Vinte cidades que jamais esquecerei (XII)


Pedro Correia,

 

VIENA

“Uma maravilha de serenidade.” (John Le Carré)

20 comentários em “Vinte cidades que jamais esquecerei (XII)”

  1. Tenho mixed feelings sobre Viena: é inegável que é uma cidade linda, mas falta-lhe vida. E os vienenses (excepto o meu cunhado…) são educados mas pouco simpáticos.

    1. Dou-te alguma razão, Ana. Mas bastava Schönbrunn para Viena ser uma cidade fascinante. E a oportunidade de ver ao vivo algumas telas imortais de Gustav Klimt e Oskar Kokoschka. E a ópera. E o café da ópera. E a Rathaus. E deambular pelo Ring. E andar na roda gigante do Prater, como Orson Welles e Joseph Cotten n’ «O Terceiro Homem». Confesso-te: só o Danúbio me desiludiu. E nem sequer foi por não ser azul.

      1. Pois, eu sei… tens razão nisso tudo, mas… deixa, eu é que “sou mais bolos”. Ou seja, “sou mais sul”. A Áustria parece-me sempre a linda tampa de uma caixa de bombons… 😉

  2. Essa é uma das duas cidades que – na minha modestíssima opinião, claro – contêm as mais belas ambiências patrimoniais da Europa.
    A outra é Florença.
    Contudo, não me sentiria bem a habitar em qualquer uma delas.

  3. A melancolia nostálgica do duplo império , amalgamada com os escombros de ” O Terceiro Homem” , intuído no tema eterno de Anton Karas…

    1. Este tema de Anton Karas é uma das músicas da minha vida. E à medida que vai crescendo, na cena final do filme, transforma-a num dos desfechos mais memoráveis de sempre da história do cinema.

  4. O Pedro escreveu algures que já esteve em 60 países. Desses 60 só 20 cidades o impressionaram ao ponto de se tornarem inesquecíveis? Estou curiosa para ver as restantes 8. 🙂

    1. Houve cidades que me desiludiram, Helena. Brasília, Birmingham, Osaca e Honolulu, por exemplo. Essas não virão aqui. Mas talvez depois desta série de vinte acabe por aparecer outra.

  5. Um centro histórico com um património construído imperial que impressiona e lindo. Uma doçaria riquíssima, montes de livrarias e excelentes discotecas de obras clássicas. Para melómano, muita quantidade e qualidade de oferta, mas pouca diversidade de estilos, nisto achei a cidade conservadora, pois explora quase apenas o período clássico e romântico, apesar de ter sido um marco na música contemporânea, na diversidade, é Berlim que vence.

    1. Carlos: se nós tivéssemos a extraordinária cultura musical cássica e romântica dos austríacos, de Haydn a Strauss, certamente também a divulgaríamos da mesma forma. Berlim é uma cidade deslumbrante, por vários motivos, e não deixará de surgir aqui.

  6. A primeira vez que estive em Viena adorei. A segunda, dez anos depois, nem por isso. Não é definitivamente a minha cidade. E os vienenses são tão simpáticos com os russos, ou seja, nada de nada.

    1. A minha relação com Viena é diferente, Leonor. Passou primeiro pelas extraordinárias imagens que dela fui vendo, semana após semana, num fabuloso programa de A. Vitorino d’Almeida na RTP chamado ‘Histórias da Música’. E depois passou pelo cinema: foram lá rodados dois filmes da minha vida: ‘O Terceiro Homem’ e ‘Antes do Amanhecer’. Mais do que da música, mais do que do cinema, gosto da pintura em Viena. Esta relação com a arte em que nos sentimos mergulhados desde que lá chegamos para mim ultrapassa tudo o resto.

      1. Viena alberga um dos quadros da minha vida, ‘Abraço’ de Egon Schiele. Só por isso devia ser especial. E também acho piada ao Hundertwasser e ao Klimt naturalmente. Elias Canetti é outro dos que me liga à cidade. Afinal não é assim tão má 🙂

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