Vinte cidades que jamais esquecerei (XI)


Pedro Correia,
MAPUTO

“Viu a baía de Lourenço Marques pela última vez, viu os coqueiros da marginal pela última vez, viu os aluviões sujos da Costa do Sol pela última vez, mesmo sabendo, anos depois, que aquela não tinha sido a última vez, porque aquela luz não lhe saíra dos olhos, não o abandonara nunca, não poderia abandoná-lo porque o ferira para sempre.” (Francisco José Viegas)

15 comentários em “Vinte cidades que jamais esquecerei (XI)”

  1. Não me move qualquer desejo de iniciar aqui – nestes postais que creio singelos e bem intencionados – uma polémica, mas permita-me uma pergunta por mera curiosidade: – O Pedro conheceu-a já Maputo ou ainda Lourenço Marques?

    1. Conheci-a já como Maputo. Como Lourenço Marques, só nas memórias dos meus avós e dos meus tios que viveram em Moçambique. E do livro do Francisco José Viegas do qual esta citação é extraída.

  2. Apaixonei-me em Maputo. Por um edíficio. A centenária estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique desenhada por Eiffel. É um sítío a visitar. ilimitadamente. A ”Newsweek”, considerou-a como a mais bela de toda a África e quem sou eu para discordar.

    Já agora estou neste momento em Maputo. A vida pode ser tao justa : )

  3. Nasci mais a norte, na Beira. Desta, enquanto Lourenço Marques ouvi falar muito já na minha sala de Lisboa. Cresci com as estórias de quem ficara para sempre com luz nos olhos.

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