20 comentários em “Vinte cidades que jamais esquecerei (XII)”
Tenho mixed feelings sobre Viena: é inegável que é uma cidade linda, mas falta-lhe vida. E os vienenses (excepto o meu cunhado…) são educados mas pouco simpáticos.
Dou-te alguma razão, Ana. Mas bastava Schönbrunn para Viena ser uma cidade fascinante. E a oportunidade de ver ao vivo algumas telas imortais de Gustav Klimt e Oskar Kokoschka. E a ópera. E o café da ópera. E a Rathaus. E deambular pelo Ring. E andar na roda gigante do Prater, como Orson Welles e Joseph Cotten n’ «O Terceiro Homem». Confesso-te: só o Danúbio me desiludiu. E nem sequer foi por não ser azul.
Pois, eu sei… tens razão nisso tudo, mas… deixa, eu é que “sou mais bolos”. Ou seja, “sou mais sul”. A Áustria parece-me sempre a linda tampa de uma caixa de bombons… 😉
Essa é uma das duas cidades que – na minha modestíssima opinião, claro – contêm as mais belas ambiências patrimoniais da Europa. A outra é Florença. Contudo, não me sentiria bem a habitar em qualquer uma delas.
Este tema de Anton Karas é uma das músicas da minha vida. E à medida que vai crescendo, na cena final do filme, transforma-a num dos desfechos mais memoráveis de sempre da história do cinema.
O Pedro escreveu algures que já esteve em 60 países. Desses 60 só 20 cidades o impressionaram ao ponto de se tornarem inesquecíveis? Estou curiosa para ver as restantes 8. 🙂
Houve cidades que me desiludiram, Helena. Brasília, Birmingham, Osaca e Honolulu, por exemplo. Essas não virão aqui. Mas talvez depois desta série de vinte acabe por aparecer outra.
Um centro histórico com um património construído imperial que impressiona e lindo. Uma doçaria riquíssima, montes de livrarias e excelentes discotecas de obras clássicas. Para melómano, muita quantidade e qualidade de oferta, mas pouca diversidade de estilos, nisto achei a cidade conservadora, pois explora quase apenas o período clássico e romântico, apesar de ter sido um marco na música contemporânea, na diversidade, é Berlim que vence.
Carlos: se nós tivéssemos a extraordinária cultura musical cássica e romântica dos austríacos, de Haydn a Strauss, certamente também a divulgaríamos da mesma forma. Berlim é uma cidade deslumbrante, por vários motivos, e não deixará de surgir aqui.
A primeira vez que estive em Viena adorei. A segunda, dez anos depois, nem por isso. Não é definitivamente a minha cidade. E os vienenses são tão simpáticos com os russos, ou seja, nada de nada.
A minha relação com Viena é diferente, Leonor. Passou primeiro pelas extraordinárias imagens que dela fui vendo, semana após semana, num fabuloso programa de A. Vitorino d’Almeida na RTP chamado ‘Histórias da Música’. E depois passou pelo cinema: foram lá rodados dois filmes da minha vida: ‘O Terceiro Homem’ e ‘Antes do Amanhecer’. Mais do que da música, mais do que do cinema, gosto da pintura em Viena. Esta relação com a arte em que nos sentimos mergulhados desde que lá chegamos para mim ultrapassa tudo o resto.
Viena alberga um dos quadros da minha vida, ‘Abraço’ de Egon Schiele. Só por isso devia ser especial. E também acho piada ao Hundertwasser e ao Klimt naturalmente. Elias Canetti é outro dos que me liga à cidade. Afinal não é assim tão má 🙂
Tenho mixed feelings sobre Viena: é inegável que é uma cidade linda, mas falta-lhe vida. E os vienenses (excepto o meu cunhado…) são educados mas pouco simpáticos.
Dou-te alguma razão, Ana. Mas bastava Schönbrunn para Viena ser uma cidade fascinante. E a oportunidade de ver ao vivo algumas telas imortais de Gustav Klimt e Oskar Kokoschka. E a ópera. E o café da ópera. E a Rathaus. E deambular pelo Ring. E andar na roda gigante do Prater, como Orson Welles e Joseph Cotten n’ «O Terceiro Homem». Confesso-te: só o Danúbio me desiludiu. E nem sequer foi por não ser azul.
Pois, eu sei… tens razão nisso tudo, mas… deixa, eu é que “sou mais bolos”. Ou seja, “sou mais sul”. A Áustria parece-me sempre a linda tampa de uma caixa de bombons… 😉
Hum…
E um charme…
Achei isso também, Teresa. Estive lá por alturas do Natal e toda a cidade me pareceu um enorme postal natalício.
Essa é uma das duas cidades que – na minha modestíssima opinião, claro – contêm as mais belas ambiências patrimoniais da Europa.
A outra é Florença.
Contudo, não me sentiria bem a habitar em qualquer uma delas.
O António Vitorino d’ Almeida, pelos vistos, não é da mesma opinião: viveu décadas em Viena e continua a ir lá sempre que pode.
A melancolia nostálgica do duplo império , amalgamada com os escombros de ” O Terceiro Homem” , intuído no tema eterno de Anton Karas…
Este tema de Anton Karas é uma das músicas da minha vida. E à medida que vai crescendo, na cena final do filme, transforma-a num dos desfechos mais memoráveis de sempre da história do cinema.
também gostava de lá andar.
Eu apaixonei-me por esta cidade antes de a conhecer. Vendo-a num filme inesquecível: ‘Antes do Amanhecer’, de Richard Linklater (1995).
O Pedro escreveu algures que já esteve em 60 países. Desses 60 só 20 cidades o impressionaram ao ponto de se tornarem inesquecíveis? Estou curiosa para ver as restantes 8. 🙂
Houve cidades que me desiludiram, Helena. Brasília, Birmingham, Osaca e Honolulu, por exemplo. Essas não virão aqui. Mas talvez depois desta série de vinte acabe por aparecer outra.
Um centro histórico com um património construído imperial que impressiona e lindo. Uma doçaria riquíssima, montes de livrarias e excelentes discotecas de obras clássicas. Para melómano, muita quantidade e qualidade de oferta, mas pouca diversidade de estilos, nisto achei a cidade conservadora, pois explora quase apenas o período clássico e romântico, apesar de ter sido um marco na música contemporânea, na diversidade, é Berlim que vence.
Carlos: se nós tivéssemos a extraordinária cultura musical cássica e romântica dos austríacos, de Haydn a Strauss, certamente também a divulgaríamos da mesma forma. Berlim é uma cidade deslumbrante, por vários motivos, e não deixará de surgir aqui.
A primeira vez que estive em Viena adorei. A segunda, dez anos depois, nem por isso. Não é definitivamente a minha cidade. E os vienenses são tão simpáticos com os russos, ou seja, nada de nada.
A minha relação com Viena é diferente, Leonor. Passou primeiro pelas extraordinárias imagens que dela fui vendo, semana após semana, num fabuloso programa de A. Vitorino d’Almeida na RTP chamado ‘Histórias da Música’. E depois passou pelo cinema: foram lá rodados dois filmes da minha vida: ‘O Terceiro Homem’ e ‘Antes do Amanhecer’. Mais do que da música, mais do que do cinema, gosto da pintura em Viena. Esta relação com a arte em que nos sentimos mergulhados desde que lá chegamos para mim ultrapassa tudo o resto.
Viena alberga um dos quadros da minha vida, ‘Abraço’ de Egon Schiele. Só por isso devia ser especial. E também acho piada ao Hundertwasser e ao Klimt naturalmente. Elias Canetti é outro dos que me liga à cidade. Afinal não é assim tão má 🙂
Pois não, Leonor. De outra forma nem faria parte desta minha galeria.