Lembram-se de ter ouvido falar do sistema de troca directa? Ou seja, dum sistema em que eu preciso de algo que X tem e X precisa de algo que eu tenho? Então trocamos entre os dois e não gastamos dinheiro. Ou, quando muito, gastaremos muito menos!
Ora em Portugal, já há uma empresa responsável por gerir este comércio recíproco multilateral. Chama-se Rede Barter, nasceu em 2010, da cabecinha de quatro pessoas que se juntaram para o efeito e já tem setenta clientes.
Para a crise e falta de liquidez, é bem capaz de pegar. Pelo menos, para as operações que não têm obrigatoriamente de ser liquidadas em dinheiro!


Uma boa ideia, Helena. Por acaso ando com uma semelhante fisgada: a troca de dívidas. Por exemplo, alguém que tem um T3 que não consegue vender, troca por alguém na mesma situação que tenha um T2 e um automóvel. Não tenho dúvidas de que oferta não faltará.
Rui
Conheço uma “piquena” que quer trocar de marido. Conheces algum marido que queira trocar de piquena?
Se sim, diz que eu faço de intermediária, por uns quilitos de batatas, que troco por uma t-shirt para oferecer a uma amiga que precisa de ser enquadrada!
Conhecer, conheço. Mas nenhum vale um saco de batatas.
Helena,
Será que estamos a andar de cavalo para burro?
Acredito que os topos de gama, com muitos cavalos, acabem trocados por burros, quando as empresas deixarem de pagar a gasolina aos seus utilizadores. Mas como temos bastantes, calculo que seria vantajoso encarar a troca directa, a nível internacional. Ou então pessoas. Trocar um Berlusconi por um Jardim. Parece-me uma ideia catita e divertida!
Todavia, pergunto: quantos tecnocratas valerá um Mercedes descapotável, último modelo? E quantos
maçons?!
Comecei a praticar naturalmente este sistema, ha cerca de 12 anos, quando me mudei para o campo.
Bom… em boa verdade, não o pratico integralmente, isto porque, recebo muito mais do que aquilo que retribuo. Este negócio, que me é favorável, da-se porque os meus vizinhos, pessoas humildes, que nasceram e irão certamente morrer a trabalhar a terra, adoram oferecer-me das coisas que cultivam.
Actualmente, já tenho a minha horta bastante produtiva, o que faz com que receba as suas ofertas, mais para não os desapontar. Agora, as trocas são mais a nível de sementes e, como sempre, de preciosos ensinamentos, que me têm ajudado imenso a perceber coisas com que nunca antes havia sequer sonhado.
Ha poucochinho, estava ali na TV aquele rapaz, filho da escritora Sophia de Mello Breiner Andresen, a comentar que em sua opinião, os políticos deveríam declarar por sua honra, antes de tomar posse dos cargos, se pertenciam a uma organização secreta.
Eu penso que todo o político, antes de tomar posse do cargo, deveríam ter de provar terem feito um estágio de pelo menos 6 meses, na agricultura.
Pois é! Na província sempre foi mais comum. Mas acredito que na urbe vai começar a vulgarizar-se.
Por mim, dou explicações, se me fornecerem um motorista!
Hora por hora. Democratiza-se qualquer dos trabalhos e eu, que detesto guiar, fico agradecida. E não estou a brincar, garanto!
Helena,
para andar na sua belíssima companhia sou seu motorista à borla. Quase se pode dizer que é uma “troika” por “troika”
Só há um pequeno senão: como “ainda” não sou técnico superior de lazer, não usufruo de tempo disponível.
Fico com pena…
E eu também. Mas como estamos todos a caminho do desemprego, quem sabe não nos sobrará tempo para o lazer?!
Olhe lá, Helena… cuidado com esse espírito altruísta, não vá o “nosso” Primeiro ser leitor do DO e querer nomea-la Assessora Para os Assuntos Hortículas, com gabinete nos jardins de S. Bento.
Parece que noutros tempos, aquilo chegou a ser uma horta, com galinácios e tudo. Uma coisa ao estilo Santacombense.
Mas… se for com um ordenadito igual ao que o Sôre Catroga vai sacar e… desde que não lhe atribua a Vespa que o outro deixou na garagem…
Cais vespa, cais quê…Quero um topo de gama que eu percebo de nabos, legume muito em voga nos tempos que correm!
Mas o Sôr Catroga agora só percebe de correntes. Eléctricas, claro e está preocupado porque lhe disseram que o Sôr Cao vai obrigar todos a andar de “riquexó” que não gasta gasolina.
Vamos ver quem é que vai puxar o zingarelho… os mesmos do costume, suponho!
E logo em Portugal… que ha montanhas por todo o lado…
Olha a Querida Helena por aqui…! Se já era leitor, mais fiel ao Delito fico.
Helena, aquilo das explicações era a brincar, não era? Ofereço-me como seu motorista, mas sou eu que escolho o que me vai explicar… Pode ser…? :))
Paulo cheira-me que essa proposta é vagamente deshonesta…
Vejamos. Que lhe posso eu ensinar que você já não saiba?! De matérias económicas e financeiras estamos os dois cheios. De matemática devemos estar ela por ela. De culinária… talvez eu ganhe. No resto você até sabe receitas demais. Ou não?
Hum! Hum! Mira que me parece que te refieres a la “mala vida”, que tanto me gusta! Si fue el caso, pues tendremos que hablar…
E depois quem é que pagava o IVA? Ponha-se com essas coisas, ponha!
Ó Rómulo pois podíamos também trocar. Sugiro dez unidades de IVA continental a valer dez de IRS nas ilhas. Não nas Caimão, claro. Mas pode ser na da Madeira. Equilibrava-se isto tudo num instante.
O Mexia ganhava logo a Ilha do Corvo num ano de trabalho…
Para já, temos a troika directa: troca a nossa dívida por uma data de sacrifícios.
“Mailos” os que hão-de vir…
Ana eu troikava o que ganho pelo salário do Catroga na EDP e ainda ajudava uns amigos que estão aflitos.
Também troikava com o do Vitorino, ou com o do Marcelo.
Ah, eu também… até por metade do salário de qualquer deles! Mas não me parece que eles estejam interessados.
Estes bloguistas(?) são loucos….
Mas de médicos e de loucos todos temos um pouco!
Vexa é médico?