Faz parte da meninice, do crescer, isso de ter ídolos. Depois, com a idade, que acompanha consciência e desencanto, eles esfumam-se, uns tornado meros humanos outros até apenas nada. Eu tive alguns. O cume da minha idolatria foi com Vítor Damas, o maravilhoso guarda-redes do Sporting. Vibrei com ele na baliza (abaixo uma defesa contra a Inglaterra que me lembro de ver em directo, há 35 anos, tamanha a comoção sentida). Sofri quando partiu para Espanha. Resmunguei quando voltou a Portugal sem que o clube o tivesse contratado. E adorei, então eu já homem feito, quando voltou ao nosso clube. Damas era e continuou a ser o maior. Como meu ídolo nunca empalideceu. Faz hoje dez anos que morreu. O meu ídolo quando miúdo. O meu ídolo depois disso.


Caro jpt,
O melhor guarda-redes português desde que vejo futebol ao vivo…desde 1964!!
E um atleta de excepção.
A seguir só o Maló da grande equipa da Académica dos anos 60 (finais).
Cumprimentos
Eu cheguei (um pouco) depois, nunca vi jogar Maló. Mas concordo, nunca vi ninguém como o Damas. Na altura havia outro grande, o teutónico Maier
O maior!
Subscrevo. Palavra por palavra.