
Hoje, 1º de Maio e manifestações por aí. Tal como houve celebrações “em sala grande” e sem “mascaradas” no 25 de Abril. Então é dia para recordar esta postura de Mattarella, o presidente italiano, celebrando nesse mesmo 25 de Abril o 75º ano (número ainda mais simbólico) sobre a libertação italiana na II Guerra Mundial. Ou seja, o dia da liberdade, da democracia, do fim do jugo nazi-fascista. E da paz. Fazendo-o de modo tão mais simbólico, tão mais solidário, tão mais cidadão, tão mais democrata. Tão mais respeitador. E tão mais inteligente. Do que este paupérrimo duo Rodrigues-Sousa na festa chocha de São Bento e nas arruadas de hoje.
Porque precisa esta “esquerda” instalada, cinquentona, sexagenária, septuagenária, destas festividades? É um potlatch de incúria intelectual. Revivem um panteão risível, entre louvores aos múltiplos itens do “movimento comunista” e aquilo a que se chamava “terceiro-mundismo”, agora dito “pensamento abissal”. Utilizando como matéria-prima um grupo seleccionado, pouco orgânico, de militares apolitizados na sua maioria, e que pensaram consoante as suas circunstâncias de época. Disso amputando outros, que não correspondem aos desejos desta gente de agora, já apenas afectivos pois, de facto, mera disfunção ideária. É um ritual que serve para reforçar a “amnésia organizada” sobre a revolta de Abril e a revolução que se lhe seguiu. Manobra que lhes permite dizer, nas outras 51 semanas, todos os que não se revêm nesse vetusto imaginário de radicalismo marxista como “fascistas”, “inimigos da democracia”, “salazaristas”. Não há outra razão para a parvoíce cerimonial desta semana.
Assim a “vacinada” e “desmascarada” boçalidade de Rodrigues, acolhida pelo pusilânime Sousa, não só se contrapõe a esta simbólica grandeza de Mattarella, ali só a celebrar a queda final de Mussolini/Hitler. De facto, as patéticas manifestações (ditas, hipocritamente, celebrações) de hoje e a cerimónia de 25 de Abril servem para nos dizer, aos imunes ou convalescidos do apego totalitário, como “fascistas”. A fronteira é fluída, mas cruza ali ao PS, puxada à “esquerda”.
Este ritual, falsificador da vida portuguesa, sobrevive nos dislates. Sempre desculpados pelo “afecto memorialista” com a “liberdade”, com a (nossa) “juventude”. Todos os anos se revive essa parvoíce. Nem falo da absurda capa de hoje do “Público”, que é onde leva a patetice misturada com uma inenarrável candura, e a querer-se interventiva … Agora um bom e antigo amigo enviou-me um filme associando o novo líder do partido demo-cristão, um puto de 30 anos, com o salazarismo. Respondi-lhe, entre homens, invocando genitálias e “imoralidades” sexuais. Uma querida amiga chamou “Sua Excelência” ao abjecto terrorista assassino Carvalho, fui suave na reacção (e nem falei na piroseira) mas presumo-a ofendida. E pelas redes sociais abundam os dislates louvaminheiros do mesmo tipo. E não só cá: no mural de um intelectual moçambicano que, recorrendo a codiciosas demagogias textuais, entende dever ensinar-nos como viver, um demo-cristão português é invectivado de fascista, neo-nazi, homossexual, (voz de) colono. E, para abrilhantar a festa, de branco. E comunistas portugueses – brancos, já agora, – vão lá aplaudir. Tal como o dono da casa o faz, ainda que muito democrata, como por cá o consideram os libertários.
Celebrar o 25 de Abril é celebrar a Paz (que todos esquecem pois julgam secundária) e a Liberdade. E o 1º de Maio é celebrar os direitos laborais. Não é mistificar a história, falsificar o presente. E impensar.
Assim sendo, com a imagem de Mattarella, vai daqui de Nenhures a minha saudação à UGT e aos sindicalistas do BE, que decidiram celebrar o dia dos trabalhadores como, neste momento, manda a ética de cidadania. E sei que muitos deles, ali na rapaziada bloquista, queimam incenso e mirra a uns totens execráveis. Mas portaram-se muito bem neste dia. Ao invés de outros, com mais responsabilidades institucionais. E de outros, profissionais intelectuais com obrigações analíticas.

Eu quando for grande gostava de escrever como o jpt. Mas só escrever, porque no pensar, de forma regular mas, diga-se, esporádica, entroncamos por diferentes sendas.
Excelente, jpt. Espero que esteja tudo bem convosco
Obrigado pelo alento. Por aqui, na frente de Nenhures estão tudo bem, a moral em alto e a logística bem tratada. Esse zombies covídeos, se aqui chegarem, no pasáran!
Contágio é “fassitsa”. “Superioridade moral do comunista” imuniza-o. “Bulllt proof”. O problema, são os “outros”. E a luta, continua. O sol, brilhará para todos nós !

Vergonha a CGTP. Todos alinhadinhos tipo norte-coreanos. Quem é que autorizou uma coisa abjecta daquelas e depois andam a correr com as pessoas que estão sozinhas sentadas nas praias?
o MAI perdeu toda credibilidade. Sempre a ceder e abrir excepções para os amigos. Filhos da puta nojentos. Estamos mais perto de um estado totalitário leninista do que eu pensava.
Não contem comigo para mais coisa nenhuma.
Nem que por mera reciprocidade (credo por credo, ritual por ritual) será de esperar similar forma de organização da presença dos fiéis, no próximo 13 de Maio, em Fátima. Tomado esse cuidado, não há a menor autoridade do poder para, sequer, desencorajar a presença nas cerimónias dessa data.
Costa
Tendo em conta como os portugueses são insultados e gozados pelas excepções que o regime encontra e não abdica das suas manifestações de facciosismo e ideologia, não sou eu que vai criticar quem amanhã for para a praia ou resolver ir a Fátima ou a outro lado qualquer. Aliás, acho que amanhã quem quer ir para a praia devia ir e cinicamente mantinha a distância de segurança como os traidores da cgtp invocaram para fazer a sua missa.
Absolutamente cheio de razão.
A Alameda foi pasto de arrogância e irresponsabilidade.
Sem qualquer tipo de ironia acho que fizeram muito bem. E em setembro que façam a festa. Para nunca esquecer: “Somos todos iguais, mas alguns são mais iguais que outros”
Muito bem. Os meus cumprimentos pelo seu escrito.
E pensar que não se podia ir a funerais, e ver hoje a manifestação na alameda, alinhados que nem gado. Enfim…
A postura cívica da tal rapaziada bloquista neste 1 de maio, comparada com a postura no 25 de abril, só me convence que aquela birra só teve lugar porque no espectro oposto da assembleia, estiveram personalidades que se opuseram à celebração. E como já nos habituou o bloco, para fazer birras, adjetivar o oposto ideológico e apelidar de fascistas todos os que não seguem a sua bitola, eles são useiros e vezeiros.
Como neste 1 maio, nenhum dos partidos à direita ligou nenhuma, nem se aventurou em condenar festejos, quem sabe, porque já sabiam o resultado, os miúdos bloquistas não fizeram birra.
E digo miúdos, porque cada vez tenho mais a certeza que mesmo os bloquistas de 60 anos, deixaram de crescer aos 18… e continuam numa eterna adolescência, mas no decadência da idade… nunca cresceram, continuam uns putos mimados e irresponsáveis, mas de cabelo branco.
De facto, Itália deu uma lição de cidadania ao mundo e não querendo comparar a importância, o certo é que talvez tenham muitas mais razões para celebrar do que nós… pois como qualquer pessoa de bom senso consegue identificar, há fascismo e fascismo… e o nosso, comparado com o deles, foi de meninos.
Mas esta postura do bloco também pode ser vista tendo em conta a aproximação da festa do avante, onde se fazem lavagens cerebrais a miúdos que ainda procuram colocar as suas idéias no sítio certo e são ajudados para isso na companhia do belo charrito, da bebedeira e de uma noção irresponsável de liberdade.
Grande parte destes miúdos do bloco nunca trabalhou, vem de famílias de posses, muitos com pais empresários, ou seja, diabos capitalistas, mas que serviram para lhes pagar os estudos na capital do distrito, casa, carro, bebedeiras e marijuana. É só vermos os brilhantes curriculums dos Moisés e companhia, ou os negócios particulares dos seus próprios líderes mais famosos.
E no final, temos os ferros e os marcelos e para maior desgraça, os rios tão subservientes a querer agradar, tão despersonalizados que estão.
Há quem pode e quem pode.
Hi…, good morning. Good to speak to you there.
My pleasure,..
How can we start the business…?
Assim iniciei o dia do trabalhador com outro trabalhador empresário do outro lado e sob a Union Jack.
Após analisar alguns dos “prospects” posteriormente enviados, dei comigo a surfar na net e a contemplar a foto do presidente italiano aqui postada.
E a palavra celebrar, celebrar, celebrar, celebrar traduziu-se em: celebrar a solidão, daqueles de quem já não escutamos e dos que partiram em solidão.
E penso no sentido da vida, que tem sentido mesmo em momento de solidão.
E sim, o PR italiano tem toda a postura de quem celebrou o dia que se deve celebrar: o da solidão, por aqueles que já partiram e fizeram algo para nos deixar um caminho menos tenebroso.
Vale a pena celebrar, se for este o caminho.
Autorizações especiais para sair do concelho e tudo. Espectáculo.
Todos diferentes, todos iguais
Espero que o Governo compreenda a minha jornada de luta contra a carência de vitamina D.
E a minha. De abraçar uma amiga que perdeu a mãe e ficou tão só com a sua dor.