“Ao contrário da maioria dos que costumo ler, não tenho aptidões augurantes para prever o futuro do secretário-geral do PS – mas reconheço um corredor de maratonas políticas quando o vejo. Seguro não é um velocista, mas alguém que sabe determinar o ritmo do seu passo mantendo o fôlego quando muitos já se estafaram em sprints inconsequentes“
Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD, no DN

Penso exactamente o mesmo. Espero vir a escrever em breve sobre este assunto.
Fui ler o artigo com alguma curiosidade. Retive esta parte: «Os reflexos condicionados já andam à solta: dizem que Seguro é um bocejo, juram-no transitório, garantem que nunca irá a eleições.» Explico por que retive isto… Há 25 anos, tinha eu três ou quatro dias de faculdade (ISCTE), acabei por saber de uma espécie de comício que lá ia haver. O orador era um aluno de lá ligado a uma juventude partidária e chamava-se António José Seguro. Apareceu com outro tipo de quem nunca mais ouvi falar. A partir do discurso fiquei com má imagem de Seguro. Compreendo por isso sem grande esforço quando se fala em «bocejo». Em 1986 Seguro era exactamente como é hoje, só que mais magro. Nunca mais o vi na faculdade, creio até que não avançou muito no curso e acabou por ir para outra faculdade. Tê-lo-ia por certo esquecido, não tivesse ele andando sempre por aí. E sempre na mesma. Alguma coisa há-de ter, para agora chegar onde chegou. Mas eu não sei o que é. Parece-me no entanto ter uma vantagem em relação ao que tem sido tradição nos últimos anos nos primeiros-ministros, dá a ideia de que não é mentiroso. Vamos ver.
Carlos Abreu Amorim diz que não prevê, tem as nossas incapacidades. Mas lá vai dizendo uma brisa…só o sorriso da frescura me faz lê-lo.
Não haja dúvidas de que o CAA é uma enorme autoridade, seja em que matéria for…