1825 dias de derrapagem nas obras do Metro de Lisboa que estoiraram a Avenida Duque D’Ávila. São apenas mais cinco anos – mais coisa menos coisa – do que o previsto. A derrapagem orçamental também deve ter sido grande, já que os comerciantes ficaram praticamente só com… poeira. É um bom retrato de como são feitas muitas obras públicas neste país.
1825 dias depois, não há ciclovia que lhe valha
eventhorizon,

Estás carregado de razão. Tornou-se tão comum que parece que já ninguém liga.
Hoje em dia, estranho é quando a obra não “derrapa”…!
Um retrato esclarecedor sobre certas empresas públicas portuguesas (neste caso o Metro), a cidade de Lisboa e o País. 1825 dias de “derrapagem” seriam motivo de polémica em qualquer outro lugar. Por cá, como de costume, varre-se a controvérsia para debaixo do tapete enquanto a malta fica a palrar sobre as trivialidades do costume.
1825 dias de derrapagem seriam em qualquer lugar civilizado motivo para muito mais do que polémica… sobretudo considerando o que a reportagem descreve. Aquela passagem da árvore em frente ao stand de automóveis é um verdadeiro monumento ao planeamento urbano deste país.