Vícios…


fiodeprumo,

Especialistas querem que seja proibido fumar dentro dos carros

42 comentários em “Vícios…”

  1. E nas paragens dos transportes públicos?
    Esta, sim, era uma boa medida.
    Quase todas as manhãs, quando espero o autocarro para o trabalho, sou forçado a fumar. E, na maior parte dos casos, reparo que se trata de fumadoras…

    1. Tendo-me na conta de capaz de ser democrata e antidemocrata, vou pensar no caso.
      Na próxima reunião de condóminos do meu prédio, propor:
      “Proibido fumar”, nas escadas, elevadores, átrio e num raio de X metros no exterior da porta.
      Aceito, como democrata, sugestões para X.

  2. Cara Helena,

    Sou fumador e sou completamente a favor que não se fume no carro em andamento. Dispersa a atenção e fica um cheiro nauseabundo de um dia para o outro, isto sem falar dos que mandam a beata pela janela fora que vai para cima do carro detrás… entre outras coisas. Isto e cuspir no chão.

    1. Desculpe a intrusão (afinal o Paulo dirige-se directamente à Helena) mas passei por aqui e não resisti a responder ao seu comentário.
      Pois eu sou não fumador e, tal como você, completamente a favor que não se fume no carro. Para além dos inconvenientes que apontou, é perigoso conduzir e fumar. O que eu sou contra é esta mania de fazer leis a proibir tudo e mais alguma coisa. Educar é a única maneira de mudar comportamentos de forma duradoura. Até no treino dos animais, qualquer treinador sabe que premiar, incentivar, elogiar consegue sempre melhores resultados do que castigar.

  3. Querida Helena, há muitos anos, no Indy, fiz uma entrevista a um autor da nossa praça, cujo nome mantenho em segredo por delicadeza, e, sem que nada o fizesse esperar, a criatura disse: o melhor do sexo é o cigarro que se fuma a seguir.
    🙂 beijos

      1. Se hoje se faz sexo (noutros tempos dizia-se fazer amor) dentro dos automoveis, não sei. Mas dentro dos velhos “carochas”, há quem diga que é possivel fazê-lo de 32 maneiras diferentes.

          1. Ana, nesse caso tambem há um “minisutra”; mas como é mais maneirinho, no mini há “apenas” 18 maneiras.

    1. Frase meia roubada a Brigitte Bardot; quando lhe perguntaram quais eram as tres coisas de que ela gostava mais, respondeu: “um wiskie antes e um cigarro depois”.
      O autor cujo anonimato quer preservar, é no minimo pouco original.

  4. Na adolescência para alinhar com os colegas tentei fumar. Deus sabe o que eu me esforcei, mas nunca consegui gostar. Era o único num grupo alargado o que fazia de mim um tótó, mas as coisas são como são e com o tempo o facto de eu não fumar tornou-se normal.
    Mais tarde, quando os meus colegas já tentavam reduzir o caudal de nicotina consumido, acompanhei-os nas cigarrilhas e às vezes nos charutos. Até nem era mau e cheguei mesmo a andar com uma caixa de cigarrilhas. Mas esquecia-me sempre de as acender e acabava sempre por perder a caixa já amolgada e com pouca cor, mas quase cheia.
    Desde que as leis anti-tabaco ultrapassaram a fronteira do bom-senso (o Estado perdeu o pudor e quer substituir o cidadão nas suas decisões mais pessoais) que voltei a sentir a necessidade de, como forma de protesto, ser fumador.
    Estou a pensar no cachimbo, mas não conheço ninguém que me possa dar formação nesta área. Gostava que alguém me ajudasse a até aproveitava este comentário para o fazer, mas temo represálias. O longo braço da justiça falha na perseguição aos corruptos mas estou certo que puniria exemplarmente tal crime. Talvez o melhor seja pedir auxilio nos classificados da Bola, ao lado das ofertas de ternuras ou de outros hediondos pecados.
    Mas não tenho dúvidas. Um dia serei fumador. Com sorte talvez fique viciado.

  5. Helena,
    parece-me não fumar dentro de um carro onde esteja uma criança é uma questão de bom senso. Bem sei que há quem não utilize muito esse maravilhoso órgão que é o cérebro mas daí a legislar sobre todos os componentes da conduta humana parece-me exagerado.
    Para além de uma questão de higiene e saúde pública, tomar banho é, também uma questão de bom senso.
    Será que algum Governo tornará esse acto, Lei?
    Não sei….
    Apesar de tudo há que preservar a liberdade de cada um de nós.

    Cumprimentos.

  6. Seria no mínimo anedótico, aliás, a mera existência como assunto, sequer, já o é. Ainda assim e munindo-me de paciência, questiono: – E para pessoas como eu que não tenho filhos, a companheira também fuma e ambos nos deslocamos num automóvel de apenas dois lugares,…??? Teremos um cartãozinho, mais um,… tipo salvo conduto,…??? Apetece-me dizer ao mentor de tal disparate, para ser simpático,… If you’re in a hole , stop digging !

  7. Então e eu que não ando com criancinhas no carro, posso fumar? O meu cigarro? No meu carro? Com os vidros fechados?

    Aliás, com os fundamentalismos que por aí andam, qualquer dia vai ser proibido andar com criancinhas no carro, não vá dar-se o caso…

    Ou se calhar não posso, por causa dos acidentes. Deve ser tipo nevoeiro … e se levar umas luzes de nevoeiro dentro do carro, já posso?

    Essa agora … a das criancinhas já é má, primária, mas a dos acidentes…

  8. Nunca devemos menosprezar o alcance da estupidez humana que parece não ter limites… É que volta e meia acordamos e lá está o diploma promulgado !

    Proíbam o toucinho também a mais os pasteis de nata, pagava para ver “os especialistas” a roerem cenouras cruas e a irem a pé para o trabalho !

  9. Pois, assim à partida parece ser fundamentalismo…

    Mas vendo bem, e tendo em conta a penúria nacional, sempre eram menos uns “cancrozitos” que se poupariam ao SNS! Afinal estão a tratar da nossa saúde!

    1. Mesmo percebendo a ironia, não posso deixar de me lembrar de um amigo que perdi aos 16 anos (em 1970), com cancro no pulmão e que nunca fumou um cigarro. Nem sempre o que parece, é

      1. Caro Nascimento,

        Não sou fumadora por opção. Tenho 56 anos e quando jovem adolescente optei por não aderir ao tabaco em prol da minha saúde.
        Em 2009 fui operada a um cancro da mama. Fiz quimioterapia, radioterapia, braquiterapia , imonoterapia e tomo diariamente 1 comp . durante 5 anos que custa ao SNS 135 euros mensais, para além de todos os custos dos restantes tratamentos. Não sei o que poderia ter feito para evitar contrair o cancro da mama…mas uma coisa é certa, o cancro de pulmão está directamente relacionado com o tabagismo, embora nem sempre (felizmente) ocorra. Sendo assim, e como a população em geral não promove a sua própria saúde, não me escandaliza que se restrinja e penalize hábitos não saudáveis, uma vez que o SNS poderá não ter capacidade de resposta às necessidades no futuro. Poderá ser uma forma não democrática de actuar, mas como se sabe “A nossa liberdade termina onde começa a dos outros”!

        1. 1.º 85% do preço de um maço de tabaco vai direitinho para os cofres do Estado (deve dar para pagar muitos tratamentos!)
          2.º nas grandes cidades, a poluição provocada pelos automóveis em circulação provoca mais cancros do pulmão do que o tabaco (foi realizado um estudo na cidade de Paris, se não estou em erro, que apontava nesse sentido)
          3.º Todas estas questões sobre se se deve ou não proibir o consumo de tabaco dentro do carro, tresandam a hipocrisia. Desde 1994 que se sabe que a adição de amoníaco (um dos aditivos utilizados) aumenta a absorção de nicotina pelo organismo (logo, aumenta a dependência) e ainda não ouvi ninguém referir esse facto. O Estado não quer acabar com o consumo de tabaco! Pelo contrário, quer novos fumadores. Se assim não fosse, proibia, isso sim, a adição de amoníaco. Voltávamos a fumar o tabaco que os nossos avós ou bisavós fumavam (causava menos dependência e menos doenças). O tabaco dá muito dinheiro ao estado.
          Cláudia

          1. Cara Cláudia,

            Sei muito bem que se trata de hipocrisia e que tanto o tabaco como o negócio da saúde alimenta muitos lobbies!

            Mas vejamos: a mudança deve começar em cada indivíduo, e para uma sociedade mais saudável podemos banir certos vícios como também devemos EXIGIR que as nossas cidades sejam menos poluídas, os oceanos, etc., etc.. Mas como podemos querer ser ouvidos se quando nos “tocam” nas nossas adições (sejam elas quais forem) defendemo-las com unhas e dentes culpando sempre o sistema?! Então, quando é que começamos a ser responsáveis e exigir uma vida melhor para nós e para as gerações futuras?!

  10. Helena,

    não sou fumador. Já fui quando era rapazola, faz muitos anos. Agora também acho que é um tanto exagerado proibir fumar dentro de um carro. Eu que sou TOTALMENTE (desculpe a gritaria!!!) contra a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança nos automóveis (ai as multas que já apanhei por causa disso), também não posso concordar com esta lei.
    Já tiraram o sal do pão, qualquer dia tiram o sal da manteiga ou do presunto.
    Mas eu não passei nenhuma procuração ao governo, ou seja lá quem for que tenha estas ideias, para tomar conta da minha vida.

  11. Já escreveu a Agustina: “Não há maior poder que o que se tem sobre os vícios dos outros” (cito de cor, não sei se a frase é assim mas é este o sentido). Uma grande e revoltante verdade.

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