogos florestais, algo correu muito mal e alguém tem de assumir responsabilidades.»
Pedro, apesar de ter dito que as nossas conversas da minha parte tinham terminado, só quero acrescentar que subscrevo na íntegra o que disseram Helena Roseta e Vital Moreira. As suas afirmações coincidem com aquilo que eu penso sobre as funções do Estado democrático e constitucional, que infelizmente no que toca à matéria em análise, não têm sido cumpridas devidamente, nem pelo atual governo, nem pelos sucessivos governos do chamado “arco da governação” durante os últimos 40 anos.
Tudo somado, deu no que deu…a tragédia e a desgraça a bater à porta de tantos portugueses.
Se quiser responder a este comentário pode fazê-lo obviamente, mas da minha parte já não haverá resposta. Temos as nossas posições bem definidas, que advém de formações politico/ideológicas diferentes, e por isso é natural que existam divergências.
Fique bem.
Cumprimentos.
Discussão encerrada da minha parte, Orlando.
Cada um expressou livremente e acaloradamente as suas opiniões, como é próprio de um espaço de liberdade.
Se todos pensássemos da mesma maneira era escusado haver blogues e outros espaços públicos de debate.
Fique bem também.
E não deixo de lhe endereçar Saudações Leoninas.
O cheiro a 1 republica é insuportável !
Precisamos de outro 28 de Maio.
WW