Vermelho


eventhorizon,

A imprensa portuguesa online aderiu quase em massa a uma campanha publicitária da Vodafone e cobriu hoje os seus portais de vermelho. No caso do Expresso, do Correio da Manhã e do Diário Económico, apenas as partes exteriores dos respectivos sites aparecem a vermelho – mas o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e o Público foram mais longe e decidiram “pintar” as suas páginas principais de vermelho, colocando o texto a preto ou a branco – o que é irrelevante, pois em ambos os casos é praticamente ilegível e quase doloroso para a vista (para além de ser pavoroso de um ponto de vista estético). Que os meios de comunicação portugueses precisem de receitas publicitárias como de pão para a boca não duvido (e esta campanha não terá sido barata), mas não me parece boa política comprometerem a visibilidade dos seus conteúdos noticiosos – que, para todos os efeitos, são aquilo que os leitores procuram. Depois admirem-se. 

 

(não coloco hiperligações por não querer induzir ataques epilépticos aos estimados leitores do Delito)

 

10 comentários em “Vermelho”

  1. não me parece boa política comprometerem a visibilidade dos seus conteúdos noticiosos – que, para todos os efeitos, são aquilo que os leitores procuram

    Bah!!!

    Os jornais são pagos pela publicidade, não pelos leitores.

    Possivelmente esta campanha publicitária custeou bem mais do que uma edição do jornal. Portanto, mesmo que neste dia não tenham tido leitores nenhuns, ainda ficaram a ganhar…

    1. Os jornais servem para distribuir publicidade ou para fornecer conteúdos?

      Repare que eu não me manifesto contra a publicidade nos meios de comunicação online – apenas quando esta se torna tão intrusiva que compromete o acesso aos conteúdos.

      Mas, se o Luís Lavoura fica contente por ler edições online em vermelho vivo com letras brancas, por favor, esteja à vontade.

      1. Os jornais servem para distribuir publicidade ou para fornecer conteúdos?

        Do ponto de vista do João Campos, para fornecer conteúdos.

        Mas, do ponto de vista de quem manda neles, para distribuir publicidade.

        O João Campos é que, lamentavelmente, está enganado.

        se o Luís Lavoura fica contente por ler edições online em vermelho vivo com letras brancas, por favor, esteja à vontade

        Eu, pura e simplesmente, não leio jornais. Nem on nem offline. Nunca. Só ouço as notícias da rádio. De uma rádio que não passa publicidade.

        Mas, pelo menos, não me equivoco quanto à verdadeira natureza dos jornais…

  2. Confesso que acho um horror pegar num jornal e ter na primeira página publicidade. Normalmente nem sai do quiosque porque deito-a logo fora.
    Mas o mais grave é que a Vodafone seja a tal companhia que tem uma gravação, relativamente a clientes que eram de outras redes e que passaram para esse operador mantendo o número, dizendo esta barbaridade: “Este número agora pertencia à Vodafone”.
    Será que não há ninguém naquela casa que veja o disparate da gravação e a corrija? É que não é “pertencia” mas sim “pertence”, penso eu. De outro modo não faz sentido.

    1. No caso, Sérgio, falava mesmo das edições online – mas quanto às edições impressas, há formas de inserir publicidade sem estragar a experiência de leitura. Criatividade, precisa-se.

      Quanto à gravação, desconhecia (não sou nem serei cliente da Vodafone), mas é um erro curioso.

  3. E as paragens de autocarro? Que exagero. Valha-nos humorosos alfacinhas que fizeram transitar as letras RED para formar DREDE. É danada a rapaziada 🙂

    A Vodafone vai pagar muitos ordenados nas Redacções, essa é que essa. É o mercado, vociferam as Administrações.

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