Pergunta de algibeira: por que será que estes «manifestantes» que partem montras e saqueiam lojas em nome de mais justiça social são quase todos do sexo masculino? As mulheres não sentem problemas similares, talvez piores?
Pista: pela mesma razão que também não se vêem muitas mulheres nas claques de futebol que vandalizam áreas de serviço em nome de um clube.

A violência física é uma arte eminentemente masculina.
E note-se que também as vítimas mortais são homens.
Todavia, não se menospreze o papel das mulheres: não terão faltado instigadoras, nem receptadoras.
Os homens agem; as mulheres influenciam.
sampy: não menosprezo o papel das mulheres como eventuais instigadoras e receptadoras. Mas noutros locais (no Irão, por exemplo, onde é muito mais perigoso contestar o sistema) vieram para as ruas. Só que, para as mulheres, a violência não é um objectivo em si mesmo. Para os homens, é. Trata-se de uma parte do que os define. Por muitas demãos de ideologia que algumas pessoas depois lhes tentem acrescentar aos actos.
Já agora, a sua última frase é um bocadinho arriscada nestes tempos de linguagem politicamente correcta… 🙂
As mulheres vêm para as ruas quando não têm quem lute por elas. Ou seja: quando a causa é (sobretudo) delas. No Irão, ou noutros locais, podem estar no meio dos homens a exigir, como eles, democracia. Mas estão também em causa própria: por mais igualdade. E, nesta causa, não adianta esperar que os homens batalhem por elas.
A violência é uma necessidade humana. Comum a homens e mulheres. Manifesta-se é de forma distinta.
Mas concordo: violência cega é coisa de homem. Não há Hulks femininos.
Olha que ontem vi várias nas imagens que a polícia de Londres está a passar nas televisões: brancas, negras, tatuadas e de cabelo colorido. E uma das que mais notei foi uma que de capuz foi entrevistada há dois dias quando acabava de participar no saque de uma loja de electrodomésticos e dizia que estava a “recuperar o dinheiro dos impostos”.
Penso é que são em menor número que os homens e não se distinguem destes quando estão de capuz enfiado na cabeça.
Não vi essas imagens mas há sempre excepções. Seja como for, este parece-me um acontecimento eminentemente masculino. Como refiro na resposta ao comentário anterior, no Irão (e no Egipto) havia mulheres nas ruas. Mas lá existia um objectivo claro: democracia. Neste caso, não existe objectivo ou ele é muito genérico (mudar o sistema, viver melhor) e o resultado previsível é a anarquia. Ora, seja em resultado de séculos em que tiveram frequentemente de escolher o mal menor, seja por não possuírem o cromossoma Y, seja por ambos os factores e ainda mais uns quantos, as mulheres são demasiado sensatas para arriscarem a anarquia. Por enquanto. Digo eu.
Já agora, podiam ter perguntado a essa rapariga quanto é que pagou de impostos no ano passado e de que modo é que o lojista lucrou com os impostos dela.
Caro jaa,
Temo que não tenha pago nada. E agora serão os outros todos a pagar os prejuízos que ela ajudou a causar.
Resposta: porque as mulheres têm mais que fazer. Alguém tem de cuidar da vidinha e das crianças (abaixo dos 10 anos, pelo menos), comprar (ou roubar…) comida para pôr na mesa, etc, enquanto estes heróis arriscam a vida (dos outros) por um ipad.
As miúdas de treze ou quinze ou dezassete anos (idade de muitos dos rapazes que andaram a pilhar lojas) talvez ainda não. Mas há uma inegável apetência masculina para a violência (para mostrar força, poder) que as mulheres – a maioria, pelo menos – não partilham. Condicionalismos decorrentes da separação dos papéis ao longo da história? Genética? Outra coisa? Talvez um pouco de tudo. Mas a verdade é que também não há muitas mulheres nas claques de futebol – e que destruir uma área de serviço dificilmente pode ser justificado com argumentos racionais.
Já agora, lê também as respostas aos comentários acima – não quero começar a repetir-me (demasiado).
Já li, e acho que tens razão. Mas insisto: a História diz-nos claramente que as mulheres têm mais que fazer.
(eu repito-me, como vês…)
Por outro lado, foi possível constatar a forma efeminada como se faz política hoje em dia. As conferências de imprensa dos responsáveis policiais metiam dó…
🙂
(Mas você ainda vai arranjar problemas com a brigada do politicamente correcto.)
São? Existe algum fundamento para este comentário ou é apenas a impressão que lhe passou pela televisão?
Ou isto é como as opiniões que dizem que são apenas jovens negros desempregados?
Facto: as lojas da comunidade afro-caribenha não foram saqueadas.
Fundamento? Assim tipo tabelas e gráficos? Não.
Nas fotos abaixo há, de facto, algumas mulheres. Não me parecem a maioria mas, de qualquer modo, sim, isto é uma opinião. Mais sobre as diferenças entre homens e mulheres do que sobre os acontecimentos específicos de Londres, até.
http://www.mirror.co.uk/news/top-storie s/2011/08/10/uk-riots-police-release-mor e-cctv-pictures-of-suspects-115875-23334 868/
http://www.ibtimes.com/articles/195 383/20110810/london-riots-2011-suspects-m et-police-releases-images-of-looters-and-r ioters-cctv-photographs-totten.htm
http://londonriots.org.uk/2011/manchest er-riots/manchester-police-released-imag es-most-wanted-2011-riots/
http://londonriots.org.uk/2011/pict ures-of-london-riots/do-you-know-these-l ooting-suspects-police-release-just-twel ve-pictures-but-weve-found-30-more-to-be-g oing-on-with/
Negros? Alguns parecem. Desempregados? Não faço ideia. E não percebo o «apenas». adlines/2011/08/11/london-riots-young-ri oters-say-they-re-proud-to-steal-115875-2 3335860/
Mas acho piada a esta resposta:
“We could afford to buy stuff, but it’s not about that. It’s about the Government – them taking stuff away… in my case I don’t go to college no more cos I don’t get paid, do I?”
Retirada daqui:
http://www.mirror.co.uk/most-popular/he