A 3 de Abril, os danos provocados pela pandemia à escala mundial adquiriam uma configuração muito expressiva: ultrapassava-se a barreira das 50 mil vítimas mortais. Eram exactamente 51.500.
Decorrido menos de um mês, esta dramática estatística agiganta-se: são agora acima de 230 mil mortos. Os óbitos causados pelo novo coronavírus quadruplicaram em apenas 22 dias. E o número de pessoas infectadas triplicou em 25 dias: subiram de um milhão a 3 de Abril para três milhões na passada terça-feira. Ontem eram 3,4 milhões.
Mas as vidas humanas perdidas neste duro combate ao Covid-19 são muito mais do que dados estatísticos: a BBC, no exercício do jornalismo de qualidade a que nos habituou, revela aqui nomes e rostos de vários destes mortos registados pelas autoridades sanitárias britânicas num único dia. Vidas amputadas pela implacável propagação de um vírus que continua a ser letal, por mais que alguns pareçam ignorar tal facto.

É só uma gripezinha, como bem lembrou o LL, só mata velhos que já não fazem falta. E nos EUA também mata sobretudo negros e hispânicos, por isso está tudo bem…
“Melanin has photoprotective action and protects the skin from harmful effects of ultraviolet radiations. High melanin level inhibits the production of vitamin D in the skin.”
“Melanin, which causes skin pigmentation, lowers the skin’s ability to make vitamin D in response to sunlight exposure. Some studies show that older adults with darker skin are at high risk of vitamin D deficiency.”
“There have been multiple cross-sectional studies associating lower levels of vitamin D with increased infection. One report studied almost 19,000 subjects between 1988 and 1994. Individuals with lower vitamin D levels (<30 ng/ml) were more likely to self-report a recent upper respiratory tract infection than those with sufficient levels, even after adjusting for variables including season, age, gender, body mass and race[8].”
“Results of studies looking at potential benefits of administering vitamin D to decrease infection have not been consistent, most likely secondary to a number of methodologic concerns[14]. One recent well-designed prospective, double blind placebo study using an objective outcome, nasopharyngeal swab culture (and not self report), and a therapeutic dose of vitamin D showed that vitamin D administration resulted in a statistically significant (42%) decrease in the incidence of influenza infection[15].”
“The beneficial effects of vitamin D on protective immunity are due in part to its effects on the innate immune system.”
“Vitamin D has numerous effects on cells within the immune system. It inhibits B cell proliferation and blocks B cell differentiation and immunoglobulin secretion[31-32]. Vitamin D additionally suppresses T cell proliferation[33] and results in a shift from a Th1 to a Th2 phenotype[34-35]. Furthermore, it affects T cell maturation with a skewing away from the inflammatory Th17 phenotype[36-37] and facilitates the induction of T regulatory cells[38-41]. These effects result in decreased production of inflammatory cytokines (IL-17, IL-21) with increased production of anti-inflammatory cytokines such as IL-10 (Figure 1A). Vitamin D also has effects on monocytes and dendritic cells (DCs). It inhibits monocyte production of inflammatory cytokines such as IL-1, IL-6, IL-8, IL-12 and TNFa[42]. It additionally inhibits DC differentiation and maturation with preservation of an immature phenotype as evidenced by a decreased expression of MHC class II molecules, co-stimulatory molecules and IL12[43-45] (Figure 1B).”
PS: Veja qual o segmento racial, étnico, que apresentará potencialmente menores concentrações de vitamina D. Se não constituir muito incómodo, apresente-me números de óbitos discriminadasos pela raça e pelas concentrações de vitamina D apresentadas.
Tag “honorável bloguismo”
A morte é sempre trágica.
Se fizer um programa igualzinho sobre as pessoas que morreram na Síria, ou nos campos de refugiados da UE na Grécia, ou afogadas no Mediterrâneo, decerto que também consegue um grande dramatismo.
Tenho a certeza que a grande maioria das pessoas que morreram por causas diferentes do Coronavírus não queriam morrer. Parece que de repente, tudo o que não é esta praga perdeu a importância.
https://images.app.goo.gl/NAC3P1CDZ8PVH 1Tu7
É obvio que alguém que morra ser ser de Covid/19,tem o mesmo valor. Agora que uma morte por AVC,Oncologia,Acidentes e outras, não pára o Mundo todo ao mesmo tempo e não nos confina em casa,provocando o caos que estamos a viver! Não enxergar isto..
Não enxergar isto é um atestado de cegueira, estúpida ou biólogica, ainda não sei.
Evidentemente.
Claro que, fosse o Mundo justo, muita cidade deveria estar confinada devido às poluição. Não está porque é preciso manter a máquina a funcionar. E porque um tipo cuspir os pulmões devido à inalação de gases demora o seu tempo.
Como toda a gente sabe, cancros e AVC são contagiosos. E acidentes diversos também.
Enfim.
Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Macau, entre outros países asiáticos e, na europa, a Suécia, não pararam. Por razões bem distintas, como é suposto ser sabido.
Olhando para as curvas do total diário acumulado de óbitos, cujo link lhe deixo abaixo, quais serão as razões para o comportamento evidenciado pelas curvas dos países referidos?
(link: https://ourworldindata.org/grapher/covid-d eaths-days-since-per-million?zoomToSelec tion=true&country=AUT+BEL+CAN+CZE+DNK+FRA+DEU+ISR+I TA+JPN+NLD+PRT+SGP+ESP+SWE+CHE+TWN+USA )
No que se refere à República Checa e à Áustria, é de notar que o uso obrigatório de máscara em recintos públicos fechados ocorreu bem cedo no primeiro e semanas depois no segundo.
Também por “não serem eficazes” é que a partir de 4/5/2020 o uso de máscara se vai tornar obrigatório nalgumas circunstâncias cá no burgo.
“Câmaras compram milhares de testes sem eficácia nesta fase. Governo pede a autarcas que não o façam”
(link: https://zap.aeiou.pt/camaras-compram-tes tes-sem-eficacia-319486 )
Tal como “por não serem eficazes nesta fase” é que a Holanda já fez há 2 – 3 semanas atrás testes de anti-corpos, numa amostra de 10000 dadores de sangue, assim como o estado de Nova Iorque, numa amostra de 3000 pessoas, bem como o estado da Califórnia, mais precisamente em Santa Clara, numa amostra cujos detalhes já se me varreram e também os suecos, na zona de Estocolmo.
Não é verdade que os países que elenca aí não tenham parado. Podem estar menos confinados que os outros, mas deram aí uma travagem (em Macau até os casinos fecharam). E depois, repare que a Suécia teve mais mortos que os outros juntos, e ainda pode acrescentar a Dinamarca.
As curvas dizem respeito ao número de óbitos acumulado diário por milhão de habitantes. “Shown are the total confirmed deaths per million people”. “Days since total confirmed deaths reached 0.1 per million”, em abcissa. Está lá tudo. Se a curva sueca, que se confunde com a holandesa, não estivesse claramente assinalada, muito dificilmente a encontraria.
Os casinos fecharam em Macau, os restaurantes não. Logo em Fevereiro, Macau obrigou ao uso de máscara em espaços públicos fechados, sendo vendidas unicamente nas farmácias e sob controlo (informático) rigoroso: 10 máscaras para 10 dias, por pessoa.
Caro Jo, o que não tem importância é um comentário que remexe na Síria com um texto que mexe na covid. Típica Falácia de Espantalho. Típica cabeça de palha.
Caríssimo, infiro, a custo de supositório, que não fossem as medidas de contenção ao Covid e a Paz na Síria era assinada de chofre. E o Putin anunciava a sua retirada da cena política dedicando – se às cenas da Permacultura.
Adenda :
Recomendo que fale na fome em África, e até na Terra Plana. Com jeito até “aplaina” uma curva.
Paleio, paleio e mais paleio, como de costume. Palha para consumo do próprio ego.
O que eu queria fazer notar era o post ser tendencioso. Todas as mortes são dados estatísticos ou não, dependendo de como as considerarmos.
Falei dos migrantes porque são um bom exemplo desta manipulação.
Lembra-se com certeza de andar toda a gente muito ofendida coma as mortos dos migrantes quando alguém mostrou uma criança morta e deu, dessa maneira, uma cara a essas mortes. O efeito já passou, podem morrer à vontade sem ser notícia.
Com o Covid o que se faz aqui é uma tentativa grosseira de fazer o mesmo: dar nome aos mortos para que as pessoas se comovam. Como se os outros mortos que não são nomeados não tivessem importância.
Notícias a puxar ao choradinho e ao espetáculo são o pão nosso de cada dia da CS. Ser objetivo não vende. E ser objetivo incluí apresentar outros pontos de vista. Mas as notícias são vendidas como sabonetes. Se a maioria pensa “A” dá-se-lhes “A” porque o que interessa é agradar à maioria.
Usar luto para vender notícias para mim é, no mínimo, pouco ético.
Sim, a BBC – exemplo que eu aqui trago – não é nada ética. E “vende notícias como sabonetes”.
Como todo o mundo sabe.
“Ético” é meter no mesmo saco a guerra na Síria e o Covid-19.
“Ético” é alguém que “assina” “jo” pretender dar lições de ética seja a quem for.
“dar nome aos mortos para que as pessoas se comovam”
Antes dar o nome, do que um número, aos mortos. Comovidos, talvez sintamos como próximas tragédias longínquas.
“Afinal, a mortalidade registada no último mês pode ter sido até cinco vezes superior ao normal”
( https://zap.aeiou.pt/afinal-mortalidade-r egistada-no-ultimo-mes-pode-ter-sido-ate-c inco-vezes-superior-ao-normal-321518 )
«Os óbitos em causa incidem sobretudo em pessoas com mais de 65 anos e e em particular nos distritos de Aveiro, Porto e Lisboa e de forma mais expressiva nos distritos mais envelhecidos, detalha a mesma investigação.
De acordo com os cientistas, uma parte significativa das mortes poderá ter resultado do adiamento da procura de cuidados de saúde e do cancelamento de consultas e cirurgias não urgentes por causa da pandemia de covid-19.
“Não é profissionalmente, cientificamente e eticamente possível ignorar esta indução de mortalidade excessiva por os doentes não terem cuidados”, disse António Vaz Carneiro.»
Na quarta-feira meti-me no Metro e fui à Baixa.
Parecia o Faroeste com muitos prédios entaipados, negócios todos fechados e pouca circulação.
Numa carruagem sem distanciamentos, 14 africanos e 4 brancos. Apenas 5 pessoas tinham máscara.
A entrada em recintos públicos deveria ser obrigatório usar máscara.
Foi falar com eles?Falou com a segurança? Accionou o botão de emergência para essa corja ser corrida na próxima paragem?
A morte é sempre de lamentar. Números valem o que valem, quando o caso é pessoal, toca mais.
De qualquer modo, gostaria de ver toda esta iniciativa mundial a combater mortes por armas de fogo, acidentes rodoviários, problemas respiratórios causados por poluição, tráfico de armas, conflitos bélicos recorrentes, etc. Também há números impressionantes agregados a esses eventos.
“A morte é sempre de lamentar. Números valem o que valem, quando o caso é pessoal, toca mais.”
Está tudo dito. O que faz falta é tornarmos o “impessoal” desconhecido num familiar
Ainda mais provocador:
“A morte de uma pessoa é uma tragédia. A morte de um milhão é apenas uma estatística.” (Estaline)
Por falar em vidas amputadas e nos britânicos
https://www.breitbart.com/europe/2020/04/3 0/250-chinese-ventilators-could-kill-cor onavirus-patients-uk-doctors-warn/
O que mais irá acontecer?
“….Prognósticos só no fim do jogo….”