MAPUTO
“Viu a baía de Lourenço Marques pela última vez, viu os coqueiros da marginal pela última vez, viu os aluviões sujos da Costa do Sol pela última vez, mesmo sabendo, anos depois, que aquela não tinha sido a última vez, porque aquela luz não lhe saíra dos olhos, não o abandonara nunca, não poderia abandoná-lo porque o ferira para sempre.” (Francisco José Viegas)

Cidade projectada para o futuro. Linda! Linda! Linda! É realmente uma cidade que não se esquece. Nunca!.
Para mim, meu caro, foi amor à primeira vista. Mal a olhei, ainda do avião.
A minha cidade…!
Linda.
Não me move qualquer desejo de iniciar aqui – nestes postais que creio singelos e bem intencionados – uma polémica, mas permita-me uma pergunta por mera curiosidade: – O Pedro conheceu-a já Maputo ou ainda Lourenço Marques?

Conheci-a já como Maputo. Como Lourenço Marques, só nas memórias dos meus avós e dos meus tios que viveram em Moçambique. E do livro do Francisco José Viegas do qual esta citação é extraída.
Apaixonei-me em Maputo. Por um edíficio. A centenária estação dos Caminhos de Ferro de Moçambique desenhada por Eiffel. É um sítío a visitar. ilimitadamente. A ”Newsweek”, considerou-a como a mais bela de toda a África e quem sou eu para discordar.
Já agora estou neste momento em Maputo. A vida pode ser tao justa : )
Sortuda. Esse edifício é uma maravilha. Adorei conhecê-lo, tal como adorei visitar o mercado central de Maputo.
Nasci mais a norte, na Beira. Desta, enquanto Lourenço Marques ouvi falar muito já na minha sala de Lisboa. Cresci com as estórias de quem ficara para sempre com luz nos olhos.
A luz. Também adorei a luz desta cidade. E o caju comprado no mercado. E tanta coisa mais.
Não conheço Maputo. Com muita pena, devo dizer.
Gostarás, quando conheceres. Tenho a certeza.
Não duvido, e tenciono lá ir o mais depressa possível.
Quando lá fores, Ana, traz-me um quilo de caju do mercado.
Combinado. Não sei é se chega cá um quilo, que eu adoro caju…