«É pena que a maioria das pessoas veja tudo na política em termos de derrotas e vitórias. É um cliché tremendo, fruto do discurso balofo e redondo dos comentadores de televisão (e de muitos políticos, verdade seja dita), e que reduz a política a um jogo simples e inútil. No caso em questão havia um compromisso entre o líder de um partido e um “convidado” pouco consensual para as listas. De facto, pela sua trajectória, não era a pessoa indicada para “abrir” o parlamento à sociedade. Era esse o objectivo definido por PPC, como afirmou desde o início. A ideia não pegou. De facto, a ideia de aproximar o parlamento dos cidadãos também é um cliché difícil de operacionalizar e também se pode questionar a sua utilidade prática. Propuseram então outra pessoa (a meu ver bem mais interessante do que a primeira), com uma estratégia diferente: dignificar o parlamento com a sua nata, escolhendo uma pessoa que tem um percurso institucional do mais alto nível. Como se viu, é a opção mais adequada – porque, queiramos quer não, o que as pessoas (deputados incluídos) querem ver no parlamento é integridade e discursos elevados, que motivem e orientem a acção política. No final, ficamos todos mais bem servidos e isso é a contabilidade que interessa fazer.»
Do nosso leitor Javali. A propósito deste texto da Laura Ramos.


se dignificar o Parlamento é colocar na sua liderança uma pessoa que defende o assassinio de seres humanos…mas ao que parece, a isto agora chama-se civilização…o Liberal Abortista, Passos Coelho continua na promoção da sua ideologia decadente…tudo em nome da esperança…abortista!
Vinda de si, qualquer apreciação injuriosa é um elogio. Só é pena não escrever tais coisas com o seu verdadeiro nome.
Acabo de descobrir um pleonasmo… 😉 Um abraço.
Eheheh. E eu acabo de descobrir um idiota. No comentário que aqui chegou anterior ao seu.