Hemingway escolheu Havana para viver, durante 20 anos, por ser a cidade do Novo Mundo que mais lhe fazia lembrar Espanha – o seu país predilecto que, por motivos políticos, não visitou na década e meia posterior à vitória de Franco na guerra civil. Tinha razão. Cuba sempre foi ‘a’ colónia especial’ da coroa espanhola – e mesmo hoje, apesar da decadência notória, percebe-se bem a aura que granjeou nos últimos quatro séculos. Como já escrevi no DELITO, um dos locais que mais gostei de conhecer em Cuba foi a Finca Vigía, a antiga propriedade de Hemingway, nos arredores da capital, ‘amigavelmente’ confiscada pelo regime de Fidel Castro à família do escritor. Pelo menos mantiveram-na tal como a encontraram, o que é de louvar.
Tive pena de não conhecer Santiago – a capital ‘musical’ de Cuba. Mas Havana está, de facto, muito bem retratada nesta frase de Lorca. Uma cidade onde é demasiado fácil alguém perder-se.
Havana,o fulgor da decadência sem “patine”.Vivi quinze dias plenos em Cuba .Foram momentos, deixaram de o ser.Não guardo memórias que apodrecem ao folhear a primeira página, sem capítulos, nem índice, nem um “intermezzo” e um final feliz. Para além do “bláblá” sobre a simpatia do Povo e considerações quejandas, o resto é pobreza estrema, dignidades roubadas, auto estima inexistente.TRISTE.
Meu caro, percebo o que diz – mas a magia das grandes cidades transcende todos os regimes, que são sempre transitórios, tenham eles a cor que tiverem. É isso que se passa com Havana.
Acredito que seja uma bela cidade e apesar de nunca ter ouvido que ser insegura, nunca me atraiu pelos relatos de pobreza que ouvi e passar férias a lamentar de forma impotente leva-me a não pensar em visitá-la… pelo menos nos tempos mais próximos.
Uma cidade (e país) que também nunca esquecerei.
Bela foto do Malecón…
Abraço e bom fds.
Cuba, inesquecível. Como poderia ser de outra forma?
Um abraço, Ricardo.
My daiquiri in El Floridita, my mojito in La Bodeguita
Ernest Hemingway
Hemingway escolheu Havana para viver, durante 20 anos, por ser a cidade do Novo Mundo que mais lhe fazia lembrar Espanha – o seu país predilecto que, por motivos políticos, não visitou na década e meia posterior à vitória de Franco na guerra civil.
Tinha razão. Cuba sempre foi ‘a’ colónia especial’ da coroa espanhola – e mesmo hoje, apesar da decadência notória, percebe-se bem a aura que granjeou nos últimos quatro séculos. Como já escrevi no DELITO, um dos locais que mais gostei de conhecer em Cuba foi a Finca Vigía, a antiga propriedade de Hemingway, nos arredores da capital, ‘amigavelmente’ confiscada pelo regime de Fidel Castro à família do escritor. Pelo menos mantiveram-na tal como a encontraram, o que é de louvar.
Uma das minhas cidades também.
Tive pena de não conhecer Santiago – a capital ‘musical’ de Cuba. Mas Havana está, de facto, muito bem retratada nesta frase de Lorca. Uma cidade onde é demasiado fácil alguém perder-se.
Havana,o fulgor da decadência sem “patine”.Vivi quinze dias plenos em Cuba .Foram momentos, deixaram de o ser.Não guardo memórias que apodrecem ao folhear a primeira página, sem capítulos, nem índice, nem um “intermezzo” e um final feliz.
Para além do “bláblá” sobre a simpatia do Povo e considerações quejandas, o resto é pobreza estrema, dignidades roubadas, auto estima inexistente.TRISTE.
Meu caro, percebo o que diz – mas a magia das grandes cidades transcende todos os regimes, que são sempre transitórios, tenham eles a cor que tiverem. É isso que se passa com Havana.
Um dos sítios onde não fui e sei que tenho de conhecer porque vou adorar…
E o Eça, Pedro? E o Eça?
Se existem locais mágicos, um deles é Havana. O Eça deixou memórias por lá. Memórias que o dignificam.
Acredito que seja uma bela cidade e apesar de nunca ter ouvido que ser insegura, nunca me atraiu pelos relatos de pobreza que ouvi e passar férias a lamentar de forma impotente leva-me a não pensar em visitá-la… pelo menos nos tempos mais próximos.
Há pobreza, sim, Carlos. Mas nada que se compare com o que vi na Índia, por exemplo.