Violência


Maria Dulce Fernandes,

21828617_5qC2m.jpeg

 

É imperativo combater a violência. 

É necessário combater todo o tipo de violência, porque há violências bem mais violentas do que a violência física,  passe o pleonasmo. 

É importante a manifestação e o protesto. Mas também é importante não desrespeitar as fracas leis com que a sociedade dos homens se cose.

Incentivar à violência redunda neste tipo de aberrações. As intenções podem ser boas, as mensagens também, mas os receptores seguramente não são.

Porque há quem não entenda e exacerbe a violência ao estado de triste vergonha.

78 comentários em “Violência”

      1. Desde que vi uma histérica em aos berros contra o lítio, empunhando um telemóvel, deixei de crer nas ironias da vida.

          1. Entretanto e censurado pelos “jornalistas” porque não interessa à política 18 assassinados em Chicago num só dia.
            Record em mais uma cidade dominada e controlada pelo Partido Democrata há décadas.

            É a segurança dos Gangs. Suponho que os Gangs, boa parte deles como manifestações etnológicas devam ser preservados.

            lucklucky, o Kulak

  1. Mas estava-se à espera de quê? Que continuássemos impassíveis perante o corporativismo repressor e agressor, de uma classe privilegiada, corrupta, xenófoba e racista?
    Chegamos ao limite da paciência.
    O Jamaica, a Cláudia, os ciganos… são um sem número de casos de violência e racismo protagonizados sempre pelos mesmos.
    Apoiados por organizações terroristas, tipo Movimento Zero, que mais não fazem do que pressão e lavagens cerebrais, de forma a justificar e manter estes usurpadores da liberdade.
    As pessoas estão fartas de tanto analfabetismo, de tanta falta de caráter, de tanta proteção a corporações que fazem da violência de género e raça o seu apanágio.
    Agora as pessoas vêem o que são de facto, pena é ter sido necessária a morte de um inocente, às mãos de um neonazi, no meio de tantos.

    1. Desculpe, mas se lhe assaltarem a casa ou roubarem o carro, quem vai chamar? A polícia? Ahh, bem me parecia…

      1. Sem ordem não há sociedade, apenas caos. Que as forças da ordem não são perfeitas? Verdade, é para isso que existem os tribunais, par lhes travar os excessos.
        Este tipo de pessoas não não quer entender. Eu quase desisti, Cláudia, mas qual água mole em pedra dura vou continuando 🙂

        1. Maria Dulce Fernandes, em resposta ao anterior comentário da Cláudia, mencionei algo inserido no seu posterior comentário (https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/violencia-11596311?thread=93701143#t93701143)… venho apenas notificá-la disso para que não me possam acusar aqui, V. ou seja quem for, de deslealdade da minha parte

          1. Não se preocupe, António Vaz. A deslealdade dos comentadores não me incomoda. Nem a teimosia ou o fanatismo. Apenas a falta de respeito e ausência de educação. A pouca tolerância que tenho a situações como esta de incentivo à violência, é uma consequência disso mesmo. E tem mais, acredito no sistema judicial! Posso conceder que está muito mal representado, isso sim, mas os tais anarquistas-armados-em-marxistas, ditos suspeitos-do-costume sem leis regulamentares ainda fariam disto tudo uma choldra maior do que já é.

          2. Não, cara Maria Dulce Fernandes, não “estava preocupado” com nada do que V. menciona, para além daquela mera obrigação de a informar que estive “a falar” com a Cláudia sobre o que V. disse – se não o tivesse feito, correria o risco de vir a ser acusado (como já o fui várias vezes!) de estar a “falar (mesmo que em público) pelas costas dos visados (evocados/mencionados)”.

            Sim, eu até compreendo a «pouca tolerância que (tem) a situações como esta de incentivo à violência»: há quem veja dragões em moinhos… porque não criar um deles a partir de um cartaz idiota numa manifestação sobre eles? É evidente que a imagem a que recorreu no seu “post”, até deveria ser considerada como prova material de um crime de apelo ao terrorismo extremista contra a nossa democracia, por parte do jovem que a resolveu exibir quando outros abnegados cidadãos jovens esforçam-se por se reger por princípios mais saudáveis, como o tal de «mais de século e meio: “Pela ordem e pela pátria”», da nossa PSP que, evidentemente, quando posto em prática, na sua melhor interpretação, invariavelmente dá origem a isto: https://www.youtube.com/watch?v=gWd5hBlhmd4.

            Mas uma vez mais, sim, V. até tem toda a razão do mundo: quando vejo um “sindicalista”, como o Paulo Rodrigues, a defender que os polícias portugueses deveriam utilizar coletes à prova de bala, eu não consigo deixar de pensar o quanto de facto até estou errado e, por isso, V. certa… não faltará muito para ele até começar a exigir veículos blindados para os polícias circularem por Lisboa mas, mesmo assim, continuará a existir aquela minha pequena preocupação sobre para que serve um polícia na nossa sociedade mesmo até sabendo, como sabemos, o quanto a violência passou a dominar a nossa sociedade… ultimamente até deixamos de sair à rua por causa de um criminoso invisível!

        2. O que não podemos ter é uma deputada que de deputada ou do que quer que seja não tem nada de bom, a discursar nesta manifestação salvo erro no terreiro do paço para uma série de jovens incentivando o ódio, em que a mensagem é guerra contra o branco racista de uma forma ridícula e extremamente violenta.
          A estatua do Padre António Vieira entretanto foi vandalizada em Portugal.
          Era bom que a tv tivesse coragem de mostrar este discurso em que sem gaguejos nenhuns mostra toda a agressividade e a imbecilidade de tudo o que diz.

          Se isto não é extremismo!?
          Tristeza

      2. Cláudia, mas a quem mais é que qualquer cidadão bisonho, até deveria recorrer «se lhe assaltarem a casa ou roubarem o carro» senão à polícia? Ao mafioso que um primo até conhece, por mero acaso, e que até lhe resolveria o “problema” daquele modo que – todos nós sabemos disso – a maioria dos nossos “justiceiros” até defende como um papel natural do Estado? Ou seja, depois de uma boa sova era cortar-lhes as mãos… e passeá-lo em público, marcado assim definitivamente para o resto dos seus dias para aprender “A LIÇÃO” para sempre! Talvez, quem sabe, que sem as mãos até voltasse a ser socialmente produtivo! Ou moral da historieta: como o porco foi condenado à morte por ter devorado uma criança… e nunca mais, qualquer porco ousou comer criancinhas!

        É evidente que todos “nós” até temos (e devemos) recorrer à polícia! É para isso que, parte do nosso dinheiro que vai para o bem comum, até serve! Sim, é para lhes pagar o ordenado referente às suas obrigações profissionais! As de – hmmm, supostamente – nos proteger de toda a violência em que sejamos sujeitos, como seres fracos e indefesos. Um exemplo: vamos a uma discoteca para nos divertirmos e não para, no fim da noite, sermos sovados ou por uns mânfios ou pela polícia – esta deveria estar lá para nos proteger dos outros…

        Infelizmente, a nossa PSP ainda tem um “moto” típico do que se esperava dela, quando ela se formou, já lá vai mais de século e meio: «Pela ordem e pela pátria» – eu disse “que se se esperava dela” mas foi apenas uma figura retórica: na verdade, pelos vistos ainda é o que muita boa gente continua a ESPERAR dela!

        Por exemplo, a autora deste “post” não se coíbe de evocar, na resposta ao seu comentário, que «Sem ordem não há sociedade, apenas caos» – claro, deduzo que até se lhe escapou a revelação sacrossanta do costume: ela deveria ter acrescentado o papão do costume, “APENAS A ANARQUIA!”

        Cláudia, para lhe ser sincero, estamos apenas a falar de alguém que resolveu, para uma manifestação, escrever num cartaz, o que, para a maioria de nós (“comunas”, “esquerdolas”, “anarquistas”, etc, etc) são apenas umas idiotices inofensivas… tipo, para não me alongar muito e para ficar pelo (meu) centro da coisa, dizer “Soares é fixe! Ou, Cavaco a dizer “Os portugueses conhecem-me”.

        É evidente que, a Maria Dulce Fernandes, até perante a grande questão colocada por ela própria, num perfeito exercício de retórica inútil-conclusiva («Que as forças da ordem não são perfeitas?») responde que (sic) «Verdade» mas adianta a brilhante “solução” do costume: «é para isso que existem os tribunais»! Uau!

        Não conhecendo suficiente do discurso público dela até nem a posso acusar de, alguma vez, a ter visto a defender o habitual linchamento público, de para além do pedófilo libertado, do juiz que o sentenciou a tal liberdade… mas isso é apenas uma lacuna minha em relação a ela já que, evidentemente, ao contrário dela não nasci dotado desse dom de saber que qualquer acusado de pedofilia deve arder nas trevas do inferno enquanto qualquer acusado de abuso de autoridade, da PSP, até deve ser alvo de petição popular para a sua canonização…

        1. O que vale é que o António Vaz não conhece ninguém suficientemente bem, mas faz o filme, manda os foguetes, apanha as canas, redige o auto de fé, ateia a fogueira, condena, executa, queima e depois manda o que sobra para debaixo do tapete.

          1. «O que vale é que o António Vaz não conhece ninguém suficientemente bem»
            – Lá está e continuando até na onda da nossa lengalenga sobre policiais, essa sua “acusação” até foi como uma daquela balas traiçoeiras que, como de costume, ninguém sabe bem de onde saiu… no tempo dos punhais, alguém até acabaria a dizer: até tu, Brutus? No tempo das balas ninguém tem tempo para fazer a fita de se mostrar surpreendido! Uma surpresa que gostaria de lhe revelar: eu conheço, suficientemente bem, gente demais e foi por isso que escrevi que, sic, «Não conhecendo suficiente do (seu) discurso público (…) até nem a posso acusar de, alguma vez, a ter visto a defender o habitual linchamento público, de…» blá, blá…
            Eu falei do seu, sic, «discurso público» – e para mim, V. é apenas isso: palavras… ou como na canção, «Parole, parole, parole, parole, parole» – e não de si e, claro, muito menos de outros ….

            Quanto ao resto, sim, até acabei a olhar «para bebaixo do tapete» mas, sem surpresas, nem descobri nada, mas mesmo nada, por lá e nem fiquei surpreendido com isso: afinal, V. para além de apenas ter resolvido me acusar de ser esse suposto perigoso director de um tal de «filme (… com) foguetes (… e) canas» apenas acabou por me descobrir como (para além da possível figura de estilo) capaz de «redig(ir) o auto de fé, ate(ar) a fogueira, condena(r), executa(r), queima(r)».

            Mas lá está, V. «Apenas (se sente incomodada com) a falta de respeito e ausência de educação»…

          2. Pois é, pergunto-me come me poderá comparar ao Brutus e atacar pela calada, se o Brutos era sobejamente conhecido do atacado e forçosamente apunhalou-se pela frente, para ele o ter visto?
            Escreve que se farta, dá uma no cravo outra na ferradura e ainda não se percebeu bem o que defende. A mim acusa-me de redundância, mas pelo menos sou coerente.
            Ah, aproveito para lhe dizer que o da triste figura, via gigantes nos moínhos de vento e não dragões: não era do FCP.

          3. Maria Dulce Fernandes a 08.06.2020 às 23:42

            Ainda mais hercúleo do que a célebre alimária dos quatro filhos de Aymon.

        2. Não tenho paciência para testamentos, vou ser curta. Assim como nunca ensinei aos meus filhos a generalizar nada, penso que numa manif destas, quem empunha comentarios extremistas deveria ser chamado imediatamente à atenção pelos restantes manifestantes. Um comentario extremista é um comentario que incita ao ódio. Preciso de explicar mais?

  2. Quando, mais ou menos a meio da sua legislatura, Pedro Passos Coelho foi à faculdade de Direito, alguns dos alunos receberam-no com uma encenação que envolvia um coelho morto pendurado numa forca.

    Há muitos que, a coberto do elástico manto da “liberdade de expressão”, permitem-se transparecer o cavernícola que palpita dentro de si.

    1. Cerca de 80% dos protestantes que ” cchegamao limiite da paciência ” , nunca sofreram uma violência na vida. A solidariedade é muito bonita assim, da boca para fora.
      Essa situação com o PPC é outro gratificante exemplo dos homens de amanhã.

  3. As “franchising” encenando (macaqueando, literalmente…) as instruções da casa-mãe.
    O suicídio daquilo que se descreve como “ocidente”.
    Instrutivo pegar num mapa e ver onde se localizam , e realizam , estas folclóricas festividades – corrige a perspectiva, elimina o ruído excessivo e confere uma certa paz de espírito …

    JSP

    1. Contra todos os argumentos, constata-se que o único protesto com utilidade comprovada é o não violento.
      Em 15 de Setembro de 2012, deixei o conforto do sofá e estive lá, com outros milhares de protestantes dede Praça do Começo. Com ordem, com respeito e com indignação. E conseguimos algo. Todos, de todas as cores e credos. Sem violência em pensamentos ou acções.
      Houve respeito, mas isso agora é uma noção vaga e arcaica, caída em desuso.

      1. “Contra todos os argumentos, constata-se que o único protesto com utilidade comprovada é o não violento.” Não se constata isso. É somente a sua respeitável opinião.

        1. É por isso que a publicação é minha e eu constato o que quiser. Está à vontade para constatar também as suas opiniões, que eu tenho quase a certeza que já lhe constatei que são como aquilo que se sabe.

          1. “É por isso que a publicação é minha e eu constato o que quiser.” Boa resposta.
            D. Dulce, eu sou militar. Melhor fui, quando era mais novo. Com larguíssima experiência de coisas sérias. A sua opinião parece-me a dos anjinhos do céu. Pena estar tão distante do que se passa.

          2. Que bom. Também sou irmã e sogra de militares . Sei como pensam, o que defendem e como agem. Sem o que lhes é sacrossanto. Sei o que nunca fariam. Sei o que respeitam, sabe porquê? Porque têm respeito até aos anjinhos do céu. Que bom para si estar no …

          3. ” Sem o que lhes é sacrossanto. Sei o que nunca fariam.” E eu sei o que fariam.
            Para ser sincero gostava que a Senhora tivesse razão. Infelizmente o mundo é um bocadinho mais cruel.

          4. Nós somos os tais que sentenciam no conforto do seu sofazinho, José, os que criticam, os que se revoltam e vociferam nos seus chinelinhos quentes e de barriga cheia com o seu cordial na mão em frente à TV. O meu genro fez duas comissões no Afeganistão e uma na RCA. O meu irmão correu meio mundo em bases da NATO na altura da guerra dos Balcãs. Acredite que sei do que estou a falar.

        1. “A verdadeira pureza não está apenas nos atos, mas também no pensamento, pois aquele que tem o coração puro nem sequer pensa no mal.”

          Não pertence a qualquer dos dois, mas chega lá. O conhecido síndrome dos fracos e oprimidos

      1. E não apenas a esses, Maria Dulce… infelizmente, os grupos organizados para infiltrarem manifestações pacíficas estão cada vez menos no sofá e mais no terreno. Trump fala na Antifa, mas as agências apontam mais aos Jihadistas e aos aceleracionistas da extrema-direita que, segundo as mesmas, estão muito mais activos e a infiltrarem as forças de segurança – como é o caso dos Boogaloo.
        Os revolucionários de sofá são isso mesmo, pseudo.
        E continuo a defender a solução não-violenta mesmo sabendo a violenta mais rápida, mais pressionante, mais visível. Votes Matter 🙂

        1. Haha. Vai-se a ver e a União Soviética foi uma operação da proto-OSS/CIA para fazer parecer mal os Marxistas.
          Quicá mesmo O Kapital foi escrito por um tipo de extrema direita. Um tipo que aliás dizia que a cultura Judia deveria desaparecer da face da terra….

          lucklucky, o Kulak

  4. Polícia bom, é polícia morto.

    Branco bom, é branco morto.

    Negro bom, é negro morto.

    Índio bom, é índio morto.

    Judeu bom, é judeu morto.

    Muçulmano bom, é muçulmano morto.

    Cristão bom, é cristão morto.

    Militar bom, é militar morto.

    Comunista bom, é comunista morto.

    Pacifista bom, é pacifista morto.

    Guerrilheiro bom, é guerrilheiro morto.

    Democrata bom, é democrata morto.

    “E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” (John Donne)

  5. São 23h30, estou acordado desde as 7.
    O serviço começa tranquilo, um café na bomba de gasolina, uma ronda nas zonas problemáticas, tudo tranquilo, até à primeira chamada.
    Acidente de viação, uma vítima mortal.
    O caos é notório, dois carros desfeitos, uma jovem encarcerada, sem sinais vitais.
    Confirma-se uma morte. 19 anos de idade, estudante… chamava-se Jéssica.
    Vem o pior. A notícia da morte. Um pai, uma mãe, um irmão, todos perante mim, que com lágrimas nos olhos e num esforço hercúleo para não me desmanchar num choro convulso, transmito a triste notícia.
    Não me contenho, abraço-os durante largos minutos e assim permanecemos os 4… em silêncio.
    Parto com o coração esmagado e torcendo para que a noite não me traga mais nenhuma surpresa.
    Engano-me. Desacatos num local problemático. Notícia de feridos, possibilidade da existência de armas brancas. O INEM não sai sem que a polícia garanta a segurança no local.
    Existem feridos, desconhecendo-se a gravidade,a presença da polícia é urgente.
    Assim que chego, vejo um jovem negro inanimado. Sangra abundantemente da cabeça, a respiração é inconstante, o pulso impercetível.
    Procedo às manobras de suporte de vida, massagem cardíaca, respiração boca a boca.
    Fico coberto de sangue daquele jovem, nas mãos, na roupa, na face.
    O que aconteceu, como, porquê, por quem.
    Uma moradora dá-me um nome. Sei quem é. Problemático, violento, com antecedentes criminais e identificado como agressor de polícias.
    Agrediu os miúdos com um tubo de metal, apenas porque se encontravam a conversar sentados sobre o capot do seu carro.
    Confidencia-me que só me deu aquelas informações porque confia em mim.
    Encontro-o nas traseiras do bairro. Fuma um charro descontraidamente e ri como se nada tivesse acontecido, na companhia de 10 ou 12 amigos. É negro, tal como os amigos.
    Chamo-o pelo nome e peço-lhe para se aproximar. Ignora-me.
    Informo-o que se deve identificar e caso não o faça incorrerá num crime e será detido.
    Os outros riem-se.
    A paciência esgota-se rapidamente. Ainda desconheço se o miúdo sobreviveu.
    Desisto do diálogo.
    Chegado ao agressor, peço-lhe que apague o charro que fuma. Encontra-se sentado num muro baixo. Desconheço o que está do outro lado.
    Esta merda custou dinheiro, apago o cara***.
    Sub-repticiamente, o seu braço esconde-se atrás do muro. E agora? O que está lá? Estará o tubo de metal? Estará outro objeto qualquer? Uma arma? Uma faca? Em fracções de segundo tudo me passa à frente dos olhos. O histórico do indivíduo, a barbárie da agressão, por motivo tão fútil, a postura agressiva, provocadora, os amigos e admiradores, que me colocam em inferioridade numérica.
    Tudo isto, depois de dois episódios extenuantes em termos emocionais e de 21h sem dormir.
    A reação é instintiva e rápida. Lanço-me sobre ele, procuro imobilizar aquele braço que não consigo ver onde tentava chegar e que afinal não tentava chegar a nada, mas eu não sabia. Ele resiste, aplico a força, o treino, as técnicas. Estamos ambos deitados no chão, eu a tentar imobiliza-lo, ele a lutar para se libertar.
    O meu colega, sozinho perante 10 ou 12 indivíduos indignados, pressionando, criando caos, medo, exponenciam a tensão. Um deles filma com o telemóvel o episódio.
    São 9h30, sairia às 8h. Desloco-me para o balneário e olho-me ao espelho. Estou todo sujo, coberto de sangue seco e terra. Os olhos raiados.
    Descubro que aquele vídeo captado pelo telemóvel chegou ao email da esquadra. Não todo, mas uma parte. Vejo-me no chão, sobre um homem negro desarmado. Sou filmado a caminhar com ele algemado, eu coberto de sangue.
    A denúncia é de racismo. Abuso de autoridade.
    Incrédulo, recordo as últimas horas.
    Recordo-me abraçado a 4 pessoas negras a chorar. Pois é. A Jéssica era negra, tal como o pai, a mãe e o irmão.
    Recordo-me de fazer suporte de vida a um jovem negro, a tentar estancar a hemorragia com as minhas próprias mãos.
    Recordo da cidadã negra que disse confiar em mim.
    E agora sou o racista que bateu num homem negro desarmado, só porque era negro.
    Virá o processo disciplinar, o processo crime. A carreira estagnada, o aumento que fica congelado, a promoção que fica suspensa.
    As filhas em casa a perguntar se o pai é racista. Porque bateu no senhor. Por ser negro?
    E no entanto, noutra noite qualquer, lá vamos nós outra vez.

    1. Isto aconteceu numa noite em Mem Martins.
      Não foi um conto de livro de bolso barato, comprado no quiosque mais próximo.
      Aconteceu não vai à muito tempo.
      Aconteceu-me a mim.
      Eu sei que sou um polícia bom, logo devo ser um polícia morto.
      As minhas filhas viram este cartaz, a mais velha incrédula como é possível isto acontecer em Portugal.
      Incrédula com o aspecto beto do manifestante, o qual poderá ser um colega de escola.
      Incrédula com o aspecto, pois em nada leva a crer que aquele rapaz algum dia tenha tido com que se queixar, ao ponto de me querer ver morto.
      E tristemente chego à conclusão que bom ou mau, alguém deseja a minha morte.
      Faz diferença tentar todos os dias ser melhor?
      Para quê o esforço? Para quê a dedicação? Para quê lutar por transmitir os melhores valores às minhas filhas?
      Para quê explicar-lhes que aquela manifestação é útil e importante?
      Para isto?

      1. Guarda Serôdio.
        Eu compreendo-o. Alguns outros também o compreenderão, mas a grande maioria não.
        Para esses será sempre o polícia mau, como toda a polícia o será.
        Mau porque o multou sem compreender que o bólide a 180 à hora é para quem tem unhas; mau porque lhe parou a viatura para ver as facturas da mercadoria e deu com carga dissimulada; mau porque deteve o bêbedo que só se queria divertir na discoteca; mau porque multou o desprezador da passadeira quando o peão podia muito bem esperar que o Mercedes passasse, mau por impor a ordem ao boçal que passa por cima de todos, mau para a grande maioria da juventude para quem o dinheiro do papá paga a universidade, e o polícia não compreende que um jovem quer divertir-se. Aliás, tem o direito à diversão, e vem o polícia mau dizer que eram desacatos e perturbação da ordem pública.
        Maus polícias, sempre a incomodar; parece que nunca foram jovens.
        Difícil profissão a sua/vossa. Serão sempre os maus da fita.
        Toda a minha solidariedade para si.
        Um abraço.

        1. Como é que não vê que está a ser manipulado pelo discurso de vitimização? Quando tiver o azar de levar dois ou três brutamontes destes e no dia a seguir tiver de ir ao dentista só porque perguntou porquê, pode ser que mude de opinião.
          Você pensa assim porque ainda não teve o azar de os ter pela frente. De ir denunciar um problema e ainda se porem a gozar. De o humilharem só porque acham divertido. De o agredirem só porque percebem você é mais inteligente.
          E como não é difícil ser mais inteligente que qualquer um deles, o risco de sair espancado é maior. Se for afroportuguês multiplique esse risco por 100, se for afroportuguês e gay, multiplique por 1000

          1. Leon T. a 09.06.2020 às 13:40

            Provavelmente não vejo porque quando Deus andava a distribuir a inteligência pelo mundo, o caro Leon T, – já aí dando sinais de visão privilegiada, – chegou-se à frente e absorveu-a toda.
            Quer quer? O que seria do mundo se os ignorantes como eu, e a polícia, não existissem para que vocês, os privilegiados de crânios épicos, pudessem abrilhantar a humanidade com a vossa sabedoria? É que nem se dava pelo mundo iluminado e as trevas consumiam-nos a todos.
            Contudo, dentro da minha ignorância, como uma aragem, ténue, muito subtil como que pedindo licença para se instalar, veio assim de mansinho aflorar-me a engrenagem mal- aparafusada, insistido para ser escutada.
            Ouvi e disse-me o seguinte:
            – cunhado, sejamos compreensivos e pródigos na benevolência. Se o homem fala assim contra aqueles que têm por missão impor a ordem e o direito constitucional, é porque é um afroportuguês superiormente agraciado por uma inteligência empírica por contraste com a asnice do polícia, o que por despeito leva este último a a espancar o primeiro, numa escala de um a mil, 100 vezes.
            Mas, cunhado; o homem não fala assim. fala num espancamento 1000 vezes mais, logo é afroportuguês gay.

    2. Não sei se o que o Guarda Serôdio publicou aconteceu consigo ou se trata de uma história ficcional, mas acredito que aconteça na realidade e com muitos agentes e com mais frequência do que imaginamos.
      Os agentes da PSP e da GNR são homens e mulheres como todos os outros homens e mulheres. Têm um treinamento específico para poderem responder capazmente a determinadas situações menos normais mas nem por isso deixam de ter sentimentos como os demais. Por todo o lado há gente boa e gente má. Uma resposta a uma qualquer situação que por N condicionantes pode não ter sido considerada a mais adequada, não pode definir um indivíduo. E depois a desautoridade a que foram votadas as forças da ordem, só porque há que tratar as minorias e tal com pezinhos de salsa, é desesperante e vergonhoso e é imperativo ultrapassar.

      1. Pois posso-lhe garantir duas coisas. Uma é que aconteceu mesmo, numa madrugada de verão à uns anos atrás .
        A outra é que infelizmente está completamente enganada… os polícias não têm formação nenhuma específica. O polícia que encontra na rua, que a aborda numa operação stop, que acorre em seu auxílio numa situação de emergência, tem uma formação miserável de meia dúzia de meses.
        Como em tudo neste país, a polícia também está virada ao contrário. O polícia que lida emocionalmente com situações como acabei de relatar, que tem de se controlar emocionalmente perante uma ameaça, uma provocação, que tem de lutar literalmente, com um criminoso, que tem de usar uma arma de fogo convenientemente e no momento certo, que tem de ter na ponta da língua centenas de leis e decretos lei, procedimentos e diretivas, conhecer dezenas de matérias diferentes e que tem de saber falar inglês e francês e espanhol, tem uma mísera formação de 6 a 9 meses.
        Já aqueles técnicos superiores, protegidos pelos gabinetes, que passam carreiras inteiras sem ter de enfrentar um cidadão, um criminoso, cujo trabalho se limita a planeamentos, estatística e relatórios, têm uma formação de 5 anos.
        Isto é um país ao contrário, porque motivo a polícia seria diferente?
        Hoje o polícia encontra-se limitado socialmente. O polícia teme cumprir o seu dever, pois basta uma foto, um video, uma denúncia anónima, para uma carreira parar. Para a promoção suspender e assim também um aumento de ordenado e o ordenado é ridículo. Basta isto para ser arguido e ter de gastar dinheiro num advogado.
        Para não falar na honra, no carácter ferido, na reprovação dos familiares, dos vizinhos, dos próprios filhos, inundados por opiniões públicas de ignorantes desumanos.
        O polícia aprende por instinto, por efeito sombra, observando os mais velhos, ganhando calo.
        O polícia aprende 90% da profissão por experiência própria.
        Costumo dizer que o polícia português é muito bom, e digo-o porque nenhuma outra profissão exige tanta capacidade de aquisição de conhecimentos por iniciativa própria, não admitindo falhas, para mais quando essas falhas, ao acontecerem, têm consequências terríveis. E a parca formação nunca será uma atenuante.
        Desculpe-me o desabafo. Sou leitor assíduo do Delito, no entanto, raramente participo. Quando o faço é porque me apetece gritar. Hoje foi um desses dias.

        1. Guarda Serôdio, o país tem alguma noção das dificuldades por que passam as forças da ordem. Acredito que muita coisa nos passa ao lando, porque provavelmente é incomodativo ventilar.Se ajudar fazer passar alguma mensagem ou apenas desabafar, esteja à vontade para desabafar o que quiser ou quando quiser nas minhas publicações.

    3. Essa até a mim me doeu… O esforço, a coragem, a determinação, o discernimento que é preciso ter em determinados momentos para não sacar da glock e esvaziar as quinze do carregador, guardando a última para si.

      Não lhe queria estar na pele.

    4. Mas você ainda não percebeu que é pago apenas para reportar? Você só tem de informar o ministério público do que aconteceu. Se sabe quem era o rapaz supostamente agressor, só tinha de escrever e enviar ao mp. Não tem nada que andar a incomodar ninguém e sentir-se todo ofendidinho porque o cidadão não lhe obedeceu.
      E esse é que é o vosso problema. Pensam que por andarem com uma pistola no bolso têm o poder de subjugar qualquer cidadão.
      Você é pago e bem pago para reportar a quem tem o poder de decidir, que é tribunal. Cinja-se a esse dever e deixe de se armar em justiceiro.
      Esse papel de vítima não cola. Porque o português está farto do assédio dos polícias, das operações stop, violando o seu direito à circulação, farto de identificações à frente de toda a gente, sob a capa das suspeitas, que não existem. Farto de levar na boca, só porque responde. Farto de ser sovado só porque não é branco.
      Infelizmente são apoiados por organizações terroristas e protegidos por políticos fascistas, que mais não querem que vos dar rédea solta para poderem brutalizar à vontade. Disse uma coisa numa resposta que deu que vem confirmar aquilo que defendo à anos… são uns ignorantes, próximos do analfabetismo. Brutamontes armados em vítimas, com formações de meio ano, como disse, e com o secundário incompleto, de certeza.
      Formem-se, deixem de ser protetores uns dos outros e denunciem as más práticas, que são imensas. E aí poderão ganhar alguma credibilidade

      1. “Você é pago e bem pago para reportar a quem tem o poder de decidir, que é tribunal.”

        Cá é assim, mas nos EUA a turba terrorista já pode partir tudo, roubar e matar, em suma, fazer “justiça” pelas próprias mãos, porque o polícia homicida tinha mais era que ser linchado …

        “Disse uma coisa numa resposta que deu que vem confirmar aquilo que defendo à anos… são uns ignorantes, próximos do analfabetismo. “

        Já agora, e só para que conste, em “à anos”, o à, não é à, é HÁ, do verbo haver, tem H. É básico para quem não é analfabeto.

        1. É assim que faz prevalecer a sua tese? Não percebeu a mensagem por causa de um h?
          É de rir criticar o meu comentário com tão pobre motivo. Também chorou com a historinha do sr. Agente? Talvez porque não sabe o que aconteceu ao tal cidadão negro dentro da esquadra. Mas não é difícil adivinhar.
          Na América as pessoas fartaram-se. Aqui é o que falta. Ainda temos paciência e não nos importamos com quem faz de saco de boxe a estes capangas. Continue a apoiar. Faz um excelente serviço à sociedade

          1. Os seus heterónimos não ebganam ninguém, sabe?
            Escreva praí homem, caramba, destile o veneno se o faz ficar mais leve.
            Apriveite os feruadis -sem operações stop- para ir a banhos. Agua fria ackara as ideias.
            Obrigada pela sua participação nos comentários.

      2. Leon T.
        Quando diz:
        “Porque o português está farto do assédio dos polícias, das operações stop, violando o seu direito à circulação, farto de”
        Fale por si porque pelo menos este português, eu, não me lembro de lhe ter passado procuração para falar por mim.
        Este português não está farto de nada, e muito ao invés acha que o trabalho policial está muito estrangulado devido às condicionantes que lhe são impostas.
        Portanto fale por si porque tentar arregimentar para conquistar, quanto a mim não se coaduna com a cultura com que se abrilhanta ao chamar ignorante a quem que pelo seu trabalho nos proporciona segurança.

      3. Poderia vir aqui lançar-me sobre si e adoptar o mesmo tom de discurso destruidor que contempla o seu comentário.
        Mas não o vou fazer. Não o vou fazer porque já ganhei anticorpos contra este tipo de discurso. E pedagogicamente não iria fazer diferença nenhuma.
        O polícia é como outro qualquer cidadão, com outra qualquer profissão. E em todas as profissões, há bons e maus profissionais. Há melhores e menos bons.
        Não tenho a sobranceria de vir dizer que todos os polícias são bons e excelentes profissionais.
        Como não o são todos os médicos, advogados, mecânicos ou juízes.
        Mas tenho a certeza que a maioria são-no. A maioria são íntegros, são de confiança.
        O problema do polícia é o risco a que está sujeito, o risco físico, o risco psicológico, não será por acaso que são a profissão com maior índice de suicídios em Portugal.
        O polícia tem de ser tudo. Tem de ser polícia e como polícia tem de conseguir desempenhar um sem número de funções, tem de ser fiscalizador de trânsito, tem de ser investigador na cena de crime, tem de manter a ordem pública numa manifestação desordeira, tem de ser perito em defesa pessoal, tem de ser fiscalizador de um sem número de matérias legisladas, tem de ser psicólogo, tem de saber falar línguas, tem de ter equilíbrio na hora e na forma como faz o uso da força física, ou da arma de fogo e esse equilíbrio é que é o mais difícil. Difícil porque o polícia tem a obrigação de usar da força quando é necessário. O uso da força não é uma opção do polícia, é uma obrigação, prevista na lei.
        O GNR, por exemplo, tem a obrigação de sacrificar a própria vida, pelo cidadão. É um contrato que faz com a instituição, com o estado, com o povo. Que outra profissão exige tanto? O GNR tem de jurar publicamente sujeitar-se a isso, antes de ser admitido.
        No meio de tantas condicionantes, como não haver excessos, defeitos, más interpretações?
        O erro não é admissível ao polícia? Porque não? Sempre punível, mas sempre admissível.
        O risco do polícia não é só o risco relativo à sua integridade física. É o risco de ter de arriscar e as coisas não correrem bem. É o risco de encetar uma perseguição e resultar num acidente e alguém sofrer consequências. É o risco que se presta a correr quando utiliza a sua arma, quando se envolve fisicamente com alguém e acaba por o magoar.
        Sempre que o polícia toma uma decisão arrisca. Até uma multa é um risco, caso o infractor a impugne, uma detenção é um risco, caso o advogado a conteste.
        O polícia está sujeito a duas punições, a criminal e a institucional, é sempre punido duas vezes pelo mesmo facto ilícito, que outra profissão sujeita o trabalhador a duas sanções pelo mesmo facto?
        O polícia vive no risco diário e isso causa um desgaste terrível, para mais num país onde a justiça é lenta e incoerente. Onde um juiz decide de uma forma e outro de outra. Onde a jurisprudência não é linear, mas flexível à interpretação de quem a aplica.
        Cada cabeça sua sentença. O ditado mais caracterizador do sistema judicial português.

        1. Esse papel de coitadinho não convence ninguém.
          Um lobo com pele de cordeiro não deixa de ser um lobo.
          Oa polícias suicidam-se pela pressão? Será? Será que muitos não se suicidam por causa da consciência pesada? Por caírem na real e repararem que fizeram mal a muita gente injustificadamente?
          A justiça é de facto incapaz porque protege oa polícias, é só ver a quantidade deles que matam e acabam com penas ridículas. E as instituições também os protegem. Veja o Hugo ernano, que mata uma criança cigana e é sentenciado a uma pena absurda, ainda por cima suspensa. E a instituição não o expulsou sequer. Não venha vitimizar-se porque este é um caso flagrante de protecionismo. E onde é que ele acabou? Num partido político racista, onde haveria de ser?
          Como este outros. Aquele que humilhou a senhora negra no autocarro é outro que ainda por aí como se nada fosse.
          Risco? Corremos nós cidadãos em cair nas mãos da polícia.
          Sacrificar a própria vida? A GNR? Só se for sacrificar a vida à custa de uma cirrose.

    1. Tanto quanto entendi Miguel, este não foi o único “cartaz” no género e as palavras de ordem ( enfim…) eram todas neste sentido, mas que pode ter sido encenado , claro que sim.
      De quakquer modo, com ou sem encenação, é igualmente condenável .

  6. Provavelmente isto é o que se aprende hoje nas faculdades, agressividade e a intolerância.
    Não!!! isto não é ser jovem, não é reivindicar o que quer que seja esta manifestação tem outra agenda, provocada por personagens que querem protagonismo, que querem a sua própria sobrevivência.
    Olhando para os vários cartazes e não foram poucos todos ou quase todos incentivavam a violência contra PSP.
    Portugal não é o EUA e não é um pais racista ,nem a polícia tem comportamentos generalizados racistas.
    Esta manifestação é uma absoluta irresponsabilidade no contexto em que Lisboa se encontra devido ao covid e tem culpados como PM e o PR e partidos políticos que parece que andam a brincar com a pandemia.

    Miguel Nunes

    1. “incentivavam a violência contra PSP.” Isso fazia-se com muita frequência antes do 25 de Abril. Fazer-se gora parece-me errado.

  7. “É necessário combater todo o tipo de violência,” Concordo. Mas o problema está no conteúdo da palavra “combater” que utiliza. Combater a violência usando a violência ou só de forma pacífica? Esta é a questão.

      1. É mesmo, Maria Dulce.
        Nada de brutalidades.
        Devagar, devagarinho, com calma e muito jeitinho, à maneira do amor do porco-espinho.
        Para ninguém sair magoadinho.

    1. Do mesmo modo que as acções de um só agente não definem o corpo policial seja de que país for, quero acreditar que as vergonhas de um punhado de imbecis não vá definir os homens de amanhã. Realmente a marca da camisola até pede que se converse 😊… obrigada José, gosto muito de o ler …

      1. Obrigado Maria Dulce.
        Fico deveras contente em saber que passa pelo meu singelo “barraco”!
        Fique bem!
        (Se aquele jovem fosse meu filho teria que me ouvir… e das boas!)

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *