34 comentários em “Portugal a arder (actualização)”

  1. “O país tem de estar consciente que a situação que estamos a viver vai seguramente prolongar-se para os próximos anos”
    O buda costa que dá em costa bruxo, sem se espatifar aos pedaços com uma bacorada tão sinistra como o próprio descaramento.

  2. “Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o holocausto a que chegámos. Ora, está mais do que na altura de acabar com o holocausto a que chegámos! “…
    … Alguém ????

    1. Sim, alguém. O Passos Coelho será difícil mas Santana Lopes ou mesmo Rui Rio, talvez apagassem os fogos. Vale a pena tentar.

  3. .. Os portugueses têm o governo que merecem:

    Um relatório arrasador sobre Pedrogão… agora, mais mortes e desgraças, Tancos…
    O “milagre” perante estas tragédias é a subida do PS /Costa nas várias sondagens !… Porquê? Porque o PCP e o BE venderam a alma ao diabo!
    Imagine-se que diriam se estas tragédias fossem do tempo do PAF!

    Sócrates acusado de “mil patifarias” … estes já são patifes, está na hora de serem corridos.

  4. No sábado passado já escrevi isto: “O mais mal é de quem vai porque quem cá fica se não come depenica”.
    Esta atitude impassível por parte dos responsáveis do governo deixa-me muito triste mas ao mesmo tempo alerta-me para o facto que se tratam de pessoas que não são serias e são irresponsáveis. Por isso está confirmado o que penso dos políticos.
    Vamos ver um Pedrógão 2 durante esta semana. Aliás, as declarações do Presidente da República vão nesse sentido. Tudo vai continuar na mesma e em dezembro vai surjir outro relatório.
    Vamos ver solidariedade e lamentações por parte do Primeiro Ministro, Ministra do MAI e outros, mas aguardam serenamente (os políticos usam muito esta expressão) que tudo passe e que chova. E se as previsões de chuva não se confirmarem o presidente do Instituto de Meteorologia que se prepare para apresentar a demissão.

  5. É preciso uma cara de pau do camandro para a ministra /secretário de estado não se demitirem. E uma falta de respeito, para com os portugueses, o PM não os demitir, em alternativa.

    Desde Pedrógão que o digo. Até podemos crescer 10% para o ano, ou prometerem a cada português uma ucraniana , mas este governo não tem legitimidade politica quando falha reiteradamente nas funções basilares do Estado.

    Já não suporto o ar de impertubabilidade do Buda de Malaca.

    1. Nem que lhe atirasses uma chamuça incandescente o demoverias da sua imperturbabilidade, porque o tipo é um tipo nirvanoso.

      1. É um hipócrita como o Sidharta. Pregava o controlo dos desejos e morreu empanturrado com carne de porco….

        É o que dá permitirmos tipos de sangue degenerado chegarem a Primeiro Ministro.

  6. Depois de 1 de Outubro, o sistema de combate aos incendios passou de 48 para 18 meios aéreos, passou a ter menos 800 viaturas e menos 4000, QUATRO MIL, pessoas. É evidente que foi o governo que, e apesar dos avisos dos Bombeiros e da Meteorologia, mandou desactivar meios tão importantes.
    Então e acham que não têm responsabilidades? onde é que pára o presidente da República, sempre pronto para gabar as “proezas” do governo, e por isso perdeu o espaço para o criticar e exigir medidas, entre as quais a demissão de todo o MAI e as incompetentìssimas cúpulas da Protecção Civil que a ministra nomeou em Janeiro passado.

  7. Sendo as chamas o que faz vibrar e deleitar qualquer pirómano, porque não, em consciência democrática e de sentido de responsabilidade, as televisões passarem a noticiar os incêndios sem qualquer imagem dos mesmos?

  8. Entretanto, no largo dos Restauradores, onde calho trabalhar, ergueram uma pirâmide de sal (com um cartaz que diz “parece pouco mas é uma montanha”) e instalaram um palanque por trás, que, esta manhã, abarrotava com a nossa elite dirigente, a alertar que “o sal mata” (ou, dirão os “bota-abaixistas”, a vender um aumento brutal de impostos indirectos). Aparentemente, de tão preocupada que estava com o sal, a nossa elite dirigente não reparou que o fogo matou mesmo. Ou até reparou, mas prefere rissóis (mesmo insonsos) a ter vergonha na cara. Em qualquer dos casos, acredito que mais vale um montanha de sal, do que a cordilheira de estrume que estava atrás dela.

  9. Sou um leitor assíduo de blogues e dos comentários. Entre os comentadores encontro tantos que têm a solução para o problema dos incêndios; dos incêndios e não só, têm solução para as questões económicas, da justiça etc. O nosso azar é que nenhum desses comentadores tem vocação para político e assim não ocupa posições em que poderia resolver os problemas. Temos de convencer os comentadores a irem para a política. Esta é a solução!! Não há outra.

    1. Existe uma diferença entre o saber como algo deve ser feito e o saber como algo não deve ser feito. Sabendo o último não implica que se saiba o primeiro.
      E a estratégia adoptada pela Autoridade da Protecção Civil é um exemplo de algo profundamente errado.

      1. Então é isso Snr Vlad. Temos muitos cidadãos que sabem como não se deve fazer e poucos ou nenhuns que saibam como deve ser feito. Se for assim a nossa situação é de facto dramática.

        1. Meu caro Anónimo, se for ao médico com uma dor no pé direito e a primeira coisa que o médico decide fazer-lhe é um toque rectal o anónimo estranha, ou entranha? Percebe a subtileza?

          A minha área não é apagar fogos.

    2. Mandar os malandros dos comentadores para um Gulag também não seria má ideia, pois não? ou então arranjar um governo que saiba MESMO resolver os problemas, e não crie problemas em cima dos problemas que já existem, como este governo fez com os incendios. Como está à vista, não aprenderam nada com a tragédia de Pedrógão e agora têm esta entremãos, que provavelmente será maior do que a outra.

      1. Senhor singularis:
        Duas sugestões. 1. Estude o verbo haver. 2. Haverá (o Snr diria haverão) poucos bolguistas com aspirações a serem ladrões mas, pelo que leio, há muitos com dor de cotovelo. E que gostariam de ser alguém.

        1. “E que gostariam de ser alguém.”

          Isto vindo de um (dum-dum) anónimo é de partir o coco a rir…

        2. Caro anónimo, se não reparou, antes de ser português, sou alentejano, mas dá para entender que apesar dos meus erros ortográficos o sr. entendeu a minha mensagem, e pelo nível de ofendido que demonstrou dá-me a entender que o sr. está ligado à politica, melhor dizendo é um político que está a defender o seu tacho, e pelos vistos irá utilizar todos os meios ao seu alcance para “ser alguém”.
          Fique sabendo quer não tenho qualquer dor de cotovelo, e apesar de tudo, muito menos de gente que tem enriquecido à custa do meu trabalho.

          1. “antes de ser português, sou alentejano,” Bem, eu sou dos que acreditam que nem todos os alentejanos são estúpidos. E que há uns que sabem ler e escrever.

          2. É isso mesmo. Sou analfabeto, mas antes analfabeto que ladrão ou parasita, que presumo ser aquilo que o sr. ou é, ou pretende ser, quando defende tão afincadamente a classe política deste país, num momento inqualificável como o que atravessamos, e que grande parte da sua razão de ser se deve precisamente a essa classe.

  10. Em termos gerais, infelizmente em Portugal, planear e organizar são actividades que não são vistas com os devidos olhos. Não são mediáticas e exigem trabalho, estudo, método e tempo. Tempo é uma variável que ninguém quer comprar, é mais fácil sempre o truquezinho. Para além disso, depois é preciso passar à acção. Ora, uma coisa que não caracteriza muitos portugueses é passar da ideia para a sua concretização…
    No caso corrente, não conheço em profundidade o trabalho da Ministra/Secretário de Estado, mas há algo com que na vida aprendi a lidar: resultados. O resultado disto tudo não foi bom, foi desastroso. Independentemente da boa vontade das pessoas – não vou negar isso – os resultados são maus. E não estamos a falar numa qualquer rúbrica do balanço/demonstração de resultados, estamos a referirmo-nos a perdas sim, mas de vidas humanas (para além das materiais). Para além da devida ilação política há uma mais significante, na minha modesta opinião: a obrigação moral que impende sobre quem tem responsabilidades e vê continuadamente as suas políticas resultarem em perdas de vidas e delapidação de património. Independentemente da boa vontade e do trabalho realizado, a constatação destes factos deveria, por si, levar a uma única conclusão: a demissão imediata, dando a oportunidade a outros de apresentar outro tipo de resultados. Isto, repito, sem pôr em causa o trabalho realizado por estes dois governantes. Por vezes, trabalhamos imenso sobre os problemas, mas simplesmente faltou-nos o grão de asa, a inspiração e não conseguimos criar uma boa solução.
    Cptos

  11. Um país sufocado não só pelos incêndios, mas também pelos “boys” do(s) aparelho(s), há anos e com diferentes partidos no poder, que muitas vezes não aproveita os mais competentes, como tem sido apontado ser o caso na Protecção Civil.

    Um primeiro-ministro que fala numa nova floresta como se o PS não tivesse sido governo em 14 dos últimos 20 anos e que anuncia que vêm aí mais incêndios destes.

    Uma Ministra da Administração Interna que diz que a culpa é de todos nós e não percebe que falhou redondamente e que daí deve tirar a devida ilação.

    Perdoem-me o desabafo, mas isto não é um país, isto é um manicómio!!!

    As vitimas mortais e seus familiares, primeiramente, e depois, os lesados materialmente e todos aqueles que assistem com incredulidade, estupefacção, indignação e dor a estes acontecimentos não mereciam um país assim.

    Tem a palavra o senhor Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

    1. Junte-se-lhes, ao primeiro-ministro e à ministra, um secretário de estado que acha oportuno afirmar a necessidade das populações chamarem a si o combate aos incêndios. Populações sem formação para tanto, sem meios para tanto, sem saúde ou idade para tanto. Avance então a terceira idade, por exemplo, para os campos em chamas e cumpra o dever de se substituir ao que paga e paga caro!

      O estado afirma a sua demissão de uma das suas tarefas essenciais. Demite-se e declara-o sob a forma de impaciente reprimenda ao povo. Um diz que isto é coisa para se repetir (“aguentem-se”, em suma). Outra, que bem podia bater com a porta e gozar férias em atraso; aliás, que diabo, uma situação intolerável para uma funcionária pública (“não me chateiem”, que deviam era agradecer-me!). Outro, que nos deixemos de exigir ao estado o cumprimento do básico das suas responsabilidades (“façam-se à vida”, preguiçosos!).

      E depois disto, a fuga ao fisco não será um sagrado dever patriótico, mais até que elementar exercício de legitima defesa?

      Costa

  12. Um país que não só não chora convenientemente os seus mortos – honrando-os com acções que inviabilizem a repetição destes acontecimentos e não os acusando (num todo) de negligência – mas que também não sabe cuidar dos vivos (avisando que vem aí mais). Speechless!

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